Após ser impedido por Israel de entrar em igreja, cardeal diz que missas da Semana Santa serão realizadas a portas fechadas em Jerusalém
O Patriarca Latino de Jerusalém, o Pierbattista Pizzaballa, à direita na foto REUTERS/Dawoud Abu Alkas As comemorações da Páscoa no local mais sagrado do cristianismo serão realizadas a portas fechadas, afirmou o patriarca latino de Jerusalém nesta terça-feira (31), depois que a polícia israelense o impediu de entrar na Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos, provocando condenação internacional. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As forças policiais impediram o cardeal Pierbattista Pizzaballa de acessar a igreja no Domingo de Ramos, no último dia 29, alegando motivos de segurança. As forças de Israel impuseram restrições às reuniões em locais sagrados em razão da guerra com o Irã. Após as críticas internacionais, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o patriarca latino teria "acesso completo e imediato" à igreja. Para os cristãos, o Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que comemora os últimos dias de Jesus Cristo em Jerusalém, antes da sua crucificação e ressurreição na Páscoa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A liturgia da Semana Santa será celebrada internamente, a portas fechadas, sem público, com uma comunidade local e algumas outras pessoas", declarou Pizzaballa a jornalistas nesta terça-feira. Ele acrescentou, ainda, que a igreja tentará transmitir ao vivo todas as celebrações da Páscoa. A Igreja do Santo Sepulcro está localizada no local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e depois ressuscitou. Pizzaballa indicou que, embora inicialmente tenha havido "alguns mal-entendidos" com a polícia no Domingo de Ramos, a atuação dos agentes foi "muito respeitosa" e rapidamente foi estabelecido um diálogo com as autoridades israelenses para resolver o problema. O custódio da Terra Santa, padre Francesco Ielpo, que também foi impedido de entrar na Igreja do Santo Sepulcro naquele dia, descreveu o incidente como um "episódio doloroso" para os cristãos de todo o mundo. Após ser barrado, ele declarou aos jornalistas que o incidente representa uma oportunidade para garantir que a liberdade de culto de todas as religiões seja respeitada no futuro. "É sobre este princípio que desejamos continuar construindo o diálogo e a cooperação com as autoridades, convencidos de que o respeito mútuo é a base de uma convivência autêntica e da proteção dos lugares santos, que não pertencem apenas a esta terra, mas a toda a humanidade", afirmou. Restrições afetam Páscoa, Ramadã e Pessach Este ano, cristãos, muçulmanos e judeus não puderam celebrar a Páscoa, o Ramadã ou o Pessach como de costume devido às restrições policiais. A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, ficou praticamente vazia durante o Ramadã, e poucos fiéis compareceram ao Muro das Lamentações, local sagrado para o judaísmo, com a aproximação do Pessach, na quarta-feira. O gabinete de Netanyahu afirmou em um comunicado que "não houve qualquer intenção maliciosa, apenas preocupação com a segurança dele (Pizzaballa)". Moradores dizem que fiscalização não vale para todos Moradores da Cidade Velha e autoridades religiosas afirmaram que as restrições policiais ao culto religioso não foram aplicadas de forma consistente. Eles observaram que os pregadores muçulmanos do Waqf conseguiam acessar a Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadã e o Eid al-Fitr, e que os funcionários da limpeza tinham permissão para remover as inscrições de oração do Muro das Lamentações, um ritual anual, antes da Páscoa judaica. No domingo, frades franciscanos e fiéis também foram autorizados a entrar em outro santuário da Cidade Velha, a uma curta caminhada pelas ruelas estreitas da Cidade Velha a partir do Santo Sepulcro, para celebrar o Domingo de Ramos. Uma fotografia da Reuters mostrou cerca de uma dúzia de pessoas inclinando a cabeça em oração e carregando ramos de palmeira.

O Patriarca Latino de Jerusalém, o Pierbattista Pizzaballa, à direita na foto REUTERS/Dawoud Abu Alkas As comemorações da Páscoa no local mais sagrado do cristianismo serão realizadas a portas fechadas, afirmou o patriarca latino de Jerusalém nesta terça-feira (31), depois que a polícia israelense o impediu de entrar na Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos, provocando condenação internacional. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As forças policiais impediram o cardeal Pierbattista Pizzaballa de acessar a igreja no Domingo de Ramos, no último dia 29, alegando motivos de segurança. As forças de Israel impuseram restrições às reuniões em locais sagrados em razão da guerra com o Irã. Após as críticas internacionais, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o patriarca latino teria "acesso completo e imediato" à igreja. Para os cristãos, o Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que comemora os últimos dias de Jesus Cristo em Jerusalém, antes da sua crucificação e ressurreição na Páscoa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A liturgia da Semana Santa será celebrada internamente, a portas fechadas, sem público, com uma comunidade local e algumas outras pessoas", declarou Pizzaballa a jornalistas nesta terça-feira. Ele acrescentou, ainda, que a igreja tentará transmitir ao vivo todas as celebrações da Páscoa. A Igreja do Santo Sepulcro está localizada no local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e depois ressuscitou. Pizzaballa indicou que, embora inicialmente tenha havido "alguns mal-entendidos" com a polícia no Domingo de Ramos, a atuação dos agentes foi "muito respeitosa" e rapidamente foi estabelecido um diálogo com as autoridades israelenses para resolver o problema. O custódio da Terra Santa, padre Francesco Ielpo, que também foi impedido de entrar na Igreja do Santo Sepulcro naquele dia, descreveu o incidente como um "episódio doloroso" para os cristãos de todo o mundo. Após ser barrado, ele declarou aos jornalistas que o incidente representa uma oportunidade para garantir que a liberdade de culto de todas as religiões seja respeitada no futuro. "É sobre este princípio que desejamos continuar construindo o diálogo e a cooperação com as autoridades, convencidos de que o respeito mútuo é a base de uma convivência autêntica e da proteção dos lugares santos, que não pertencem apenas a esta terra, mas a toda a humanidade", afirmou. Restrições afetam Páscoa, Ramadã e Pessach Este ano, cristãos, muçulmanos e judeus não puderam celebrar a Páscoa, o Ramadã ou o Pessach como de costume devido às restrições policiais. A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, ficou praticamente vazia durante o Ramadã, e poucos fiéis compareceram ao Muro das Lamentações, local sagrado para o judaísmo, com a aproximação do Pessach, na quarta-feira. O gabinete de Netanyahu afirmou em um comunicado que "não houve qualquer intenção maliciosa, apenas preocupação com a segurança dele (Pizzaballa)". Moradores dizem que fiscalização não vale para todos Moradores da Cidade Velha e autoridades religiosas afirmaram que as restrições policiais ao culto religioso não foram aplicadas de forma consistente. Eles observaram que os pregadores muçulmanos do Waqf conseguiam acessar a Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadã e o Eid al-Fitr, e que os funcionários da limpeza tinham permissão para remover as inscrições de oração do Muro das Lamentações, um ritual anual, antes da Páscoa judaica. No domingo, frades franciscanos e fiéis também foram autorizados a entrar em outro santuário da Cidade Velha, a uma curta caminhada pelas ruelas estreitas da Cidade Velha a partir do Santo Sepulcro, para celebrar o Domingo de Ramos. Uma fotografia da Reuters mostrou cerca de uma dúzia de pessoas inclinando a cabeça em oração e carregando ramos de palmeira.
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