Brasil vai enviar 100 toneladas de medicamentos à Venezuela após destruição de centro de distribuição
‘Países estão mobilizados para ajudar a Venezuela’, diz ministro da Saúde O Brasil vai enviar 100 toneladas de medicamentos e insumos de saúde para a Venezuela após a destruição do principal centro de distribuição de medicamentos do país vizinho em um ataque militar no último fim de semana. A ofensiva, conduzida por forças dos Estados Unidos, também resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores. O ataque atingiu instalações logísticas em Caracas e danificou o maior depósito de remédios do país, comprometendo o fornecimento de tratamentos essenciais —em especial para pacientes que dependem de hemodiálise. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a ajuda humanitária. A primeira remessa, com cerca de 40 toneladas, está prevista para ser enviada nesta sexta-feira (9), com foco no atendimento de cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que ficaram desassistidos após a destruição da estrutura de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o envio tem como objetivo garantir a continuidade do tratamento de cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que dependem de hemodiálise. A interrupção do fornecimento desses insumos, de acordo com a pasta, representa risco imediato à vida dessas pessoas. Veículo destruído nos ataques dos EUA na Venezuela Reuters Entre os materiais que devem ser enviados estão medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções utilizadas nos procedimentos de diálise. Os insumos foram obtidos a partir de doações de hospitais universitários e instituições filantrópicas brasileiras, segundo informou o governo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a doação não compromete o atendimento de pacientes brasileiros que realizam diálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estimados em cerca de 170 mil. Segundo ele, os estoques nacionais permitem o envio do material sem impacto na assistência interna. As doações estão armazenadas no centro logístico do Ministério da Saúde, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A previsão é de que os envios ocorram ao longo da próxima semana, conforme a logística de transporte e recebimento no país vizinho. A primeira carga será transportada em um avião venezuelano. Nesta quinta-feira (8), Padilha enviou uma carta à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, manifestando apoio à manutenção da assistência à população afetada pela destruição do centro de distribuição de medicamentos. Unidade antiaérea destruída na base aérea militar de La Carlota após ataque dos EUA na Venezuela. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria Atendimento na fronteira Além do envio de insumos, o governo brasileiro informou que acompanha a situação sanitária na região de fronteira entre os dois países. Atualmente, profissionais de saúde atuam em Pacaraima, no norte de Roraima, no atendimento a migrantes venezuelanos, principalmente em espaços de acolhimento. Segundo o Ministério da Saúde, não houve, até o momento, necessidade de ampliar as equipes que atuam em Boa Vista, capital do estado. Uma nova equipe técnica foi enviada à região nesta semana para avaliação do cenário e apoio às autoridades locais. O governo federal também autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para Pacaraima e Boa Vista, com atuação prevista por 90 dias, voltada à preservação da ordem pública e à proteção de pessoas e estruturas na região.

‘Países estão mobilizados para ajudar a Venezuela’, diz ministro da Saúde O Brasil vai enviar 100 toneladas de medicamentos e insumos de saúde para a Venezuela após a destruição do principal centro de distribuição de medicamentos do país vizinho em um ataque militar no último fim de semana. A ofensiva, conduzida por forças dos Estados Unidos, também resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores. O ataque atingiu instalações logísticas em Caracas e danificou o maior depósito de remédios do país, comprometendo o fornecimento de tratamentos essenciais —em especial para pacientes que dependem de hemodiálise. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a ajuda humanitária. A primeira remessa, com cerca de 40 toneladas, está prevista para ser enviada nesta sexta-feira (9), com foco no atendimento de cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que ficaram desassistidos após a destruição da estrutura de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o envio tem como objetivo garantir a continuidade do tratamento de cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que dependem de hemodiálise. A interrupção do fornecimento desses insumos, de acordo com a pasta, representa risco imediato à vida dessas pessoas. Veículo destruído nos ataques dos EUA na Venezuela Reuters Entre os materiais que devem ser enviados estão medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções utilizadas nos procedimentos de diálise. Os insumos foram obtidos a partir de doações de hospitais universitários e instituições filantrópicas brasileiras, segundo informou o governo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a doação não compromete o atendimento de pacientes brasileiros que realizam diálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estimados em cerca de 170 mil. Segundo ele, os estoques nacionais permitem o envio do material sem impacto na assistência interna. As doações estão armazenadas no centro logístico do Ministério da Saúde, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A previsão é de que os envios ocorram ao longo da próxima semana, conforme a logística de transporte e recebimento no país vizinho. A primeira carga será transportada em um avião venezuelano. Nesta quinta-feira (8), Padilha enviou uma carta à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, manifestando apoio à manutenção da assistência à população afetada pela destruição do centro de distribuição de medicamentos. Unidade antiaérea destruída na base aérea militar de La Carlota após ataque dos EUA na Venezuela. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria Atendimento na fronteira Além do envio de insumos, o governo brasileiro informou que acompanha a situação sanitária na região de fronteira entre os dois países. Atualmente, profissionais de saúde atuam em Pacaraima, no norte de Roraima, no atendimento a migrantes venezuelanos, principalmente em espaços de acolhimento. Segundo o Ministério da Saúde, não houve, até o momento, necessidade de ampliar as equipes que atuam em Boa Vista, capital do estado. Uma nova equipe técnica foi enviada à região nesta semana para avaliação do cenário e apoio às autoridades locais. O governo federal também autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para Pacaraima e Boa Vista, com atuação prevista por 90 dias, voltada à preservação da ordem pública e à proteção de pessoas e estruturas na região.
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