China culpa EUA e Israel por bloqueio no Estreito de Ormuz, e Rússia diz estar 'pronta para ajudar' a resolver guerra no Irã
Trump diz que objetivos no Irã estão quase concluídos A China e a Rússia responderam nesta quinta-feira (2) ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump sobre a guerra no Irã. Pequim afirmou que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã são a "causa principal" do bloqueio do Estreito de Ormuz. Já Moscou, maior aliado do regime iraniano, disse estar "pronto para ajudar" a resolver o conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “A raiz do problema das interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz são as operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Somente por meio de um cessar-fogo e da conquista de paz e estabilidade na região do Golfo é que a segurança e o funcionamento fluido das rotas marítimas internacionais podem ser garantidos de forma fundamental”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Mao Ning, ao ser questionada por jornalistas sobre os comentários de Trump. A fala de Ning foi uma "cutucada" diplomática a Washington, porque Trump "lavou as mãos" sobre o Estreito de Ormuz estar fechado, e jogou para o mundo a responsabilidade pela reabertura da importante via marítima. Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia está pronta para contribuir para a resolução da guerra. “Se nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar nossa contribuição para que a situação militar transite para um caminho pacífico o mais rápido possível”, afirmou. Ning também voltou a pedir um cessar-fogo imediato na guerra no Oriente Médio, e repudiou ameaças de escalada contra o Irã feitas por Trump —em discurso televisionado, o líder norte-americano voltou a dizer que poderia fazer ataques a usinas de eletricidade caso não haja acordo de cessar-fogo. “Meios militares não podem resolver fundamentalmente o problema, e a escalada dos conflitos não está no interesse de nenhuma das partes. Mais uma vez, pedimos às partes envolvidas para cessar imediatamente as operações militares e iniciar o processo de negociações de paz o mais rápido possível”, afirmou Ning. O Irã também respondeu ao discurso de Trump, disse nesta quinta que a guerra vai continuar "até a rendição e o arrependimento permanente do inimigo", em referência aos EUA e a Israel. A guerra entre eles está no 2º mês. Trump 'lava as mãos' sobre Ormuz em discurso sobre guerra Trump discursa na Casa Branca Alex Brandon/Pool via REUTERS O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede de TV nesta quarta-feira (1º) sobre a Guerra do Irã, e disse que os objetivos militares do país estão perto de serem atingidos. Trump abordou o fechamento do Estreito de Ormuz durante seu discurso. Segundo ele, os EUA não dependem mais do petróleo do Oriente Médio que passa pelo canal marítimo. ➡️ Contexto: Trump vem criticando os líderes europeus por se recusarem a enviar navios militares para reabrir o Estreito de Ormuz. Na avaliação dos europeus, no entanto, esse problema foi criado por EUA e Israel, e não compete a eles colocar seus soldados dentro do teatro de operações. "Os Estados Unidos praticamente não importam petróleo pelo Estreito de Ormuz, e não vamos importar nada no futuro. Não precisamos disso. Os países do mundo que recebem riqueza pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem", disse o presidente americano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump também voltou a convocar outros países a tomarem ações para reabrir o estreito. "Tenho uma sugestão. Primeiro, comprem petróleo dos Estados Unidos. Nós temos bastante. Temos muito. E segundo, criem um pouco de coragem, ainda que tardia. [...] Vão até o estreito e simplesmente tomem conta dele, protejam-no e usem-no para vocês mesmos". Veja os principais pontos do discurso de Trump: Segundo o presidente dos EUA, os objetivos eram destruir a capacidade de Teerã realizar um ataque contra os EUA e impossibilitar que o regime exercesse seu poderio militar fora de seu território. Ele declarou explicitamente que a troca de regime não era o objetivo da operação militar e que ele nunca disse que esse era o plano. O presidente afirmou, porém, que a troca de regime ocorreu de fato com a morte dos antigos líderes, e que a nova liderança é "menos radical e muito mais razoável". Trump também ameaçou atacar alvos da infraestrutura de energia iraniana, caso não haja um acordo com Teerã: "Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram". Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, importante corredor que escoa o petróleo do Golfo Pérsico e fechado pelo Irã, Trump sugeriu que a reabertura interessa mais aos países europeus do que a Washington.

Trump diz que objetivos no Irã estão quase concluídos A China e a Rússia responderam nesta quinta-feira (2) ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump sobre a guerra no Irã. Pequim afirmou que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã são a "causa principal" do bloqueio do Estreito de Ormuz. Já Moscou, maior aliado do regime iraniano, disse estar "pronto para ajudar" a resolver o conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “A raiz do problema das interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz são as operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Somente por meio de um cessar-fogo e da conquista de paz e estabilidade na região do Golfo é que a segurança e o funcionamento fluido das rotas marítimas internacionais podem ser garantidos de forma fundamental”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Mao Ning, ao ser questionada por jornalistas sobre os comentários de Trump. A fala de Ning foi uma "cutucada" diplomática a Washington, porque Trump "lavou as mãos" sobre o Estreito de Ormuz estar fechado, e jogou para o mundo a responsabilidade pela reabertura da importante via marítima. Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia está pronta para contribuir para a resolução da guerra. “Se nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar nossa contribuição para que a situação militar transite para um caminho pacífico o mais rápido possível”, afirmou. Ning também voltou a pedir um cessar-fogo imediato na guerra no Oriente Médio, e repudiou ameaças de escalada contra o Irã feitas por Trump —em discurso televisionado, o líder norte-americano voltou a dizer que poderia fazer ataques a usinas de eletricidade caso não haja acordo de cessar-fogo. “Meios militares não podem resolver fundamentalmente o problema, e a escalada dos conflitos não está no interesse de nenhuma das partes. Mais uma vez, pedimos às partes envolvidas para cessar imediatamente as operações militares e iniciar o processo de negociações de paz o mais rápido possível”, afirmou Ning. O Irã também respondeu ao discurso de Trump, disse nesta quinta que a guerra vai continuar "até a rendição e o arrependimento permanente do inimigo", em referência aos EUA e a Israel. A guerra entre eles está no 2º mês. Trump 'lava as mãos' sobre Ormuz em discurso sobre guerra Trump discursa na Casa Branca Alex Brandon/Pool via REUTERS O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede de TV nesta quarta-feira (1º) sobre a Guerra do Irã, e disse que os objetivos militares do país estão perto de serem atingidos. Trump abordou o fechamento do Estreito de Ormuz durante seu discurso. Segundo ele, os EUA não dependem mais do petróleo do Oriente Médio que passa pelo canal marítimo. ➡️ Contexto: Trump vem criticando os líderes europeus por se recusarem a enviar navios militares para reabrir o Estreito de Ormuz. Na avaliação dos europeus, no entanto, esse problema foi criado por EUA e Israel, e não compete a eles colocar seus soldados dentro do teatro de operações. "Os Estados Unidos praticamente não importam petróleo pelo Estreito de Ormuz, e não vamos importar nada no futuro. Não precisamos disso. Os países do mundo que recebem riqueza pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem", disse o presidente americano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump também voltou a convocar outros países a tomarem ações para reabrir o estreito. "Tenho uma sugestão. Primeiro, comprem petróleo dos Estados Unidos. Nós temos bastante. Temos muito. E segundo, criem um pouco de coragem, ainda que tardia. [...] Vão até o estreito e simplesmente tomem conta dele, protejam-no e usem-no para vocês mesmos". Veja os principais pontos do discurso de Trump: Segundo o presidente dos EUA, os objetivos eram destruir a capacidade de Teerã realizar um ataque contra os EUA e impossibilitar que o regime exercesse seu poderio militar fora de seu território. Ele declarou explicitamente que a troca de regime não era o objetivo da operação militar e que ele nunca disse que esse era o plano. O presidente afirmou, porém, que a troca de regime ocorreu de fato com a morte dos antigos líderes, e que a nova liderança é "menos radical e muito mais razoável". Trump também ameaçou atacar alvos da infraestrutura de energia iraniana, caso não haja um acordo com Teerã: "Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram". Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, importante corredor que escoa o petróleo do Golfo Pérsico e fechado pelo Irã, Trump sugeriu que a reabertura interessa mais aos países europeus do que a Washington.
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