Como equipes militares de elite dos EUA conduzem operações de resgate: 'É angustiante e incrivelmente perigoso'
Unidades de resgate da Força Aérea americana treinam intensivamente para resgatar tripulações de aeronaves abatidas atrás das linhas inimigas. Getty Images via BBC Os dois tripulantes do caça F-15 americano abatido na sexta-feira (3/4) no Irã foram resgatados, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Este é o mais recente episódio numa longa história de missões de busca e resgate em combate realizadas pelos americanos ao longo das décadas. Um dos pilotos foi salvo ainda na sexta, e o outro foi resgatado neste domingo (5) após dois dias de buscas. Trump confirmou resgate de ambos. As missões de Busca e Resgate em Combate (CSAR, na sigla em inglês) estão entre as operações mais complexas e urgentes para as quais as forças armadas dos EUA e de seus aliados se preparam. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nos EUA, unidades de elite da Força Aérea são especialmente treinadas para missões do tipo e frequentemente são mobilizadas preventivamente nos arredores de zonas de conflito onde aeronaves podem ser abatidas. Nesta matéria, você vai ler: O que é a Busca e Resgate em Combate? A história das missões de resgate As equipes de resgate aéreo da Força Aérea americana Missões de resgate recentes dos EUA O que é a Busca e Resgate em Combate? Em resumo, as missões CSAR são operações militares projetadas para localizar, auxiliar e, se necessário, resgatar pessoal em perigo, incluindo pilotos abatidos e tropas isoladas. Ao contrário das operações convencionais de busca e resgate — que podem ser realizadas durante missões humanitárias ou após desastres — as missões CSAR ocorrem em ambientes hostis ou zonas de conflito. Em alguns casos — como a operação de resgate relatada na sexta-feira no Irã — as operações podem ocorrer em território inimigo. As missões CSAR são normalmente conduzidas com helicópteros, com aeronaves de reabastecimento fornecendo apoio e outras aeronaves militares disponíveis para realizar ataques e patrulhar a área. Um ex-comandante de um esquadrão de paraquedistas de resgate disse à CBS que uma operação de resgate como a relatada no Irã envolveria pelo menos 24 paraquedistas de resgate vasculhando a área em helicópteros Black Hawk. Ele acrescentou que a equipe estaria preparada para saltar de aviões, se necessário, e que, uma vez em terra, sua prioridade seria contatar o tripulante desaparecido. Uma vez localizado, os paraquedistas de resgate prestariam assistência médica, se necessário, escapariam do inimigo e levariam o tripulante desaparecido para um local onde pudesse ser resgatado, de acordo com a CBS. "Dizer que é angustiante e incrivelmente perigoso é um eufemismo", disse o ex-comandante à emissora parceira da BBC. "É para isso que eles treinam, no mundo todo. Eles são conhecidos como os canivetes suíços da Força Aérea", acrescentou. Um vídeo verificado publicado na sexta-feira parece mostrar helicópteros militares dos EUA e pelo menos uma aeronave de reabastecimento operando sobre a província iraniana de Khuzistão. As missões são extremamente urgentes, pois é provável que forças inimigas sejam mobilizadas para a mesma área, para tentar localizar o pessoal americano que as equipes de Busca e Resgate em Combate estão tentando resgatar. Jonathan Hackett, que atuou como especialista em operações especiais do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, disse ao programa World Tonight da BBC que a prioridade de uma equipe de resgate é procurar sinais de vida. "Eles tentam refazer o caminho a partir da última localização conhecida da pessoa e se espalham com base na rapidez com que ela pode se mover em diferentes circunstâncias neste terreno muito difícil", explicou Hackett. Hackett observou que esse tipo de resgate seria uma "missão de recuperação assistida não padrão", na qual grupos locais na área podem ser contatados previamente para criar planos de contingência que poderiam ser ativados para auxiliar em qualquer resgate. Clique aqui para voltar ao início. A história das missões de resgate As missões de resgate aéreo em tempos de guerra têm uma longa história, que remonta à Primeira Guerra Mundial, quando pilotos faziam pousos improvisados na França para resgatar colegas abatidos. As unidades de paraquedistas de resgate do Exército dos EUA têm suas origens em uma missão de 1943, na qual dois cirurgiões de combate saltaram de paraquedas no que era então a Birmânia (atual Mianmar) para auxiliar soldados feridos. O primeiro resgate de helicóptero do mundo ocorreu um ano depois, quando um tenente americano resgatou quatro soldados isolados atrás das linhas japonesas, de acordo com a revista Air & Space. O incidente também marcou o primeiro uso operacional de um helicóptero em combate. As primeiras unidades formais de busca e resgate foram estabelecidas nos Estados Unidos imediatamente após o conflito. Mas o CSAR moderno começou durante a Guerra do Vietnã. Uma missão, conhecida como Bat 21, resultou na perda de várias aeronaves e

Unidades de resgate da Força Aérea americana treinam intensivamente para resgatar tripulações de aeronaves abatidas atrás das linhas inimigas. Getty Images via BBC Os dois tripulantes do caça F-15 americano abatido na sexta-feira (3/4) no Irã foram resgatados, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Este é o mais recente episódio numa longa história de missões de busca e resgate em combate realizadas pelos americanos ao longo das décadas. Um dos pilotos foi salvo ainda na sexta, e o outro foi resgatado neste domingo (5) após dois dias de buscas. Trump confirmou resgate de ambos. As missões de Busca e Resgate em Combate (CSAR, na sigla em inglês) estão entre as operações mais complexas e urgentes para as quais as forças armadas dos EUA e de seus aliados se preparam. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nos EUA, unidades de elite da Força Aérea são especialmente treinadas para missões do tipo e frequentemente são mobilizadas preventivamente nos arredores de zonas de conflito onde aeronaves podem ser abatidas. Nesta matéria, você vai ler: O que é a Busca e Resgate em Combate? A história das missões de resgate As equipes de resgate aéreo da Força Aérea americana Missões de resgate recentes dos EUA O que é a Busca e Resgate em Combate? Em resumo, as missões CSAR são operações militares projetadas para localizar, auxiliar e, se necessário, resgatar pessoal em perigo, incluindo pilotos abatidos e tropas isoladas. Ao contrário das operações convencionais de busca e resgate — que podem ser realizadas durante missões humanitárias ou após desastres — as missões CSAR ocorrem em ambientes hostis ou zonas de conflito. Em alguns casos — como a operação de resgate relatada na sexta-feira no Irã — as operações podem ocorrer em território inimigo. As missões CSAR são normalmente conduzidas com helicópteros, com aeronaves de reabastecimento fornecendo apoio e outras aeronaves militares disponíveis para realizar ataques e patrulhar a área. Um ex-comandante de um esquadrão de paraquedistas de resgate disse à CBS que uma operação de resgate como a relatada no Irã envolveria pelo menos 24 paraquedistas de resgate vasculhando a área em helicópteros Black Hawk. Ele acrescentou que a equipe estaria preparada para saltar de aviões, se necessário, e que, uma vez em terra, sua prioridade seria contatar o tripulante desaparecido. Uma vez localizado, os paraquedistas de resgate prestariam assistência médica, se necessário, escapariam do inimigo e levariam o tripulante desaparecido para um local onde pudesse ser resgatado, de acordo com a CBS. "Dizer que é angustiante e incrivelmente perigoso é um eufemismo", disse o ex-comandante à emissora parceira da BBC. "É para isso que eles treinam, no mundo todo. Eles são conhecidos como os canivetes suíços da Força Aérea", acrescentou. Um vídeo verificado publicado na sexta-feira parece mostrar helicópteros militares dos EUA e pelo menos uma aeronave de reabastecimento operando sobre a província iraniana de Khuzistão. As missões são extremamente urgentes, pois é provável que forças inimigas sejam mobilizadas para a mesma área, para tentar localizar o pessoal americano que as equipes de Busca e Resgate em Combate estão tentando resgatar. Jonathan Hackett, que atuou como especialista em operações especiais do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, disse ao programa World Tonight da BBC que a prioridade de uma equipe de resgate é procurar sinais de vida. "Eles tentam refazer o caminho a partir da última localização conhecida da pessoa e se espalham com base na rapidez com que ela pode se mover em diferentes circunstâncias neste terreno muito difícil", explicou Hackett. Hackett observou que esse tipo de resgate seria uma "missão de recuperação assistida não padrão", na qual grupos locais na área podem ser contatados previamente para criar planos de contingência que poderiam ser ativados para auxiliar em qualquer resgate. Clique aqui para voltar ao início. A história das missões de resgate As missões de resgate aéreo em tempos de guerra têm uma longa história, que remonta à Primeira Guerra Mundial, quando pilotos faziam pousos improvisados na França para resgatar colegas abatidos. As unidades de paraquedistas de resgate do Exército dos EUA têm suas origens em uma missão de 1943, na qual dois cirurgiões de combate saltaram de paraquedas no que era então a Birmânia (atual Mianmar) para auxiliar soldados feridos. O primeiro resgate de helicóptero do mundo ocorreu um ano depois, quando um tenente americano resgatou quatro soldados isolados atrás das linhas japonesas, de acordo com a revista Air & Space. O incidente também marcou o primeiro uso operacional de um helicóptero em combate. As primeiras unidades formais de busca e resgate foram estabelecidas nos Estados Unidos imediatamente após o conflito. Mas o CSAR moderno começou durante a Guerra do Vietnã. Uma missão, conhecida como Bat 21, resultou na perda de várias aeronaves e em inúmeras baixas americanas durante a tentativa de resgatar o piloto de um avião abatido atrás das linhas norte-vietnamitas. A guerra exigiu uma expansão significativa das missões CSAR, com escopo e complexidade cada vez maiores. A experiência ajudou os militares a refinar táticas e procedimentos que, desde então, têm servido de base para as operações de resgate. Clique aqui para voltar ao início. As milhares de missões de resgate realizadas no Sudeste Asiático ajudaram a moldar as modernas operações de busca e resgate em combate. Getty Images via BBC As equipes de resgate aéreo da Força Aérea americana Embora cada ramo das Forças Armadas dos EUA tenha suas próprias capacidades limitadas de busca e resgate em combate, a Força Aérea dos EUA é a principal responsável por localizar e resgatar militares. Esse trabalho é realizado principalmente pelos chamados "paraquedistas de resgate", que fazem parte da comunidade de operações especiais das Forças Armadas. O lema oficial do Corpo de Resgate Paraquedista é "Fazemos isso para que outros possam viver", e seu trabalho é considerado parte de uma promessa mais ampla aos membros das Forças Armadas dos EUA de que eles não serão abandonados. Esses profissionais são altamente treinados como combatentes e paramédicos, e passam por um dos processos de seleção e treinamento mais rigorosos das Forças Armadas americanas. O processo de seleção e treinamento — que dura aproximadamente dois anos do início ao fim — inclui paraquedismo e mergulho, além de treinamento básico em demolição subaquática, sobrevivência, resistência e fuga, e um curso completo de paramédico civil. Eles também recebem treinamento especializado em medicina de combate, operações complexas de resgate e armamento. Em campo, essas equipes são lideradas por oficiais especializados em resgate em combate, responsáveis pelo planejamento, coordenação e execução dessas missões. Clique aqui para voltar ao início. Missões de resgate recentes dos EUA Equipes de paraquedistas de resgate foram amplamente mobilizadas durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, realizando milhares de missões para resgatar soldados americanos e aliados feridos ou aqueles que precisavam ser evacuados. Em 2005, equipes de paraquedistas de resgate da Força Aérea participaram do resgate de um SEAL da Marinha dos EUA ferido que buscava refúgio em uma vila afegã após sua equipe ter sido emboscada e os outros três membros terem sido mortos — um incidente posteriormente retratado no filme O Grande Herói (2013). Missões de resgate de pilotos americanos abatidos têm sido pouco frequentes nas últimas décadas. Em 1999, o piloto de um caça furtivo F-117 abatido sobre a Sérvia foi localizado e resgatado por membros da equipe de paraquedistas de resgate. Em um incidente amplamente divulgado na Bósnia em 1995, o piloto americano Scott O'Grady foi resgatado em uma missão conjunta de busca e resgate em combate da Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais, após ser abatido e evitar ser capturado por seis dias. Clique aqui para voltar ao início.
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