Como funciona o Oreshnik, sistema russo de mísseis hipersônicos com capacidade nuclear usado em ataque contra a Ucrânia

Rússia diz que realizou ataque à Ucrânia com mísseis hipersônicos com capacidade nuclear A Rússia disse, nesta sexta-feira (9), ter realizado um ataque à capital da Ucrânia, Kiev, usando o sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik, que têm capacidade nuclear. ➡️ Esses mísseis são capazes de transportar ogivas nucleares, mas não há indicação de que os usados no ataque nesta madrugada estivessem equipados com elas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O que é o Oreshnik? O Oreshnik é um sistema de mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBM) desenvolvido pela Rússia. Com capacidade de atingir velocidades hipersônicas, o armamento entrou oficialmente em serviço ativo no fim de 2025 e é apontado por especialistas como um dos mísseis mais difíceis de interceptar em operação atualmente. ❓Um míssil hipersônico é uma arma que voa a mais de cinco vezes a velocidade do som e é difícil de ser detectada e interceptada. Segundo informações divulgadas por Moscou, o Oreshnik pode alcançar alvos a até 5.500 quilômetros de distância. Isso permitiria atingir grande parte da Europa a partir do território russo ou de Belarus, onde unidades do sistema já foram instaladas. Nesta imagem feita a partir de um vídeo divulgado pelo serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia na segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, o sistema de mísseis Oreshnik, da Rússia, aparece durante um treinamento em local não divulgado em Belarus Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia via AP Como funciona o sistema de mísseis Segundo informações divulgadas pela Rússia e pela Ucrânia, o Oreshnik pode atingir velocidades de até 13 mil quilômetros por hora. Essa característica reduz o tempo de resposta dos sistemas de defesa aérea e dificulta a interceptação do armamento. Embora seja classificado como um míssil de alcance intermediário, lançamentos já observados ocorreram em distâncias menores, estimadas entre 800 e 850 quilômetros. Especialistas afirmam, no entanto, que o sistema tem capacidade para trajetórias significativamente mais longas. O Oreshnik também pode utilizar ogivas múltiplas, conhecidas pela sigla MIRV, que permitem a liberação de vários projéteis na fase final do voo: um único míssil pode transportar entre seis e oito ogivas, cada uma programada para atingir um alvo diferente. Esse recurso aumenta o potencial destrutivo do ataque e dificulta a atuação das defesas, já que múltiplos alvos precisam ser interceptados ao mesmo tempo. Mesmo sem explosivos, o impacto das ogivas pode causar danos devido à alta energia cinética gerada pela velocidade do míssil. Rússia diz que realizou ataque à Ucrânia com mísseis com capacidade nuclear Por que o Oreshnik é difícil de interceptar Especialistas afirmam que o Oreshnik representa um desafio significativo para os atuais sistemas de defesa aérea por três fatores principais: Velocidade extrema: que reduz drasticamente o tempo de reação dos radares e interceptadores; Trajetória variável: já que as ogivas podem realizar manobras na fase final do voo, fugindo do padrão balístico clássico; Saturação de defesas: provocada pelo lançamento simultâneo de múltiplas ogivas contra diferentes alvos. Esse conjunto torna o míssil “virtualmente impossível de interceptar” com as tecnologias atualmente disponíveis, segundo analistas militares. Histórico e status atual O primeiro teste do Oreshnik ocorreu em novembro de 2024, quando o míssil foi disparado contra a cidade de Dnipro, na Ucrânia, com ogivas inertes, em uma demonstração de capacidade tecnológica. O sistema entrou oficialmente em serviço ativo em 30 de dezembro de 2025, e a produção em série já foi iniciada. Rússia divulga imagens de novo míssil hipersônico atingindo território ucraniano A Rússia usou o Oreshnik pela primeira vez em novembro de 2024, quando fez um disparo experimental contra uma fábrica em Dnipro, na Ucrânia (veja vídeo acima). Leia mais: Putin anuncia produção em massa de mísseis hipersônicos com capacidade nuclear O uso do míssil ocorre em um momento delicado das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no final do ano, em seu resort na Flórida, que Kiev e Moscou estariam “mais perto do que nunca” de um acordo. Mesmo assim, segundo ele, as negociações lideradas pelos EUA, que já duram meses, ainda podem fracassar.

Jan 9, 2026 - 08:30
 0  0
Como funciona o Oreshnik, sistema russo de mísseis hipersônicos com capacidade nuclear usado em ataque contra a Ucrânia

Rússia diz que realizou ataque à Ucrânia com mísseis hipersônicos com capacidade nuclear A Rússia disse, nesta sexta-feira (9), ter realizado um ataque à capital da Ucrânia, Kiev, usando o sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik, que têm capacidade nuclear. ➡️ Esses mísseis são capazes de transportar ogivas nucleares, mas não há indicação de que os usados no ataque nesta madrugada estivessem equipados com elas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O que é o Oreshnik? O Oreshnik é um sistema de mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBM) desenvolvido pela Rússia. Com capacidade de atingir velocidades hipersônicas, o armamento entrou oficialmente em serviço ativo no fim de 2025 e é apontado por especialistas como um dos mísseis mais difíceis de interceptar em operação atualmente. ❓Um míssil hipersônico é uma arma que voa a mais de cinco vezes a velocidade do som e é difícil de ser detectada e interceptada. Segundo informações divulgadas por Moscou, o Oreshnik pode alcançar alvos a até 5.500 quilômetros de distância. Isso permitiria atingir grande parte da Europa a partir do território russo ou de Belarus, onde unidades do sistema já foram instaladas. Nesta imagem feita a partir de um vídeo divulgado pelo serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia na segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, o sistema de mísseis Oreshnik, da Rússia, aparece durante um treinamento em local não divulgado em Belarus Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia via AP Como funciona o sistema de mísseis Segundo informações divulgadas pela Rússia e pela Ucrânia, o Oreshnik pode atingir velocidades de até 13 mil quilômetros por hora. Essa característica reduz o tempo de resposta dos sistemas de defesa aérea e dificulta a interceptação do armamento. Embora seja classificado como um míssil de alcance intermediário, lançamentos já observados ocorreram em distâncias menores, estimadas entre 800 e 850 quilômetros. Especialistas afirmam, no entanto, que o sistema tem capacidade para trajetórias significativamente mais longas. O Oreshnik também pode utilizar ogivas múltiplas, conhecidas pela sigla MIRV, que permitem a liberação de vários projéteis na fase final do voo: um único míssil pode transportar entre seis e oito ogivas, cada uma programada para atingir um alvo diferente. Esse recurso aumenta o potencial destrutivo do ataque e dificulta a atuação das defesas, já que múltiplos alvos precisam ser interceptados ao mesmo tempo. Mesmo sem explosivos, o impacto das ogivas pode causar danos devido à alta energia cinética gerada pela velocidade do míssil. Rússia diz que realizou ataque à Ucrânia com mísseis com capacidade nuclear Por que o Oreshnik é difícil de interceptar Especialistas afirmam que o Oreshnik representa um desafio significativo para os atuais sistemas de defesa aérea por três fatores principais: Velocidade extrema: que reduz drasticamente o tempo de reação dos radares e interceptadores; Trajetória variável: já que as ogivas podem realizar manobras na fase final do voo, fugindo do padrão balístico clássico; Saturação de defesas: provocada pelo lançamento simultâneo de múltiplas ogivas contra diferentes alvos. Esse conjunto torna o míssil “virtualmente impossível de interceptar” com as tecnologias atualmente disponíveis, segundo analistas militares. Histórico e status atual O primeiro teste do Oreshnik ocorreu em novembro de 2024, quando o míssil foi disparado contra a cidade de Dnipro, na Ucrânia, com ogivas inertes, em uma demonstração de capacidade tecnológica. O sistema entrou oficialmente em serviço ativo em 30 de dezembro de 2025, e a produção em série já foi iniciada. Rússia divulga imagens de novo míssil hipersônico atingindo território ucraniano A Rússia usou o Oreshnik pela primeira vez em novembro de 2024, quando fez um disparo experimental contra uma fábrica em Dnipro, na Ucrânia (veja vídeo acima). Leia mais: Putin anuncia produção em massa de mísseis hipersônicos com capacidade nuclear O uso do míssil ocorre em um momento delicado das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no final do ano, em seu resort na Flórida, que Kiev e Moscou estariam “mais perto do que nunca” de um acordo. Mesmo assim, segundo ele, as negociações lideradas pelos EUA, que já duram meses, ainda podem fracassar.

What's Your Reaction?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow

tibauemacao. Eu sou a senhora Rosa Alves este e o nosso Web Portal Noticias Atualizadas Diariamente