Coreia do Norte diz ter testado míssil com IA, que decidiu sobre o rumo do artefato: 'Não há como evitar o ataque'
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, supervisiona teste militar em 29 de março de 2026. KCNA via Reuters A Coreia do Norte anunciou, neste sábado (3), ter testado um míssil de alcance intermediário com inteligência artificial incorporada. A IA tomou decisões próprias sobre o rumo do artefato, segundo um comunicado assinado por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, Kim Jong-un. Com o auxílio da IA, o míssil lançado no sábado "foi capaz de mudar sua trajetória de voo em baixa altitude", diz o comunicado. "Em outras palavras, isso significa que não há como evitar esse ataque", afirmou Kim Yo-jong, apontada como possível sucessora do irmão e atualmente diretora no partido governista da Coreia do Norte. Ela afirmou, ainda, que a "arma estratégica" foi testado durante um exercício em direção ao mar, ao largo da costa leste, utilizando o míssil de alcance intermediário. O anúncio veio horas depois de a Coreia do Sul informar que Pyongyang tinha lançado um míssil balístico. As Forças Armadas da Coreia do Sul haviam informado que a Coreia do Norte disparou um míssil balístico que percorreu mais de 700 quilômetros (435 milhas) em direção ao mar, ao largo de sua costa leste. Kim Jong-un supervisionou o exercício, que foi executado por "uma subunidade de poder de fogo encarregada de uma missão especial exclusiva", disse sua irmã. Citando declarações de Seul e Tóquio sobre a distância percorrida pelo míssil, ela afirmou que os resultados obtidos por eles demonstravam as limitações de sua capacidade de rastreamento. "Sempre que aplicamos o modo de trajetória em ondas aos mísseis, o inimigo não conseguiu rastrear os alvos a partir de seus primeiros pontos de salto", disse ela, sem apresentar provas. A Coreia do Sul e o Japão também "deveriam reconhecer a velocidade do míssil", disse ela, sem revelar qual era essa velocidade. A Coreia do Norte realizou testes de mísseis em mais de 10 ocasiões até agora neste ano. Pyongyang declarou, em alguns momentos, que estava testando novos tipos de sistemas de armas. Alguns dos testes ocorreram após a Coreia do Norte protestar contra exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington. O lançamento aconteceu depois que Kim Yo Jong divulgou um comunicado na sexta-feira rejeitando a exigência de Seul por um pedido de desculpas referente ao que o governo sul-coreano alegou serem minas norte-coreanas — as quais feriram gravemente soldados sul-coreanos na Zona Desmilitarizada, uma área fortemente fortificada entre as duas Coreias. Esta reportagem está em atualização.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, supervisiona teste militar em 29 de março de 2026. KCNA via Reuters A Coreia do Norte anunciou, neste sábado (3), ter testado um míssil de alcance intermediário com inteligência artificial incorporada. A IA tomou decisões próprias sobre o rumo do artefato, segundo um comunicado assinado por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, Kim Jong-un. Com o auxílio da IA, o míssil lançado no sábado "foi capaz de mudar sua trajetória de voo em baixa altitude", diz o comunicado. "Em outras palavras, isso significa que não há como evitar esse ataque", afirmou Kim Yo-jong, apontada como possível sucessora do irmão e atualmente diretora no partido governista da Coreia do Norte. Ela afirmou, ainda, que a "arma estratégica" foi testado durante um exercício em direção ao mar, ao largo da costa leste, utilizando o míssil de alcance intermediário. O anúncio veio horas depois de a Coreia do Sul informar que Pyongyang tinha lançado um míssil balístico. As Forças Armadas da Coreia do Sul haviam informado que a Coreia do Norte disparou um míssil balístico que percorreu mais de 700 quilômetros (435 milhas) em direção ao mar, ao largo de sua costa leste. Kim Jong-un supervisionou o exercício, que foi executado por "uma subunidade de poder de fogo encarregada de uma missão especial exclusiva", disse sua irmã. Citando declarações de Seul e Tóquio sobre a distância percorrida pelo míssil, ela afirmou que os resultados obtidos por eles demonstravam as limitações de sua capacidade de rastreamento. "Sempre que aplicamos o modo de trajetória em ondas aos mísseis, o inimigo não conseguiu rastrear os alvos a partir de seus primeiros pontos de salto", disse ela, sem apresentar provas. A Coreia do Sul e o Japão também "deveriam reconhecer a velocidade do míssil", disse ela, sem revelar qual era essa velocidade. A Coreia do Norte realizou testes de mísseis em mais de 10 ocasiões até agora neste ano. Pyongyang declarou, em alguns momentos, que estava testando novos tipos de sistemas de armas. Alguns dos testes ocorreram após a Coreia do Norte protestar contra exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington. O lançamento aconteceu depois que Kim Yo Jong divulgou um comunicado na sexta-feira rejeitando a exigência de Seul por um pedido de desculpas referente ao que o governo sul-coreano alegou serem minas norte-coreanas — as quais feriram gravemente soldados sul-coreanos na Zona Desmilitarizada, uma área fortemente fortificada entre as duas Coreias. Esta reportagem está em atualização.
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