Da operação militar à captura de Raúl Castro: o que os EUA podem estar preparando contra Cuba
EUA voltam a mobilizar militares no Caribe e enviam porta-aviões para perto de Cuba Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (20) que o porta-aviões USS Nimitz chegou à região do Caribe. O envio da embarcação foi feito em meio à escalada de tensões com Cuba e levantou suspeitas de uma possível ação militar contra a ilha. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: O anúncio da chegada do USS Nimitz ao Caribe foi feito no mesmo dia em que os Estados Unidos acusaram formalmente Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba, de uma série de crimes. Castro é acusado pelos EUA de ter planejado e executado uma operação militar para derrubar duas aeronaves da organização de exilados Irmãos ao Resgate, em 1996. Trinta anos depois, o governo norte-americano o indiciou por quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos. Atualmente, Castro tem 94 anos e ainda exerce influência no governo cubano. O indiciamento de Castro e a movimentação recente dos Estados Unidos contra Cuba relembraram medidas semelhantes adotadas pelo governo norte-americano semanas antes da ofensiva contra a Venezuela. A operação, feita em janeiro, resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Assim como acontece agora com Cuba, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também fez uma série de ameaças contra a Venezuela e determinou o envio de um forte efetivo militar ao Caribe para pressionar Maduro. A imprensa norte-americana afirma que Trump busca promover uma mudança de regime em Cuba até o fim do ano. O presidente tem adotado medidas para pressionar a ilha e enfraquecer o governo local — como o bloqueio ao envio de petróleo, que agravou a crise energética no país. Por outro lado, segundo reportagem do site Politico, a pressão econômica não deu os resultados esperados pela Casa Branca. Diante disso, fontes ligadas ao governo afirmaram que conselheiros de Trump e o próprio presidente passaram a considerar seriamente lançar uma operação militar. “A ideia inicial sobre Cuba era que a liderança estava fraca e que a combinação de uma aplicação mais rígida das sanções (...) e vitórias militares claras dos EUA na Venezuela e no Irã assustaria os cubanos e os levaria a fechar um acordo”, disse a fonte ao Politico. “Agora, a situação no Irã saiu dos trilhos, e os cubanos estão se mostrando muito mais resistentes do que se imaginava inicialmente. Por isso, uma ação militar agora está sobre a mesa de um jeito que antes não estava.” Uma eventual ação militar contra Cuba, no entanto, pode gerar questionamentos no direito internacional. As justificativas apresentadas atualmente pelos EUA podem não ser suficientes para respaldar uma intervenção militar, segundo a Carta da ONU.

EUA voltam a mobilizar militares no Caribe e enviam porta-aviões para perto de Cuba Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (20) que o porta-aviões USS Nimitz chegou à região do Caribe. O envio da embarcação foi feito em meio à escalada de tensões com Cuba e levantou suspeitas de uma possível ação militar contra a ilha. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: O anúncio da chegada do USS Nimitz ao Caribe foi feito no mesmo dia em que os Estados Unidos acusaram formalmente Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba, de uma série de crimes. Castro é acusado pelos EUA de ter planejado e executado uma operação militar para derrubar duas aeronaves da organização de exilados Irmãos ao Resgate, em 1996. Trinta anos depois, o governo norte-americano o indiciou por quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos. Atualmente, Castro tem 94 anos e ainda exerce influência no governo cubano. O indiciamento de Castro e a movimentação recente dos Estados Unidos contra Cuba relembraram medidas semelhantes adotadas pelo governo norte-americano semanas antes da ofensiva contra a Venezuela. A operação, feita em janeiro, resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Assim como acontece agora com Cuba, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também fez uma série de ameaças contra a Venezuela e determinou o envio de um forte efetivo militar ao Caribe para pressionar Maduro. A imprensa norte-americana afirma que Trump busca promover uma mudança de regime em Cuba até o fim do ano. O presidente tem adotado medidas para pressionar a ilha e enfraquecer o governo local — como o bloqueio ao envio de petróleo, que agravou a crise energética no país. Por outro lado, segundo reportagem do site Politico, a pressão econômica não deu os resultados esperados pela Casa Branca. Diante disso, fontes ligadas ao governo afirmaram que conselheiros de Trump e o próprio presidente passaram a considerar seriamente lançar uma operação militar. “A ideia inicial sobre Cuba era que a liderança estava fraca e que a combinação de uma aplicação mais rígida das sanções (...) e vitórias militares claras dos EUA na Venezuela e no Irã assustaria os cubanos e os levaria a fechar um acordo”, disse a fonte ao Politico. “Agora, a situação no Irã saiu dos trilhos, e os cubanos estão se mostrando muito mais resistentes do que se imaginava inicialmente. Por isso, uma ação militar agora está sobre a mesa de um jeito que antes não estava.” Uma eventual ação militar contra Cuba, no entanto, pode gerar questionamentos no direito internacional. As justificativas apresentadas atualmente pelos EUA podem não ser suficientes para respaldar uma intervenção militar, segundo a Carta da ONU.
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