Em carta ao 'povo norte-americano', presidente do Irã diz não ser inimigo dos EUA e acusa Trump de enganar cidadãos
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, em imagem de arquivo Angelina Katsanis/AP Photo Em um carta endereçada "ao povo norte-americano", o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não "nutre inimizade com as pessoas comuns dos Estados Unidos", disse não ser uma ameaça e acusou o governo de Donald Trump de enganar seus próprios cidadãos. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na carta, divulgada pela imprensa estatal iraniana, Pezeshkian pede ainda que os norte-americanos questionem "se Washington está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar ou se está apenas agindo como um representante de Israel" e afirma que Trump está disposto a lutar "até o último soldado americano". A carta foi a primeira comunicação direta do governo iraniano direcionada à população dos EUA desde o início do conflito no Oriente Médio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No documento, o presidente iraniano faz uma separação entre o país Estados Unidos e o povo americano: "O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos", diz a carta. "O que o Irã fez – e continua a fazer – é uma resposta ponderada, baseada na legítima defesa, e de forma alguma uma iniciação de guerra ou agressão", ela afirma. A carta afirma que as hostilidades entre Irã e Ocidente começaram em 1953, com o golpe de Estado que depôs o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, arquitetado pela CIA e pelo MI6, o serviço secreto inglês. Pezeshkian classificou o episódio como “uma intervenção ilegal dos Estados Unidos” que “interrompeu o processo democrático do Irã, reinstaurou a ditadura e semeou profunda desconfiança entre os iranianos em relação às políticas dos EUA”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, em imagem de arquivo Angelina Katsanis/AP Photo Em um carta endereçada "ao povo norte-americano", o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não "nutre inimizade com as pessoas comuns dos Estados Unidos", disse não ser uma ameaça e acusou o governo de Donald Trump de enganar seus próprios cidadãos. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na carta, divulgada pela imprensa estatal iraniana, Pezeshkian pede ainda que os norte-americanos questionem "se Washington está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar ou se está apenas agindo como um representante de Israel" e afirma que Trump está disposto a lutar "até o último soldado americano". A carta foi a primeira comunicação direta do governo iraniano direcionada à população dos EUA desde o início do conflito no Oriente Médio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No documento, o presidente iraniano faz uma separação entre o país Estados Unidos e o povo americano: "O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos", diz a carta. "O que o Irã fez – e continua a fazer – é uma resposta ponderada, baseada na legítima defesa, e de forma alguma uma iniciação de guerra ou agressão", ela afirma. A carta afirma que as hostilidades entre Irã e Ocidente começaram em 1953, com o golpe de Estado que depôs o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, arquitetado pela CIA e pelo MI6, o serviço secreto inglês. Pezeshkian classificou o episódio como “uma intervenção ilegal dos Estados Unidos” que “interrompeu o processo democrático do Irã, reinstaurou a ditadura e semeou profunda desconfiança entre os iranianos em relação às políticas dos EUA”.
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