Em meio a cessar-fogo frágil, Israel volta a atacar o Líbano

Homem próximo a escombros de prédio após ataque israelense no bairro de Ain Al Mraiseh, em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. REUTERS/Louisa Gouliamaki O Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano neste domingo (26), apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio (veja mais abaixo). A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com a agência de notícias estatal libanesa ANI, aviões de guerra israelenses realizaram um ataque contra a localidade de Kfar Tibnit, uma das áreas incluídas no aviso militar. A agência informou que houve relatos de vítimas, sem divulgar números ou detalhes adicionais. Vídeos em alta no g1 Horas antes dos bombardeios, o Exército de Israel emitiu uma ordem de evacuação urgente direcionada aos moradores de Mifdoun, Shaqra, Yahmar al‑Shaqif, Arnoun, Zawtar El‑Charkiyeh, Zawtar El‑Gharbiyeh e Kfar Tibnit. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI. O comunicado, publicado em árabe, advertiu a população a se deslocar para uma distância mínima de um quilômetro das áreas indicadas, sob risco iminente. Cessar-fogo frágil Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI. Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo. O primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou essa posição ao afirmar que o Hezbollah estaria minando o acordo. Em mensagem de vídeo transmitida durante a reunião semanal do gabinete, Netanyahu declarou que as ações do grupo “desmantelam efetivamente o cessar‑fogo” e reiterou que Israel fará “o que for necessário para restabelecer a segurança”. As informações foram divulgada pela RFI. Os novos ataques aumentam o risco de uma escalada mais ampla na fronteira entre Israel e Líbano, em meio a acusações mútuas de descumprimento do cessar‑fogo, poucas semanas após o acordo entrar em vigor. Prorrogação do cessar-fogo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington. A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias. Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados. Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.

abril 26, 2026 - 11:30
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Em meio a cessar-fogo frágil, Israel volta a atacar o Líbano

Homem próximo a escombros de prédio após ataque israelense no bairro de Ain Al Mraiseh, em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. REUTERS/Louisa Gouliamaki O Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano neste domingo (26), apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio (veja mais abaixo). A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com a agência de notícias estatal libanesa ANI, aviões de guerra israelenses realizaram um ataque contra a localidade de Kfar Tibnit, uma das áreas incluídas no aviso militar. A agência informou que houve relatos de vítimas, sem divulgar números ou detalhes adicionais. Vídeos em alta no g1 Horas antes dos bombardeios, o Exército de Israel emitiu uma ordem de evacuação urgente direcionada aos moradores de Mifdoun, Shaqra, Yahmar al‑Shaqif, Arnoun, Zawtar El‑Charkiyeh, Zawtar El‑Gharbiyeh e Kfar Tibnit. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI. O comunicado, publicado em árabe, advertiu a população a se deslocar para uma distância mínima de um quilômetro das áreas indicadas, sob risco iminente. Cessar-fogo frágil Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI. Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo. O primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou essa posição ao afirmar que o Hezbollah estaria minando o acordo. Em mensagem de vídeo transmitida durante a reunião semanal do gabinete, Netanyahu declarou que as ações do grupo “desmantelam efetivamente o cessar‑fogo” e reiterou que Israel fará “o que for necessário para restabelecer a segurança”. As informações foram divulgada pela RFI. Os novos ataques aumentam o risco de uma escalada mais ampla na fronteira entre Israel e Líbano, em meio a acusações mútuas de descumprimento do cessar‑fogo, poucas semanas após o acordo entrar em vigor. Prorrogação do cessar-fogo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington. A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias. Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados. Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.

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