EUA bombardeiam o Irã em retaliação à derrubada de helicóptero; Teerã ataca alvos americanos no Oriente Médio

Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos Estados Unidos Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (9) uma série de bombardeios contra o território iraniano, em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz no dia anterior. O Irã, por sua vez, anunciou minutos depois que lançou bombardeios contra alvos dos EUA no Oriente Médio para retaliar o ataque norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Ataques entre Irã e Israel complicam ação de Trump para negociar acordo e sair rapidamente da guerra "As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais. As forças dos EUA atacaram diversos sistemas de defesa aérea e de radares na região do Estreito de Ormuz —via estratégica para o comércio mundial de petróleo, que o Irã fechou no início da guerra e Washington tenta reabrir—, afirmou um oficial norte-americano ao site Axios. O bombardeio ocorre horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado o Irã de ter derrubado o helicóptero e ter prometido uma resposta. "Os EUA devem, necessariamente, responder a este ataque", disse o Trump em publicação horas antes do ataque. Leia mais sobre o incidente abaixo. Agora no g1 O governo do Irã não havia se pronunciado oficialmente sobre o bombardeio dos EUA até a última atualização desta reportagem. Diversas agências de notícias estatais como Irib, Isna e Mehr afirmaram que ataques foram registrados na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país, porém até o momento falam em "origem desconhecida". Horas antes do ataque dos EUA, o governo do Irã disse que retaliaria "de forma contundente" qualquer ataque norte-americano feito sob o pretexto da queda do helicóptero Apache. Ainda não se sabe como que o ataque retaliatório dos EUA impactará o frágil cessar-fogo no conflito, em vigor desde o início de abril, e influenciará as negociações pelo fim do conflito —Trump disse na segunda que as tratativas para um acordo estavam "na fase final". A trégua na guerra foi violada também por Israel e Irã nos últimos dias, em uma troca de bombardeios criticada por Trump. Os dois países, no entanto, interromperam as agressões na segunda-feira. Queda de helicóptero Apache em Ormuz Helicóptero Apache modelo AH-64, o mesmo que caiu perto do Estreito de Ormuz Divulgação / Boeing O helicóptero Apache dos EUA operava na região do Estreito de Ormuz quando caiu por volta das 18h30 de segunda-feira, segundo o Comando Central do Exército dos EUA. Os dois tripulantes foram resgatados em condição estável cerca de duas horas depois do incidente. O capitão Tim Hawkins, porta-voz da pasta, afirmou que o resgate dos soldados ocorreu na água e foi feito com um drone marítimo não tripulado. Ainda não se sabe o modelo do equipamento, apenas que tem cerca de sete metros de comprimento. A causa da queda do helicóptero está em investigação, segundo o Exército dos EUA. Uma autoridade militar norte-americana disse ao site Axios no início da tarde desta terça que o Apache AH-64 havia sido abatido por um drone iraniano atingiu o helicóptero, mas que a investigação sobre o incidente ainda não havia determinado se o ataque foi intencional. Esse teria sido o primeiro helicóptero Apache perdido pelos EUA durante a guerra no Oriente Médio, que perdura desde 28 de fevereiro. Anteriormente, o exército norte-americano sofreu perdas de drones na região. O AH-64 Apache é o principal helicóptero de ataque do Exército dos EUA, que o considera um dos mais avançados do mundo. O modelo entrou em serviço em 1984, pode voar a até 365 km/h, dependendo do modelo e pode carregar até 22 mísseis de precisão e de autodefesa e outros 76 foguetes não guiados em canhões de disparo rápido.

Jun 9, 2026 - 19:30
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EUA bombardeiam o Irã em retaliação à derrubada de helicóptero; Teerã ataca alvos americanos no Oriente Médio

Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos Estados Unidos Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (9) uma série de bombardeios contra o território iraniano, em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz no dia anterior. O Irã, por sua vez, anunciou minutos depois que lançou bombardeios contra alvos dos EUA no Oriente Médio para retaliar o ataque norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Ataques entre Irã e Israel complicam ação de Trump para negociar acordo e sair rapidamente da guerra "As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais. As forças dos EUA atacaram diversos sistemas de defesa aérea e de radares na região do Estreito de Ormuz —via estratégica para o comércio mundial de petróleo, que o Irã fechou no início da guerra e Washington tenta reabrir—, afirmou um oficial norte-americano ao site Axios. O bombardeio ocorre horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado o Irã de ter derrubado o helicóptero e ter prometido uma resposta. "Os EUA devem, necessariamente, responder a este ataque", disse o Trump em publicação horas antes do ataque. Leia mais sobre o incidente abaixo. Agora no g1 O governo do Irã não havia se pronunciado oficialmente sobre o bombardeio dos EUA até a última atualização desta reportagem. Diversas agências de notícias estatais como Irib, Isna e Mehr afirmaram que ataques foram registrados na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país, porém até o momento falam em "origem desconhecida". Horas antes do ataque dos EUA, o governo do Irã disse que retaliaria "de forma contundente" qualquer ataque norte-americano feito sob o pretexto da queda do helicóptero Apache. Ainda não se sabe como que o ataque retaliatório dos EUA impactará o frágil cessar-fogo no conflito, em vigor desde o início de abril, e influenciará as negociações pelo fim do conflito —Trump disse na segunda que as tratativas para um acordo estavam "na fase final". A trégua na guerra foi violada também por Israel e Irã nos últimos dias, em uma troca de bombardeios criticada por Trump. Os dois países, no entanto, interromperam as agressões na segunda-feira. Queda de helicóptero Apache em Ormuz Helicóptero Apache modelo AH-64, o mesmo que caiu perto do Estreito de Ormuz Divulgação / Boeing O helicóptero Apache dos EUA operava na região do Estreito de Ormuz quando caiu por volta das 18h30 de segunda-feira, segundo o Comando Central do Exército dos EUA. Os dois tripulantes foram resgatados em condição estável cerca de duas horas depois do incidente. O capitão Tim Hawkins, porta-voz da pasta, afirmou que o resgate dos soldados ocorreu na água e foi feito com um drone marítimo não tripulado. Ainda não se sabe o modelo do equipamento, apenas que tem cerca de sete metros de comprimento. A causa da queda do helicóptero está em investigação, segundo o Exército dos EUA. Uma autoridade militar norte-americana disse ao site Axios no início da tarde desta terça que o Apache AH-64 havia sido abatido por um drone iraniano atingiu o helicóptero, mas que a investigação sobre o incidente ainda não havia determinado se o ataque foi intencional. Esse teria sido o primeiro helicóptero Apache perdido pelos EUA durante a guerra no Oriente Médio, que perdura desde 28 de fevereiro. Anteriormente, o exército norte-americano sofreu perdas de drones na região. O AH-64 Apache é o principal helicóptero de ataque do Exército dos EUA, que o considera um dos mais avançados do mundo. O modelo entrou em serviço em 1984, pode voar a até 365 km/h, dependendo do modelo e pode carregar até 22 mísseis de precisão e de autodefesa e outros 76 foguetes não guiados em canhões de disparo rápido.

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