EUA buscam formar 'coalizão da liberdade marítima' para Estreito de Ormuz, diz agência

Trump recebe astronautas da Artemis II no Salão Oval da Casa Branca. Reuters/Evelyn Hockstein O governo Trump está buscando a participação de outros países para formar uma coalizão internacional a fim de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um telegrama do Departamento de Estado norte-americano visto pela Reuters documentou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aprovou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês) no dia 28 de abril e o descreve como uma iniciativa conjunta do órgão com o Pentágono. “O MFC constitui um primeiro passo crítico na criação de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio. Esse modelo é essencial para garantir a segurança energética de longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e manter os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais”, diz o documento. Segundo o texto, o Departamento de Estado funcionaria como um centro diplomático entre países parceiros e a indústria de navegação, enquanto o Pentágono, via Centcom, coordenaria o tráfego marítimo em tempo real e se comunicaria diretamente com embarcações que transitam pelo estreito. Vídeos em alta no g1 Segundo o documento, as embaixadas norte-americanas devem apresentar a proposta verbalmente aos "países parceiros" dos EUA até 1º de maio, porém Rússia, China, Belarus, Cuba e “outros adversários dos EUA” não devem ser incluídos na iniciativa. Ainda de acordo com o documento, a participação na coalizão marítima pode ocorrer na forma de diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio. “O MFC é distinto da campanha de Pressão Máxima do presidente e das negociações em andamento", afirmou o documento. O estreito no Oriente Médio, vital para a economia mundial, foi fechado pelo Irã em 28 de fevereiro, no início da guerra contra os EUA e Israel. Em resposta, a Marinha dos EUA faz, desde 13 de abril, seu próprio bloqueio marítimo na região para forçar o regime iraniano a negociar o fim do conflito em termos mais favoráveis a Washington O governo Trump planeja manter o bloqueio naval em Ormuz por "vários meses" para pressionar economicamente o Irã, segundo a agência de notícias AFP. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira que o bloqueio naval dos EUA em Ormuz está "condenado ao fracasso". O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta que o Irã manterá o controle sobre Ormuz e que o Golfo Pérsico terá um "futuro brilhante" sem a presença dos norte-americanos. Apesar do bloqueio contra Teerã, os dois países estão em um impasse em meio às negociações, e o regime iraniano enviou aos EUA uma proposta que não agradou Trump e foi rejeitada na quarta-feira. Por isso, o líder norte-americano está avaliando mudar o cenário atual com possíveis novos bombardeios contra o Irã ou até uma declaração de vitória no conflito. Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026 Reuters

abril 30, 2026 - 12:00
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EUA buscam formar 'coalizão da liberdade marítima' para Estreito de Ormuz, diz agência

Trump recebe astronautas da Artemis II no Salão Oval da Casa Branca. Reuters/Evelyn Hockstein O governo Trump está buscando a participação de outros países para formar uma coalizão internacional a fim de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um telegrama do Departamento de Estado norte-americano visto pela Reuters documentou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aprovou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês) no dia 28 de abril e o descreve como uma iniciativa conjunta do órgão com o Pentágono. “O MFC constitui um primeiro passo crítico na criação de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio. Esse modelo é essencial para garantir a segurança energética de longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e manter os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais”, diz o documento. Segundo o texto, o Departamento de Estado funcionaria como um centro diplomático entre países parceiros e a indústria de navegação, enquanto o Pentágono, via Centcom, coordenaria o tráfego marítimo em tempo real e se comunicaria diretamente com embarcações que transitam pelo estreito. Vídeos em alta no g1 Segundo o documento, as embaixadas norte-americanas devem apresentar a proposta verbalmente aos "países parceiros" dos EUA até 1º de maio, porém Rússia, China, Belarus, Cuba e “outros adversários dos EUA” não devem ser incluídos na iniciativa. Ainda de acordo com o documento, a participação na coalizão marítima pode ocorrer na forma de diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio. “O MFC é distinto da campanha de Pressão Máxima do presidente e das negociações em andamento", afirmou o documento. O estreito no Oriente Médio, vital para a economia mundial, foi fechado pelo Irã em 28 de fevereiro, no início da guerra contra os EUA e Israel. Em resposta, a Marinha dos EUA faz, desde 13 de abril, seu próprio bloqueio marítimo na região para forçar o regime iraniano a negociar o fim do conflito em termos mais favoráveis a Washington O governo Trump planeja manter o bloqueio naval em Ormuz por "vários meses" para pressionar economicamente o Irã, segundo a agência de notícias AFP. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira que o bloqueio naval dos EUA em Ormuz está "condenado ao fracasso". O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta que o Irã manterá o controle sobre Ormuz e que o Golfo Pérsico terá um "futuro brilhante" sem a presença dos norte-americanos. Apesar do bloqueio contra Teerã, os dois países estão em um impasse em meio às negociações, e o regime iraniano enviou aos EUA uma proposta que não agradou Trump e foi rejeitada na quarta-feira. Por isso, o líder norte-americano está avaliando mudar o cenário atual com possíveis novos bombardeios contra o Irã ou até uma declaração de vitória no conflito. Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026 Reuters

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