EUA fará cúpula contra movimento 'antifa', diz agência
Protestos contra o governo Trump se espalham pelos EUA O governo Trump está organizando uma cúpula internacional focada no combate ao movimento de esquerda "Antifa" e outros grupos, segundo disseram três fontes da Casa Branca à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (30). ➡️ A cúpula, ainda de acordo com as fontes, exemplifica como forças antiterroristas do governo Trump estão mudando o foco e olhando também para dentro dos Estados Unidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A conferência, planejada provisoriamente para junho ou julho, reunirá autoridades de vários países para discutir estratégias de combate ao Antifa e incentivar o compartilhamento de informações de inteligência, disseram as fontes da Reuters. ➡️ Abreviação para antifascistas, o Antifa é um grupo internacional formado por correntes da esquerda e extrema esquerda. Especialistas em antiterrorismo argumentam que o grupo não existe como uma entidade organizada, mas há acusações de que os antifas tenham se envolvido em ataques armados nos EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma constantemente que o movimento Antifa é uma grave ameaça aos EUA. Em seu primeiro mandato na Casa Branca, Trump defendeu que o grupo fosse classificado como terrorista. Porta-vozes da Casa Branca e do Departamento de Estado descreveram o movimento antifascista como uma grande preocupação de segurança para o governo Trump. "Os anarquistas, marxistas e extremistas violentos do movimento antifascista têm travado uma campanha de terror nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental há décadas, realizando atentados a bomba, espancamentos, tiroteios e tumultos a serviço de sua agenda extremista", disse Tommy Pigott, principal porta-voz adjunto do Departamento de Estado. Manifestante com placa do movimento Antifa em protesto contra Donald Trump, em Nova York, em outubro de 2025 REUTERS/Shannon Stapleton Entre as autoridades que organizam o evento está o Subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, disseram duas das fontes. A cúpula, no entanto, gerou preocupação entre alguns funcionários atuais e antigos, que argumentam que a cúpula seria uma distração em um momento em que os EUA enfrentam ameaças de grupos patrocinados pelo Irã, impulsionados pela guerra no Oriente Médio. "Estou cético que agora, com tudo o que está acontecendo, quando vemos o número de planos sendo arquitetados pelo Irã e pelo Hezbollah, haja realmente uma necessidade imperiosa de gastar recursos limitados de combate ao terrorismo na ameaça antifascista neste momento", disse Michael Jacobson, ex-diretor de estratégia, planos e iniciativas do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado. Um funcionário do Departamento de Estado argumentou que o governo tomou "medidas sem precedentes para combater o terrorismo em todo o mundo", incluindo muitas ações contra o Hezbollah, o Hamas, os houthis baseados no Iêmen e vários cartéis de drogas. Muitos detalhes do evento planejado não estavam claros, incluindo quais países foram convidados e participariam. Até a semana passada, convites formais para a conferência ainda não haviam sido enviados, disseram duas das pessoas. O funcionário do Departamento de Estado disse que nenhuma data para a cúpula havia sido definida. Também não estava claro se o evento se concentraria especificamente em grupos ou indivíduos que se identificam com a Antifa, ou em grupos de esquerda em geral. Às vezes, altos funcionários do governo usaram o termo Antifa como uma abreviação pública para o extremismo de esquerda de todos os tipos. Uma fonte esperava que governos europeus recebessem muitos dos convites. Em novembro, o governo Trump designou quatro entidades de esquerda na Alemanha, Itália e Grécia como organizações terroristas estrangeiras sob a lei dos EUA. Sete pessoas supostamente ligadas a um desses grupos, conhecido como Antifa Ost, foram a julgamento na Alemanha em novembro por acusações que incluem tentativa de homicídio. A fonte disse que funcionários do governo esperavam anunciar uma coalizão global para combater a Antifa por volta da época da conferência planejada. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Protestos contra o governo Trump se espalham pelos EUA O governo Trump está organizando uma cúpula internacional focada no combate ao movimento de esquerda "Antifa" e outros grupos, segundo disseram três fontes da Casa Branca à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (30). ➡️ A cúpula, ainda de acordo com as fontes, exemplifica como forças antiterroristas do governo Trump estão mudando o foco e olhando também para dentro dos Estados Unidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A conferência, planejada provisoriamente para junho ou julho, reunirá autoridades de vários países para discutir estratégias de combate ao Antifa e incentivar o compartilhamento de informações de inteligência, disseram as fontes da Reuters. ➡️ Abreviação para antifascistas, o Antifa é um grupo internacional formado por correntes da esquerda e extrema esquerda. Especialistas em antiterrorismo argumentam que o grupo não existe como uma entidade organizada, mas há acusações de que os antifas tenham se envolvido em ataques armados nos EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma constantemente que o movimento Antifa é uma grave ameaça aos EUA. Em seu primeiro mandato na Casa Branca, Trump defendeu que o grupo fosse classificado como terrorista. Porta-vozes da Casa Branca e do Departamento de Estado descreveram o movimento antifascista como uma grande preocupação de segurança para o governo Trump. "Os anarquistas, marxistas e extremistas violentos do movimento antifascista têm travado uma campanha de terror nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental há décadas, realizando atentados a bomba, espancamentos, tiroteios e tumultos a serviço de sua agenda extremista", disse Tommy Pigott, principal porta-voz adjunto do Departamento de Estado. Manifestante com placa do movimento Antifa em protesto contra Donald Trump, em Nova York, em outubro de 2025 REUTERS/Shannon Stapleton Entre as autoridades que organizam o evento está o Subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, disseram duas das fontes. A cúpula, no entanto, gerou preocupação entre alguns funcionários atuais e antigos, que argumentam que a cúpula seria uma distração em um momento em que os EUA enfrentam ameaças de grupos patrocinados pelo Irã, impulsionados pela guerra no Oriente Médio. "Estou cético que agora, com tudo o que está acontecendo, quando vemos o número de planos sendo arquitetados pelo Irã e pelo Hezbollah, haja realmente uma necessidade imperiosa de gastar recursos limitados de combate ao terrorismo na ameaça antifascista neste momento", disse Michael Jacobson, ex-diretor de estratégia, planos e iniciativas do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado. Um funcionário do Departamento de Estado argumentou que o governo tomou "medidas sem precedentes para combater o terrorismo em todo o mundo", incluindo muitas ações contra o Hezbollah, o Hamas, os houthis baseados no Iêmen e vários cartéis de drogas. Muitos detalhes do evento planejado não estavam claros, incluindo quais países foram convidados e participariam. Até a semana passada, convites formais para a conferência ainda não haviam sido enviados, disseram duas das pessoas. O funcionário do Departamento de Estado disse que nenhuma data para a cúpula havia sido definida. Também não estava claro se o evento se concentraria especificamente em grupos ou indivíduos que se identificam com a Antifa, ou em grupos de esquerda em geral. Às vezes, altos funcionários do governo usaram o termo Antifa como uma abreviação pública para o extremismo de esquerda de todos os tipos. Uma fonte esperava que governos europeus recebessem muitos dos convites. Em novembro, o governo Trump designou quatro entidades de esquerda na Alemanha, Itália e Grécia como organizações terroristas estrangeiras sob a lei dos EUA. Sete pessoas supostamente ligadas a um desses grupos, conhecido como Antifa Ost, foram a julgamento na Alemanha em novembro por acusações que incluem tentativa de homicídio. A fonte disse que funcionários do governo esperavam anunciar uma coalizão global para combater a Antifa por volta da época da conferência planejada. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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