EUA fazem operação para apreender petroleiro da Venezuela escoltado por submarino russo, diz agência

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando uma autoridade dos Estados Unidos. Hakon Rimmereid/via REUTERS A Guarda Costeira e o Exército dos Estados Unidos estão realizando nesta quarta-feira (7) uma operação para apreender o petroleiro venezuelano Marinera, que navega sob bandeira russa, revelou a agência de notícias Reuters. A embarcação recebeu escolta de submarino russo nos últimos dias, segundo a mídia dos EUA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A TV russa "RT", financiada pelo Kremlin, publicou imagens de um helicóptero que estaria tentando desembarcar tropas no navio. Segundo fontes do RT, a aeronave pertenceria aos EUA. Veja abaixo. Initial plugin text Segundo a agência de notícias Associated Press, tropas norte-americanas embarcaram no petroleiro. Já a Reuters afirma que os EUA ainda está tentando apreender a embarcação. Initial plugin text A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar o petroleiro, que os EUA interceptaram no final de dezembro e tentam apreender desde então. À época, a embarcação estava perto da Venezuela e fugiu para o Oceano Atlântico. O petroleiro, antes chamado de Bella 1 e que tinha bandeira panamenha, foi rebatizado e agora navega sob tutela russa. (Leia mais abaixo) A perseguição ao petroleiro, que segundo a Casa Branca integra a "frota fantasma" da Venezuela e é alvo de sanções, faz parte da campanha de pressão do governo norte-americano contra o regime venezuelano. O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um "bloqueio total" aos petroleiros do país e apreendeu duas dessas embarcações em 2025. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A tentativa de apreensão, mesmo que não seja bem-sucedida, tem o potencial de escalar ainda mais as tensões entre os EUA e a Rússia. Isso porque, além da escolta, o Kremlin fez nos últimos dias um pedido formal à Casa Branca para que deixasse de perseguir o petroleiro. Nem o governo dos Estados Unidos nem o da Rússia se pronunciaram de forma oficial sobre a tentativa de apreensão desta quarta-feira até a última atualização desta reportagem. Os EUA acusam o petroleiro, que agora se chama Marinera, de navegar sob bandeira falsa e transportar petróleo venezuelano a aliados do regime chavista —liderado pela sucessora de Nicolás Maduro, Delcy Rodriguez—, como a Rússia, a China e o Irã. A Casa Branca alega que abordar um navio com bandeira falsa não viola o direito internacional. Na última semana, o Kremlin já havia pedido aos EUA que interrompessem a perseguição aso petroleiro. O pedido diplomático foi feito na quarta-feira (31). A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram o caso até a última atualização. Na semana passada, a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de um tipo de bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses, segundo a agência de notícias Reuters. EUA perseguem petroleiro A interceptação inicial do petroleiro Bella 1 pela Guarda Costeira norte-americana ocorreu em 16 de dezembro. A embarcação estava entrando em águas da América Latina e se aproximando da Venezuela. No entanto, as forças dos EUA não conseguiram apreender o navio, porque a tripulação resistiu à investida, mudou a rota e fugiu em direção ao Oceano Atlântico. Desde então, o Exército dos EUA persegue a embarcação. Segundo o jornal norte-americano "The New York Times", o Bella 1 vinha do Irã e tinha como destino a Venezuela para fazer um carregamento de petróleo. Nos dias seguintes, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa, ainda segundo o jornal. Desde então, o petroleiro passou a constar no registro oficial de navios como pertencente à Rússia e com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro. O petroleiro foi visto recentemente no Oceano Atlântico norte, perto da Islândia, segundo sites de monitoramento. Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.

Jan 7, 2026 - 11:00
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EUA fazem operação para apreender petroleiro da Venezuela escoltado por submarino russo, diz agência

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando uma autoridade dos Estados Unidos. Hakon Rimmereid/via REUTERS A Guarda Costeira e o Exército dos Estados Unidos estão realizando nesta quarta-feira (7) uma operação para apreender o petroleiro venezuelano Marinera, que navega sob bandeira russa, revelou a agência de notícias Reuters. A embarcação recebeu escolta de submarino russo nos últimos dias, segundo a mídia dos EUA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A TV russa "RT", financiada pelo Kremlin, publicou imagens de um helicóptero que estaria tentando desembarcar tropas no navio. Segundo fontes do RT, a aeronave pertenceria aos EUA. Veja abaixo. Initial plugin text Segundo a agência de notícias Associated Press, tropas norte-americanas embarcaram no petroleiro. Já a Reuters afirma que os EUA ainda está tentando apreender a embarcação. Initial plugin text A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar o petroleiro, que os EUA interceptaram no final de dezembro e tentam apreender desde então. À época, a embarcação estava perto da Venezuela e fugiu para o Oceano Atlântico. O petroleiro, antes chamado de Bella 1 e que tinha bandeira panamenha, foi rebatizado e agora navega sob tutela russa. (Leia mais abaixo) A perseguição ao petroleiro, que segundo a Casa Branca integra a "frota fantasma" da Venezuela e é alvo de sanções, faz parte da campanha de pressão do governo norte-americano contra o regime venezuelano. O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um "bloqueio total" aos petroleiros do país e apreendeu duas dessas embarcações em 2025. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A tentativa de apreensão, mesmo que não seja bem-sucedida, tem o potencial de escalar ainda mais as tensões entre os EUA e a Rússia. Isso porque, além da escolta, o Kremlin fez nos últimos dias um pedido formal à Casa Branca para que deixasse de perseguir o petroleiro. Nem o governo dos Estados Unidos nem o da Rússia se pronunciaram de forma oficial sobre a tentativa de apreensão desta quarta-feira até a última atualização desta reportagem. Os EUA acusam o petroleiro, que agora se chama Marinera, de navegar sob bandeira falsa e transportar petróleo venezuelano a aliados do regime chavista —liderado pela sucessora de Nicolás Maduro, Delcy Rodriguez—, como a Rússia, a China e o Irã. A Casa Branca alega que abordar um navio com bandeira falsa não viola o direito internacional. Na última semana, o Kremlin já havia pedido aos EUA que interrompessem a perseguição aso petroleiro. O pedido diplomático foi feito na quarta-feira (31). A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram o caso até a última atualização. Na semana passada, a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de um tipo de bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses, segundo a agência de notícias Reuters. EUA perseguem petroleiro A interceptação inicial do petroleiro Bella 1 pela Guarda Costeira norte-americana ocorreu em 16 de dezembro. A embarcação estava entrando em águas da América Latina e se aproximando da Venezuela. No entanto, as forças dos EUA não conseguiram apreender o navio, porque a tripulação resistiu à investida, mudou a rota e fugiu em direção ao Oceano Atlântico. Desde então, o Exército dos EUA persegue a embarcação. Segundo o jornal norte-americano "The New York Times", o Bella 1 vinha do Irã e tinha como destino a Venezuela para fazer um carregamento de petróleo. Nos dias seguintes, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa, ainda segundo o jornal. Desde então, o petroleiro passou a constar no registro oficial de navios como pertencente à Rússia e com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro. O petroleiro foi visto recentemente no Oceano Atlântico norte, perto da Islândia, segundo sites de monitoramento. Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.

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