Europa e oito países de maioria muçulmana condenam nova lei de pena de morte de Israel: 'Discriminatória'

Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ergue garrafa de champagne durante votação no Parlamento sobre nova lei, que institui pena de morte a palestinos condenados por ataques letais, em 30 de março de 2026. AP Photo/Itay Cohen A União Eupeia divulgou uma nota criticando e chamando de "discriminatória" a lei aprovada pelo Parlamento israelense no início desta semana que determina a morte por enforcamento seja a sentença padrão para palestinos condenados em tribunais militares por ataques letais. Oito países de maioria muçulmana também divulgaram um comunicado conjunto nesta quinta-feira (2) "condenando veementemente" a lei (saiba mais abaixo). Aprovada pelo Parlamento de Israel na segunda-feira (30), a nova lei será aplicada aos israelenses condenados por assassinato cujos ataques tenham como objetivo "acabar com a existência de Israel". Na prática, isso significa que a pena de morte seria aplicada aos palestinos, mas não aos judeus israelenses que cometeram crimes semelhantes, segundo os críticos. Os defensores da lei argumentam que a pena de morte impedirá que os palestinos realizem ataques mortais contra israelenses ou tentem sequestros com o objetivo de afetar os acordos de troca de palestinos presos em prisões israelenses. Ben Gvir usa pin de forca e traz champagne para votação de pena de morte a palestinos Europa diz que lei é 'discriminatória' Em uma nota divulgada pelo Conselho Europeu na terça-feira (30), o bloco afirmou que a lei sobre a pena de morte aprovada pelo Parlamento israelense "representa um grava retrocesso". Estamos profundamente preocupados com o caráter discriminatório de fato do projeto de lei. Países muçulmanos condenam a lei e pedem ajuda internacional Oito países de maioria muçulmana "condenaram veementemente" a lei aprovada no início da semana pelo Parlamento de Israel. A posução está em uma declaração conjunta divulgada pelo Paquistão nesta quinta-feira (2). Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos disseram que a lei constitui uma "escalada perigosa" e enfatizaram a "necessidade urgente de se abster de medidas" que possam inflamar ainda mais as tensões, informou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão. "Eles enfatizaram a importância de garantir a responsabilidade e pediram esforços internacionais reforçados para manter a estabilidade e evitar mais deterioração", disse. O governo do Taliban, no vizinho Afeganistão, também classificou a legislação como uma "continuação da opressão", conclamando "organizações internacionais e países influentes a tomar medidas imediatas e práticas para evitar tais ações". O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou a legislação como uma violação da lei internacional e uma tentativa frustrada de intimidar os palestinos. A lei atraiu críticas semelhantes dos aliados ocidentais de Israel, em um momento em que o país já está sob escrutínio pela crescente violência dos colonos judeus contra os palestinos na Cisjordânia ocupada.

abril 2, 2026 - 13:30
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Europa e oito países de maioria muçulmana condenam nova lei de pena de morte de Israel: 'Discriminatória'

Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ergue garrafa de champagne durante votação no Parlamento sobre nova lei, que institui pena de morte a palestinos condenados por ataques letais, em 30 de março de 2026. AP Photo/Itay Cohen A União Eupeia divulgou uma nota criticando e chamando de "discriminatória" a lei aprovada pelo Parlamento israelense no início desta semana que determina a morte por enforcamento seja a sentença padrão para palestinos condenados em tribunais militares por ataques letais. Oito países de maioria muçulmana também divulgaram um comunicado conjunto nesta quinta-feira (2) "condenando veementemente" a lei (saiba mais abaixo). Aprovada pelo Parlamento de Israel na segunda-feira (30), a nova lei será aplicada aos israelenses condenados por assassinato cujos ataques tenham como objetivo "acabar com a existência de Israel". Na prática, isso significa que a pena de morte seria aplicada aos palestinos, mas não aos judeus israelenses que cometeram crimes semelhantes, segundo os críticos. Os defensores da lei argumentam que a pena de morte impedirá que os palestinos realizem ataques mortais contra israelenses ou tentem sequestros com o objetivo de afetar os acordos de troca de palestinos presos em prisões israelenses. Ben Gvir usa pin de forca e traz champagne para votação de pena de morte a palestinos Europa diz que lei é 'discriminatória' Em uma nota divulgada pelo Conselho Europeu na terça-feira (30), o bloco afirmou que a lei sobre a pena de morte aprovada pelo Parlamento israelense "representa um grava retrocesso". Estamos profundamente preocupados com o caráter discriminatório de fato do projeto de lei. Países muçulmanos condenam a lei e pedem ajuda internacional Oito países de maioria muçulmana "condenaram veementemente" a lei aprovada no início da semana pelo Parlamento de Israel. A posução está em uma declaração conjunta divulgada pelo Paquistão nesta quinta-feira (2). Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos disseram que a lei constitui uma "escalada perigosa" e enfatizaram a "necessidade urgente de se abster de medidas" que possam inflamar ainda mais as tensões, informou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão. "Eles enfatizaram a importância de garantir a responsabilidade e pediram esforços internacionais reforçados para manter a estabilidade e evitar mais deterioração", disse. O governo do Taliban, no vizinho Afeganistão, também classificou a legislação como uma "continuação da opressão", conclamando "organizações internacionais e países influentes a tomar medidas imediatas e práticas para evitar tais ações". O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou a legislação como uma violação da lei internacional e uma tentativa frustrada de intimidar os palestinos. A lei atraiu críticas semelhantes dos aliados ocidentais de Israel, em um momento em que o país já está sob escrutínio pela crescente violência dos colonos judeus contra os palestinos na Cisjordânia ocupada.

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