Exército garante retorno seguro de brasileiros da Venezuela
A manifestação ocorreu dentro da Operação Acolhida, força-tarefa responsável por coordenar o fluxo migratório entre os dois países
Em meio ao aumento das tensões na Venezuela após a ofensiva militar dos Estados Unidos neste sábado (3/1), o Exército Brasileiro divulgou um vídeo oficial garantindo que brasileiros que estão no país vizinho podem retornar ao Brasil em segurança pela fronteira de Pacaraima, em Roraima. A manifestação ocorreu dentro da Operação Acolhida, força-tarefa humanitária responsável por coordenar o fluxo migratório entre os dois países desde 2018. Segundo a corporação, não há registro de desordem, risco imediato ou impacto que exija preocupação da população local.
No vídeo, o Exército explica que a situação permanece controlada, mesmo após a Venezuela determinar unilateralmente o fechamento da fronteira.
“O cenário na fronteira com o Brasil permanece estável. O fluxo de pessoas em Pacaraima encontra-se normalizado, ordenado e seguro. Brasileiros que estão na Venezuela estão autorizados a voltar ao país. O movimento segue tranquilo, dentro da normalidade observada inclusive em fins de semana”, diz a militar que aparece no comunicado.
A corporação reforça que, apesar do fechamento imposto pelo governo venezuelano, não houve alteração significativa no fluxo migratório e que as tropas permanecem prontas para responder a qualquer aumento repentino da demanda:
“A Força-Tarefa Logística Humanitária está preparada para cenários de aumento do fluxo. As equipes seguem atuando de forma permanente, garantindo o ordenamento da fronteira e a segurança da população roraimense.”
O Exército também afirma que manterá atualizações oficiais conforme o avanço dos fatos.
Reforço na Operação Acolhida
Fontes do governo federal e das Forças Armadas informaram ao Metrópoles que o contingente da Operação Acolhida deve ser ampliado nos próximos dias. A medida é preventiva e leva em conta a possibilidade de aumento na entrada de venezuelanos após a tensão gerada pela captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Apesar disso, militares ressaltam que a região já é constantemente guarnecida e que o eventual reforço não representa ruptura na rotina operacional.
PF monitora fronteira
A Polícia Federal também acompanha de perto a movimentação entre os dois países. Em conversa com esta coluna, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que apenas o lado venezuelano interrompeu o trânsito:
“Nosso adido policial e o adido adjunto estão na Embaixada em Caracas, colhendo informações para assessorar a embaixadora. Por enquanto, todos estão em segurança. A Venezuela fechou a fronteira. O Brasil, não.”
A PF mantém monitoramento em tempo integral e segue em contato direto com autoridades do Itamaraty e das Forças Armadas.
Contexto dos ataques
O ataque norte-americano à Venezuela, confirmado pelo presidente Donald Trump, ampliou a tensão regional.
16 imagens



Fechar modal.![]()

Jesus Vargas/Getty Images
Jesus Vargas/Getty Images
Jesus Vargas/Getty Images
Nicolás MaduroIgo Estrela/Metrópoles
EUA ataca Caracas, capital da VenezuelaBoris Vergara/Anadolu via Getty Images
Jesus Vargas/Getty Images
Lula e Maduro se encontram antes da cúpula dos países sul-americanosHugo Barreto/Metrópoles
EUA ataca Caracas, capital da Venezuelaenezuela. (Photo by Pedro Rances Mattey/Anadolu via Getty Images
Jesus Vargas/Getty Images
Jesus Vargas/Getty Images
EUA ataca Caracas, capital da VenezuelaStringer/Anadolu via Getty Images
O ditador Nicolás Maduro e LulaIgo Estrela/Metrópoles
Jesus Vargas/Getty Images
Jesus Vargas/Getty Images
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Jesus Vargas/Getty Images
Segundo Trump, Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados e removidos do país. O governo venezuelano chamou o episódio de “agressão imperialista” e declarou estado de emergência.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro responderá por crimes como narcoterrorismo e tráfico internacional.
What's Your Reaction?