Governo Milei divulga vídeo crítico a opositores da ditadura no aniversário de 50 anos de golpe militar que matou 30 mil na Argentina
Governo Milei divulga vídeo crítico a opositores da ditadura no aniversário de 50 anos do golpe No aniversário de 50 anos do golpe que instaurou uma ditadura militar na Argentina, completados nesta terça (24), o governo Milei divulgou um vídeo em que critica opositores do regime e o kirchnerismo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O kirchnerismo retomou a luta para responsabilizar os generais que governaram a Argentina durante o período autoritário de 1976 a 1983. Em pouco menos de oito anos, estima-se que a ditadura deixou mais de 30 mil opositores mortos, além de ter torturado outros milhares em centro clandestinos de tortura, como a ESMA. Todos os dias 24 de março, aniversário do golpe e Dia da Memória na Argentina, o governo Milei divulga algum material que relativiza os crimes do regime militar. Nesta terça, o governo publicou um vídeo de 1h14min de duração em suas redes sociais, contendo duas entrevistas. Vídeo divulgado pelo governo Milei entrevista filha biológica de opositores mortos pela ditadura argentina e relativiza crimes do regime Reprodução/Casa Rosada A primeira e mais longa delas foi gravada na própria Casa Rosada. A entrevistada é identificada como Miriam Fernández. Fernández é uma das centenas de crianças cujos pais foram mortos em centros de prisão e tortura do regime, e que foi adotada ainda bebê por famílias leais aos militares, de forma clandestina. No vídeo, ela defende seus pais adotivos, um ex-policial e sua mulher. "Não podem te obrigar a dizer que são seus pais adotivos depois de 40 anos. Eles são meus pais. Um pai não é aquele que te traz ao mundo, mas sim aquele que te cria", ela afirma. "Vamos deixar o passado em paz, porque ninguém vai trazer de volta minha família biológica, nem a dor que vivi como membro de uma família militar", diz a entrevistada — ela conta, após o fim da ditadura, ter sofrido preconceito por pertencer a uma família que apoiou o regime autoritário e trabalhou por ele. Fernández também critica a Associação Avós da Praça de Maio. Próxima do governo Kirchner, ela foi fundada por mães de desaparecidas na ditadura militar que se dedicam a identificar netos biol´[ogicos adotados clandestinamente por apoiadores do regime. Apesar de dizer que elas fazem um "trabalhalho bonito", Fernández acusa a associação de "misturar política" com suas ações. Ela também diz ter sido obrigada a se submeter a um teste de DNA para determinar sua identidade biológica. Ambos os pais adotivos de Fernández receberam penas de prisão. O pai, por reter e ocultar menor de idade, e a mãe, como coautora. Seu pai teve a pena agravada por outros crimes de lesa-humanidade, segundo o jornal "Clarín". Marcha em Buenos Aires Dezenas de milhares de pessoas marcharam nesta terça-feira em Buenos Aires em uma jornada de memória pelos 50 anos do golpe de Estado que instaurou a ditadura. Sob o lema "Nunca mais", que marcou gerações, a mobilização se estendeu ao longo do quilômetro que separa a Praça de Maio da avenida 9 de Julho e transborda pelas ruas adjacentes, completamente tomadas por manifestantes. Organismos de direitos humanos, sindicatos e organizações sociais convocaram manifestações em todo o país, levando fotos dos desaparecidos.

Governo Milei divulga vídeo crítico a opositores da ditadura no aniversário de 50 anos do golpe No aniversário de 50 anos do golpe que instaurou uma ditadura militar na Argentina, completados nesta terça (24), o governo Milei divulgou um vídeo em que critica opositores do regime e o kirchnerismo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O kirchnerismo retomou a luta para responsabilizar os generais que governaram a Argentina durante o período autoritário de 1976 a 1983. Em pouco menos de oito anos, estima-se que a ditadura deixou mais de 30 mil opositores mortos, além de ter torturado outros milhares em centro clandestinos de tortura, como a ESMA. Todos os dias 24 de março, aniversário do golpe e Dia da Memória na Argentina, o governo Milei divulga algum material que relativiza os crimes do regime militar. Nesta terça, o governo publicou um vídeo de 1h14min de duração em suas redes sociais, contendo duas entrevistas. Vídeo divulgado pelo governo Milei entrevista filha biológica de opositores mortos pela ditadura argentina e relativiza crimes do regime Reprodução/Casa Rosada A primeira e mais longa delas foi gravada na própria Casa Rosada. A entrevistada é identificada como Miriam Fernández. Fernández é uma das centenas de crianças cujos pais foram mortos em centros de prisão e tortura do regime, e que foi adotada ainda bebê por famílias leais aos militares, de forma clandestina. No vídeo, ela defende seus pais adotivos, um ex-policial e sua mulher. "Não podem te obrigar a dizer que são seus pais adotivos depois de 40 anos. Eles são meus pais. Um pai não é aquele que te traz ao mundo, mas sim aquele que te cria", ela afirma. "Vamos deixar o passado em paz, porque ninguém vai trazer de volta minha família biológica, nem a dor que vivi como membro de uma família militar", diz a entrevistada — ela conta, após o fim da ditadura, ter sofrido preconceito por pertencer a uma família que apoiou o regime autoritário e trabalhou por ele. Fernández também critica a Associação Avós da Praça de Maio. Próxima do governo Kirchner, ela foi fundada por mães de desaparecidas na ditadura militar que se dedicam a identificar netos biol´[ogicos adotados clandestinamente por apoiadores do regime. Apesar de dizer que elas fazem um "trabalhalho bonito", Fernández acusa a associação de "misturar política" com suas ações. Ela também diz ter sido obrigada a se submeter a um teste de DNA para determinar sua identidade biológica. Ambos os pais adotivos de Fernández receberam penas de prisão. O pai, por reter e ocultar menor de idade, e a mãe, como coautora. Seu pai teve a pena agravada por outros crimes de lesa-humanidade, segundo o jornal "Clarín". Marcha em Buenos Aires Dezenas de milhares de pessoas marcharam nesta terça-feira em Buenos Aires em uma jornada de memória pelos 50 anos do golpe de Estado que instaurou a ditadura. Sob o lema "Nunca mais", que marcou gerações, a mobilização se estendeu ao longo do quilômetro que separa a Praça de Maio da avenida 9 de Julho e transborda pelas ruas adjacentes, completamente tomadas por manifestantes. Organismos de direitos humanos, sindicatos e organizações sociais convocaram manifestações em todo o país, levando fotos dos desaparecidos.
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