Irã acusa EUA de violar cessar-fogo com 'pirataria' após ataque a navio e promete retaliação

Irã nega participação em negociações com os EUA O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo entre os dois países neste domingo (19), após forças americanas interceptarem e atacarem um navio comercial iraniano. Teerã prometeu retaliar e disse ter lançado drones contra navios militares dos EUA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra no Oriente Médio Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o navio iraniano foi atacado após tentar furar um bloqueio naval imposto pelos americanos no Golfo de Omã. Segundo Trump, o navio comercial, conhecido como Touska, desobedeceu a uma ordem de parada das forças norte-americanas. De acordo com o presidente, um “buraco” foi aberto na casa de máquinas da embarcação. "Neste momento, fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação. O TOUSKA está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um histórico anterior de atividades ilegais. Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo", disse. O Comando Militar do Irã classificou a ação americana como “pirataria”. Segundo Teerã, o navio saiu da China e tinha como destino final o Irã. Não está claro se a embarcação estava vazia ou transportava algum tipo de carga. "Advertimos que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e retaliarão contra essa pirataria marítima e armada do Exército dos EUA", afirmou em comunicado. Os militares iranianos disseram ainda que atacaram navios de guerra dos EUA com drones, mas não deram detalhes sobre a operação. A Marinha norte-americana ainda não havia comentado o caso. Cessar-fogo USS Spruance foi usado para interceptar navio iraniano, segundo governo dos EUA Marinha dos EUA A ação ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, a poucos dias do prazo para o fim do cessar-fogo. O principal ponto de atrito envolve o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Na sexta-feira (17), o Irã anunciou a reabertura total da rota. Um dia depois, no entanto, voltou atrás e disse ter fechado a via por causa do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos. No sábado (18), a Guarda Revolucionária do Irã atirou contra dois petroleiros indianos que transitavam pela região. A ação foi criticada por Trump nas redes sociais. “O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz — uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!”, escreveu Trump em publicação na manhã de domingo. “Isso não foi nada legal, foi?” Mais cedo, neste domingo, o presidente norte-americano também fez novas ameaças ao Irã caso os dois países não cheguem a um acordo definitivo que envolva o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz. “Estamos oferecendo um ACORDO muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”, escreveu nas redes sociais. “CHEGA DE FAZER O BONZINHO!” Uma nova rodada de negociações entre os dois países está prevista para acontecer na segunda-feira (20), no Paquistão. Trump disse que enviou uma delegação dos EUA para as conversas. Por outro lado, a mídia estatal iraniana negou que Teerã vá participar da reunião. LEIA TAMBÉM Irã afirma que bloqueio naval americano representa 'violação' do cessar-fogo Por que a 'teoria da guerra justa' está no centro de impasse entre Trump e o papa Padre DJ faz 'rave católica' em homenagem ao papa Francisco em Buenos Aires VÍDEOS: mais assistidos do g1

abril 19, 2026 - 21:00
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Irã acusa EUA de violar cessar-fogo com 'pirataria' após ataque a navio e promete retaliação

Irã nega participação em negociações com os EUA O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo entre os dois países neste domingo (19), após forças americanas interceptarem e atacarem um navio comercial iraniano. Teerã prometeu retaliar e disse ter lançado drones contra navios militares dos EUA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra no Oriente Médio Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o navio iraniano foi atacado após tentar furar um bloqueio naval imposto pelos americanos no Golfo de Omã. Segundo Trump, o navio comercial, conhecido como Touska, desobedeceu a uma ordem de parada das forças norte-americanas. De acordo com o presidente, um “buraco” foi aberto na casa de máquinas da embarcação. "Neste momento, fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação. O TOUSKA está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um histórico anterior de atividades ilegais. Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo", disse. O Comando Militar do Irã classificou a ação americana como “pirataria”. Segundo Teerã, o navio saiu da China e tinha como destino final o Irã. Não está claro se a embarcação estava vazia ou transportava algum tipo de carga. "Advertimos que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e retaliarão contra essa pirataria marítima e armada do Exército dos EUA", afirmou em comunicado. Os militares iranianos disseram ainda que atacaram navios de guerra dos EUA com drones, mas não deram detalhes sobre a operação. A Marinha norte-americana ainda não havia comentado o caso. Cessar-fogo USS Spruance foi usado para interceptar navio iraniano, segundo governo dos EUA Marinha dos EUA A ação ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, a poucos dias do prazo para o fim do cessar-fogo. O principal ponto de atrito envolve o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Na sexta-feira (17), o Irã anunciou a reabertura total da rota. Um dia depois, no entanto, voltou atrás e disse ter fechado a via por causa do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos. No sábado (18), a Guarda Revolucionária do Irã atirou contra dois petroleiros indianos que transitavam pela região. A ação foi criticada por Trump nas redes sociais. “O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz — uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!”, escreveu Trump em publicação na manhã de domingo. “Isso não foi nada legal, foi?” Mais cedo, neste domingo, o presidente norte-americano também fez novas ameaças ao Irã caso os dois países não cheguem a um acordo definitivo que envolva o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz. “Estamos oferecendo um ACORDO muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”, escreveu nas redes sociais. “CHEGA DE FAZER O BONZINHO!” Uma nova rodada de negociações entre os dois países está prevista para acontecer na segunda-feira (20), no Paquistão. Trump disse que enviou uma delegação dos EUA para as conversas. Por outro lado, a mídia estatal iraniana negou que Teerã vá participar da reunião. LEIA TAMBÉM Irã afirma que bloqueio naval americano representa 'violação' do cessar-fogo Por que a 'teoria da guerra justa' está no centro de impasse entre Trump e o papa Padre DJ faz 'rave católica' em homenagem ao papa Francisco em Buenos Aires VÍDEOS: mais assistidos do g1

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