Irã afirma que ameaças de Trump são 'delirantes' e não compensarão 'humilhação' dos EUA

Trump diz que Irã pode ser "derrotado numa noite, talvez na terça-feira" O Comando Militar do Irã afirmou que as ameaças de Trump são "ilusórias" e não compensarão a "humilhação e a vergonha" sofridas pelos Estados Unidos no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Em um pronunciamento feito na TV estatal nesta segunda-feira (6), o porta-voz militar iraniano afirmou em tom de provocação: "As declarações grosseiras e insolentes, e as ameaças infundadas do presidente americano, tomado por delírios, não conseguirão reparar a vergonha e a humilhação sofridas pelos Estados Unidos na região da Ásia Ocidental". Porta-voz do Comando Militar do Irã em pronunciamento na Tv estatal Telegram / Reprodução Mais cedo, em um post no Telegram, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que "assassinatos e crimes" não irão parar as Forças Armadas iranianas. A declaração foi dada em meio a uma mensagem de luto do iraniano pela morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, anunciada por Israel e classificada como "terrorismo" por ele. "Mais uma vez, o inimigo americano-sionista, que na guerra imposta contra a nação e os valentes combatentes do Irã Islâmico, e em seus planos perversos, sofreu derrotas sucessivas, recorreu à sua arma habitual: o terrorismo. (...) Contudo, a firme fileira dos combatentes e dos defensores da verdade tornou-se tão sólida e inabalável que nem o terror nem o crime podem abalar", escreveu Khamenei na mensagem. Mensagem do líder supremo do Irã em homenagem a general morto Telegram / Reprodução Trump se referiu a iranianos como animais Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu aos iranianos como animais ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacar estruturas civis do país. "Não, porque eles são animais", disse Trump durante conversa com repórteres em um evento de Páscoa na Casa Branca. "Não estou preocupado sobre os alertas por alvejar infraestrutura civil (no Irã)". O presidente dos EUA também afirmou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã, mas que os cidadãos americanos querem o fim da guerra. Donald Trump Evan Vucci/Reuters Trump também confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Como justificativa, disse que o texto "foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente". Antes, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua. No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7). Ele usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo do país persa de "bastardos malucos". O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques podem constituir um crime de guerra.

abril 6, 2026 - 18:00
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Irã afirma que ameaças de Trump são 'delirantes' e não compensarão 'humilhação' dos EUA

Trump diz que Irã pode ser "derrotado numa noite, talvez na terça-feira" O Comando Militar do Irã afirmou que as ameaças de Trump são "ilusórias" e não compensarão a "humilhação e a vergonha" sofridas pelos Estados Unidos no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Em um pronunciamento feito na TV estatal nesta segunda-feira (6), o porta-voz militar iraniano afirmou em tom de provocação: "As declarações grosseiras e insolentes, e as ameaças infundadas do presidente americano, tomado por delírios, não conseguirão reparar a vergonha e a humilhação sofridas pelos Estados Unidos na região da Ásia Ocidental". Porta-voz do Comando Militar do Irã em pronunciamento na Tv estatal Telegram / Reprodução Mais cedo, em um post no Telegram, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que "assassinatos e crimes" não irão parar as Forças Armadas iranianas. A declaração foi dada em meio a uma mensagem de luto do iraniano pela morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, anunciada por Israel e classificada como "terrorismo" por ele. "Mais uma vez, o inimigo americano-sionista, que na guerra imposta contra a nação e os valentes combatentes do Irã Islâmico, e em seus planos perversos, sofreu derrotas sucessivas, recorreu à sua arma habitual: o terrorismo. (...) Contudo, a firme fileira dos combatentes e dos defensores da verdade tornou-se tão sólida e inabalável que nem o terror nem o crime podem abalar", escreveu Khamenei na mensagem. Mensagem do líder supremo do Irã em homenagem a general morto Telegram / Reprodução Trump se referiu a iranianos como animais Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu aos iranianos como animais ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacar estruturas civis do país. "Não, porque eles são animais", disse Trump durante conversa com repórteres em um evento de Páscoa na Casa Branca. "Não estou preocupado sobre os alertas por alvejar infraestrutura civil (no Irã)". O presidente dos EUA também afirmou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã, mas que os cidadãos americanos querem o fim da guerra. Donald Trump Evan Vucci/Reuters Trump também confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Como justificativa, disse que o texto "foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente". Antes, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua. No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7). Ele usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo do país persa de "bastardos malucos". O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques podem constituir um crime de guerra.

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