Irã diz que acordo de paz com os EUA 'nunca esteve tão próximo'

Irã: ainda não há acordo de paz com os EUA O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, afirmou nesta sexta-feira (12) que um acordo entre seu país e os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio “nunca esteve tão perto”. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “O memorando de entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. Enquanto se aguarda sua finalização, os meios de comunicação devem se abster de especular sobre seu conteúdo”, e “todos os detalhes” serão comunicados “no momento oportuno”, escreveu Araqchi no X. Pouco antes da fala do chanceler iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de divulgar uma versão falsa do plano de paz por meio da mídia norte-americana, com termos que “não têm nada a ver” com o que foi acordado “por escrito”. Trump chamou o governo iraniano de "pessoas muito desonrosas para se negociar". "Com eles, não existe negociação de boa fé. INCRÍVEL!" É melhor eles se organizarem, e RÁPIDO!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social. ➡️ Na quinta-feira (11), Trump anunciou que, após dois dias de bombardeios mútuos, EUA e Irã haviam chegado a um consenso e deveriam assinar um acordo de paz ainda neste fim de semana na Europa. O Irã respondeu que ainda não havia batido o martelo para um acordo. Nesta sexta, o presidente norte-americano disse também que os detalhes do acordo divulgados pela imprensa norte-americana são falsos. Mais cedo, a rede de TV CNN Internacional afirmou, com base em fontes do regime iraniano, que o memorando entre as duas partes prevê que: Haja um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano; O Estreito do Ormuz seja rebaerto imediatamente. O Irã não cobraria taxas a embarcações, e o tráfico local voltaria aos níveis pré-guerra em 30 dias; Os EUA também levantem o bloqueio naval que seus navios fazem na entrada de Ormuz; Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente; O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear. Já a agência de notícias Reuters ouviu de uma fonte do governo norte-americano que o acordo prevê que: O Estreito de Ormuz será reaberto; O programa nuclear iraniano será desmantelado; O Irã não receberá dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo. Já a imprensa estatal iraniana divulgou nesta sexta-feira (12) que Teerã não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio. A agência de notícias iraniana Mehr diz o memorando de entendimento entre os dois países deve: Suspender as sanções dos EUA sobre o Irã; Retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país; Levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz; Interromper as hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano. Acordo após bombas Quase um mês depois da declaração de cessar-fogo, EUA e Irã voltaram a entrar em combate na região do Estreito de Ormuz nesta semana. Jornal Nacional/ Reprodução A proximidade de um acordo entre os dois países foi anunciada pelo próprio Trump na quinta-feira (12). Após anunciar uma terceira noite de ataques ao território iraniano e dizer que pretendia controlar o petróleo e o gás do país, Trump cancelou a ofensiva e afirmou ter decidido pelo cancelamento após negociadores chegarem a um consenso sobre "pontos finais" da proposta. O presidente norte-americano disse que um acordo definitivo com Teerã "talvez seja assinado no fim de semana". A assinatura "provavelmente" ocorreria na Europa e contaria com a presença de seu vice, JD Vance, segundo Trump. Trump disse que o "memorando de entendimento" já foi aprovado "por todo mundo no Irã", inclusive o líder supremo do país, e que é um ótimo acordo, "pois o Irã jamais terá uma arma nuclear". Minutos após a fala de Trump, no entanto, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo. "Nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado", afirmou a agência estatal Fars. Novos ataques EUA e Irã retomam ataques no Golfo Pérsico As indicações de um acordo ocorrem após Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob cessar-fogo. A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças dos EUA durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar. Na mesma noite, os EUA bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a uma base norte-americana no Bahrein. Na quarta-feira (10), os EUA fizeram um novo ataque, respondido por Teerã com mísseis lançados novamente a países do Golfo Pérsico. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disse que a escalada complicou ainda mais as conversas por um acordo de paz, além de tornar o cessar-fogo atualmente em vigor "sem sentido". Agora no g1

Jun 12, 2026 - 12:30
 0  0
Irã diz que acordo de paz com os EUA 'nunca esteve tão próximo'

Irã: ainda não há acordo de paz com os EUA O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, afirmou nesta sexta-feira (12) que um acordo entre seu país e os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio “nunca esteve tão perto”. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “O memorando de entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. Enquanto se aguarda sua finalização, os meios de comunicação devem se abster de especular sobre seu conteúdo”, e “todos os detalhes” serão comunicados “no momento oportuno”, escreveu Araqchi no X. Pouco antes da fala do chanceler iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de divulgar uma versão falsa do plano de paz por meio da mídia norte-americana, com termos que “não têm nada a ver” com o que foi acordado “por escrito”. Trump chamou o governo iraniano de "pessoas muito desonrosas para se negociar". "Com eles, não existe negociação de boa fé. INCRÍVEL!" É melhor eles se organizarem, e RÁPIDO!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social. ➡️ Na quinta-feira (11), Trump anunciou que, após dois dias de bombardeios mútuos, EUA e Irã haviam chegado a um consenso e deveriam assinar um acordo de paz ainda neste fim de semana na Europa. O Irã respondeu que ainda não havia batido o martelo para um acordo. Nesta sexta, o presidente norte-americano disse também que os detalhes do acordo divulgados pela imprensa norte-americana são falsos. Mais cedo, a rede de TV CNN Internacional afirmou, com base em fontes do regime iraniano, que o memorando entre as duas partes prevê que: Haja um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano; O Estreito do Ormuz seja rebaerto imediatamente. O Irã não cobraria taxas a embarcações, e o tráfico local voltaria aos níveis pré-guerra em 30 dias; Os EUA também levantem o bloqueio naval que seus navios fazem na entrada de Ormuz; Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente; O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear. Já a agência de notícias Reuters ouviu de uma fonte do governo norte-americano que o acordo prevê que: O Estreito de Ormuz será reaberto; O programa nuclear iraniano será desmantelado; O Irã não receberá dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo. Já a imprensa estatal iraniana divulgou nesta sexta-feira (12) que Teerã não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio. A agência de notícias iraniana Mehr diz o memorando de entendimento entre os dois países deve: Suspender as sanções dos EUA sobre o Irã; Retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país; Levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz; Interromper as hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano. Acordo após bombas Quase um mês depois da declaração de cessar-fogo, EUA e Irã voltaram a entrar em combate na região do Estreito de Ormuz nesta semana. Jornal Nacional/ Reprodução A proximidade de um acordo entre os dois países foi anunciada pelo próprio Trump na quinta-feira (12). Após anunciar uma terceira noite de ataques ao território iraniano e dizer que pretendia controlar o petróleo e o gás do país, Trump cancelou a ofensiva e afirmou ter decidido pelo cancelamento após negociadores chegarem a um consenso sobre "pontos finais" da proposta. O presidente norte-americano disse que um acordo definitivo com Teerã "talvez seja assinado no fim de semana". A assinatura "provavelmente" ocorreria na Europa e contaria com a presença de seu vice, JD Vance, segundo Trump. Trump disse que o "memorando de entendimento" já foi aprovado "por todo mundo no Irã", inclusive o líder supremo do país, e que é um ótimo acordo, "pois o Irã jamais terá uma arma nuclear". Minutos após a fala de Trump, no entanto, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo. "Nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado", afirmou a agência estatal Fars. Novos ataques EUA e Irã retomam ataques no Golfo Pérsico As indicações de um acordo ocorrem após Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob cessar-fogo. A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças dos EUA durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar. Na mesma noite, os EUA bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a uma base norte-americana no Bahrein. Na quarta-feira (10), os EUA fizeram um novo ataque, respondido por Teerã com mísseis lançados novamente a países do Golfo Pérsico. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disse que a escalada complicou ainda mais as conversas por um acordo de paz, além de tornar o cessar-fogo atualmente em vigor "sem sentido". Agora no g1

What's Your Reaction?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow

tibauemacao. Eu sou a senhora Rosa Alves este e o nosso Web Portal Noticias Atualizadas Diariamente