Irã e Estados Unidos endurecem posições na guerra enquanto Teerã continua com controle do Estreito de Ormuz
Infográfico mostra Estreito de Ormuz TV Globo/Reprodução O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo afirmou que o Irã está cobrando taxas para que navios atravessem o Estreito de Ormuz com segurança. Ele deu a declaração durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (26), em Riad, na Arábia Saudita. Jasem Mohamed al-Budaiwi é o primeiro alto funcionário a acusar o Irã de cobrar pela passagem na região, a estreita saída do Golfo Pérsico por onde já passou cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Acompanhe em TEMPO REAL as notícias sobre a guerra no Oriente Médio Al-Budaiwi lidera o bloco formado por seis países árabes do Golfo: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Especialistas do setor dizem que algumas embarcações estariam pagando em yuan chinês para passar pela rota, por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo em tempos de paz. Enquanto isso, Irã e Estados Unidos endureceram suas posições na guerra, enquanto uma tentativa diplomática de cessar-fogo dá sinais de enfraquecimento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com controle rígido sobre o tráfego no Estreito de Ormuz — que liga o Golfo Pérsico ao oceano aberto — o Irã tem bloqueado embarcações que considera ligadas aos esforços de guerra dos EUA e de Israel, permitindo a passagem limitada de outras. Jasem Mohamed al-Budaiwi, do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), acusou o Irã de cobrar pela travessia segura — sendo o primeiro alto funcionário a fazer essa denúncia. O GCC reúne seis países: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. As agências iranianas Fars e Tasnim, próximas à Guarda Revolucionária, citaram o parlamentar Mohammadreza Rezaei Kouchi afirmando que o Parlamento trabalha para formalizar a cobrança de taxas de passagem. “Nós garantimos a segurança, e é natural que navios e petroleiros paguem essas taxas”, disse. A consultoria Lloyd’s List Intelligence classificou o modelo como um “regime de pedágio de fato”. Segundo a empresa, as embarcações precisam fornecer manifestos de carga, dados da tripulação e destino às forças iranianas para análise de sanções, verificação de alinhamento de cargas — atualmente priorizando petróleo — e uma espécie de triagem geopolítica. “Nem todos os navios estão pagando uma taxa direta, mas pelo menos dois já pagaram, com valores quitados em yuan”, informou a Lloyd’s List, em referência à moeda chinesa. O controle iraniano sobre o estreito e os ataques contínuos à infraestrutura energética do Golfo elevaram fortemente os preços do petróleo e aumentaram temores de uma crise global de energia. O barril do tipo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 104 na manhã de quinta-feira, alta de mais de 40% desde o início da guerra. “Para deixar absolutamente claro: esta guerra é uma catástrofe para as economias do mundo”, afirmou o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, durante visita à Austrália.

Infográfico mostra Estreito de Ormuz TV Globo/Reprodução O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo afirmou que o Irã está cobrando taxas para que navios atravessem o Estreito de Ormuz com segurança. Ele deu a declaração durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (26), em Riad, na Arábia Saudita. Jasem Mohamed al-Budaiwi é o primeiro alto funcionário a acusar o Irã de cobrar pela passagem na região, a estreita saída do Golfo Pérsico por onde já passou cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Acompanhe em TEMPO REAL as notícias sobre a guerra no Oriente Médio Al-Budaiwi lidera o bloco formado por seis países árabes do Golfo: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Especialistas do setor dizem que algumas embarcações estariam pagando em yuan chinês para passar pela rota, por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo em tempos de paz. Enquanto isso, Irã e Estados Unidos endureceram suas posições na guerra, enquanto uma tentativa diplomática de cessar-fogo dá sinais de enfraquecimento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com controle rígido sobre o tráfego no Estreito de Ormuz — que liga o Golfo Pérsico ao oceano aberto — o Irã tem bloqueado embarcações que considera ligadas aos esforços de guerra dos EUA e de Israel, permitindo a passagem limitada de outras. Jasem Mohamed al-Budaiwi, do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), acusou o Irã de cobrar pela travessia segura — sendo o primeiro alto funcionário a fazer essa denúncia. O GCC reúne seis países: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. As agências iranianas Fars e Tasnim, próximas à Guarda Revolucionária, citaram o parlamentar Mohammadreza Rezaei Kouchi afirmando que o Parlamento trabalha para formalizar a cobrança de taxas de passagem. “Nós garantimos a segurança, e é natural que navios e petroleiros paguem essas taxas”, disse. A consultoria Lloyd’s List Intelligence classificou o modelo como um “regime de pedágio de fato”. Segundo a empresa, as embarcações precisam fornecer manifestos de carga, dados da tripulação e destino às forças iranianas para análise de sanções, verificação de alinhamento de cargas — atualmente priorizando petróleo — e uma espécie de triagem geopolítica. “Nem todos os navios estão pagando uma taxa direta, mas pelo menos dois já pagaram, com valores quitados em yuan”, informou a Lloyd’s List, em referência à moeda chinesa. O controle iraniano sobre o estreito e os ataques contínuos à infraestrutura energética do Golfo elevaram fortemente os preços do petróleo e aumentaram temores de uma crise global de energia. O barril do tipo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 104 na manhã de quinta-feira, alta de mais de 40% desde o início da guerra. “Para deixar absolutamente claro: esta guerra é uma catástrofe para as economias do mundo”, afirmou o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, durante visita à Austrália.
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