Irã executa primeiros condenados por protestos de janeiro
Carros são incendiados durante protesto em Teerã, capital do Irã, no dia 8 de janeiro de 2026 West Asia News Agency/Reuters O Irã anunciou nesta quinta-feira (19) as três primeiras execuções de presos condenados por participação nos protestos de massa contra o regime dos aiatolás que tomaram o país janeiro. Eles eram acusados de envolvimento na morte de dois agentes de segurança. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Os três condenados foram enforcados na cidade de Qom após serem declarados culpados de assassinato e de realizar ações operacionais em favor de Israel e dos Estados Unidos", informou a agência Mizan, do Poder Judiciário iraniano. Os executados foram identificados como Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeid Davudi e sentenciados à morte pelo crime de moharebeh, algo como "inimizade contra Deus", um conceito legal usado pela Justiça iraniana para punir delitos contra a segurança pública, o islã e espionagem. A Justiça afirma que eles teriam atacado os agentes com armas brancas e que confessaram os fatos durante as diferentes fases do processo judicial. Segundo a Mizan, as execuções ocorreram depois que o Supremo Tribunal confirmou as sentenças e após "a conclusão dos procedimentos legais, na presença de advogados de defesa". Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ Os protestos de janeiro, que pediam o fim da República Islâmica, foram sufocados após uma repressão brutal que causou a morte de 3.117 pessoas, segundo o balanço oficial. Já organizações de direitos humanos como a HRANA, sediada nos EUA, tenham estimado o número em mais de 7.000. Cerca de 53.000 manifestantes foram detidos. Os confrontos durante as manifestações alimentaram as justificativas dos Estados Unidos para desencadear a guerra contra Teerã. Washington pressionava o país para reverter a pena de morte em casos relacionados aos protestos. Em janeiro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, chegou a indicar que 800 execuções que estavam agendadas foram suspensas devido à diplomacia americana. Somente durante 2025, o Irã executou 1.500 pessoas, segundo dados da ONU, um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Cidadão sueco acusado de espionagem Na quarta-feira, a ministra do Exterior da Suécia, Maria Malmer Stenergard, confirmou que um cidadão sueco também foi executado pelo regime iraniano, acusado de espionagem a serviço de Israel. O Irã afirma que ele foi preso durante a guerra de junho do ano passado, e teria se encontrado com agentes israelenses e recebido treinamento em "seis países europeus e em Tel Aviv". Esta foi a primeira execução anunciada publicamente desde os ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro. Segundo Stenergard, o acusado se tornou cidadão sueco em 2019, e o país tentou intervir "em todos os níveis possíveis", tanto na capital sueca quanto em Teerã. O Irã recusou o acesso consular alegando que não reconhecia o homem como cidadão sueco.

Carros são incendiados durante protesto em Teerã, capital do Irã, no dia 8 de janeiro de 2026 West Asia News Agency/Reuters O Irã anunciou nesta quinta-feira (19) as três primeiras execuções de presos condenados por participação nos protestos de massa contra o regime dos aiatolás que tomaram o país janeiro. Eles eram acusados de envolvimento na morte de dois agentes de segurança. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Os três condenados foram enforcados na cidade de Qom após serem declarados culpados de assassinato e de realizar ações operacionais em favor de Israel e dos Estados Unidos", informou a agência Mizan, do Poder Judiciário iraniano. Os executados foram identificados como Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeid Davudi e sentenciados à morte pelo crime de moharebeh, algo como "inimizade contra Deus", um conceito legal usado pela Justiça iraniana para punir delitos contra a segurança pública, o islã e espionagem. A Justiça afirma que eles teriam atacado os agentes com armas brancas e que confessaram os fatos durante as diferentes fases do processo judicial. Segundo a Mizan, as execuções ocorreram depois que o Supremo Tribunal confirmou as sentenças e após "a conclusão dos procedimentos legais, na presença de advogados de defesa". Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ Os protestos de janeiro, que pediam o fim da República Islâmica, foram sufocados após uma repressão brutal que causou a morte de 3.117 pessoas, segundo o balanço oficial. Já organizações de direitos humanos como a HRANA, sediada nos EUA, tenham estimado o número em mais de 7.000. Cerca de 53.000 manifestantes foram detidos. Os confrontos durante as manifestações alimentaram as justificativas dos Estados Unidos para desencadear a guerra contra Teerã. Washington pressionava o país para reverter a pena de morte em casos relacionados aos protestos. Em janeiro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, chegou a indicar que 800 execuções que estavam agendadas foram suspensas devido à diplomacia americana. Somente durante 2025, o Irã executou 1.500 pessoas, segundo dados da ONU, um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Cidadão sueco acusado de espionagem Na quarta-feira, a ministra do Exterior da Suécia, Maria Malmer Stenergard, confirmou que um cidadão sueco também foi executado pelo regime iraniano, acusado de espionagem a serviço de Israel. O Irã afirma que ele foi preso durante a guerra de junho do ano passado, e teria se encontrado com agentes israelenses e recebido treinamento em "seis países europeus e em Tel Aviv". Esta foi a primeira execução anunciada publicamente desde os ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro. Segundo Stenergard, o acusado se tornou cidadão sueco em 2019, e o país tentou intervir "em todos os níveis possíveis", tanto na capital sueca quanto em Teerã. O Irã recusou o acesso consular alegando que não reconhecia o homem como cidadão sueco.
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