Irã nega conversas com EUA e diz que Trump recuou após ameaças de Teerã, dizem agências iranianas

Trump anuncia trégua de 5 dias com o Irã após 'conversas muito boas' sobre fim da guerra Agências de notícias estatais do Irã negaram nesta segunda-feira (23), com base em fontes do governo iraniano, que haja diálogo em curso entre Washington e Teerã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma trégua de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã e afirmou ter tido "conversas muito boas" no fim de semana com lideranças iranianas. A agência de notícias iraniana Fars, estatal da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos EUA. Com base em fontes do governo iraniano, a Fars disse também que Trump recuou após ouvir as ameaças do Irã de atacar estações energéticas no Golfo; A Tasmin, outra agência estatal iraniana, também desmentiu a fala de Trump, com base em fontes do governo do Irã. "Não houve negociações e não haverá, e com esse tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz retornará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia", disse a Tasmim; Segundo a agência de notícias Mehr, o ministro das Relações Exteriores do Irã disse que a declaração de Trump é uma tentativa de fazer com que os preços do petróleo e gás, que dispararam após a guerra, voltem a cair. A agência Irna, também citando o chanceler iraniano, afirmou que não houve conversas do Irã com os Estados Unidos. 'Eles ligaram', diz Trump Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos, em 23 de março de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque Diante da posição reportada pelas agências iranianas, Donald Trump reafirmou que houve conversas e disse achar que há problemas de comunicação interna no governo iraniano. "Eles que (nos) ligaram, eu não liguei (para eles)", disse Trump ao ser questionado por jornalistas nesta segunda. ➡️ Em post na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que, por isso, ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou. A declaração ocorre um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar "completamente" o Estreito de Ormuz, e atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases americanas em toda a região do Golfo. Foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) falou em “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo limite venceria por volta das 19h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira. Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas. Trump dá ultimato para o regime dos aiatolás reabrir o estreito de Ormuz. Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana disse também que, em caso de ataque a essas instalações iranianas, eles irão: "Destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana; Considerar como “alvos legítimos” instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA. Antes da fala da Guarda Revolucionária, o governo iraniano já havia reagido por meio de outras autoridades à ameaça de Trump. Navio atravessa o Estreito de Ormuz em 19 de março de 2026 AP O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse nas redes sociais que o país irá "destruir de forma irreversível" infraestruturas críticas e instalações de energia no Oriente Médio. As Forças Armadas iranianas também afirmaram que o eventual indicado por Trump resultará em represálias contra todas as infraestruturas de energia pertencentes aos EUA na região serão alvo de uma eventual resposta de Teerã. A reação menos inflamatória foi do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), a agência marítima da ONU. Ali Mousavi afirmou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos "inimigos do Irã" e que o Irã quer contribuir para a passagem segura das demais embarcações.

Mar 23, 2026 - 13:00
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Irã nega conversas com EUA e diz que Trump recuou após ameaças de Teerã, dizem agências iranianas

Trump anuncia trégua de 5 dias com o Irã após 'conversas muito boas' sobre fim da guerra Agências de notícias estatais do Irã negaram nesta segunda-feira (23), com base em fontes do governo iraniano, que haja diálogo em curso entre Washington e Teerã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma trégua de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã e afirmou ter tido "conversas muito boas" no fim de semana com lideranças iranianas. A agência de notícias iraniana Fars, estatal da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos EUA. Com base em fontes do governo iraniano, a Fars disse também que Trump recuou após ouvir as ameaças do Irã de atacar estações energéticas no Golfo; A Tasmin, outra agência estatal iraniana, também desmentiu a fala de Trump, com base em fontes do governo do Irã. "Não houve negociações e não haverá, e com esse tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz retornará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia", disse a Tasmim; Segundo a agência de notícias Mehr, o ministro das Relações Exteriores do Irã disse que a declaração de Trump é uma tentativa de fazer com que os preços do petróleo e gás, que dispararam após a guerra, voltem a cair. A agência Irna, também citando o chanceler iraniano, afirmou que não houve conversas do Irã com os Estados Unidos. 'Eles ligaram', diz Trump Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos, em 23 de março de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque Diante da posição reportada pelas agências iranianas, Donald Trump reafirmou que houve conversas e disse achar que há problemas de comunicação interna no governo iraniano. "Eles que (nos) ligaram, eu não liguei (para eles)", disse Trump ao ser questionado por jornalistas nesta segunda. ➡️ Em post na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que, por isso, ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou. A declaração ocorre um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar "completamente" o Estreito de Ormuz, e atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases americanas em toda a região do Golfo. Foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) falou em “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo limite venceria por volta das 19h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira. Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas. Trump dá ultimato para o regime dos aiatolás reabrir o estreito de Ormuz. Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana disse também que, em caso de ataque a essas instalações iranianas, eles irão: "Destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana; Considerar como “alvos legítimos” instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA. Antes da fala da Guarda Revolucionária, o governo iraniano já havia reagido por meio de outras autoridades à ameaça de Trump. Navio atravessa o Estreito de Ormuz em 19 de março de 2026 AP O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse nas redes sociais que o país irá "destruir de forma irreversível" infraestruturas críticas e instalações de energia no Oriente Médio. As Forças Armadas iranianas também afirmaram que o eventual indicado por Trump resultará em represálias contra todas as infraestruturas de energia pertencentes aos EUA na região serão alvo de uma eventual resposta de Teerã. A reação menos inflamatória foi do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), a agência marítima da ONU. Ali Mousavi afirmou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos "inimigos do Irã" e que o Irã quer contribuir para a passagem segura das demais embarcações.

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