Irã usou satélite espião chinês para atacar bases dos EUA no Oriente Médio, diz jornal; China nega

Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã AFP O Irã utilizou de um satélite espião chinês para atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio durante a guerra travada entre os dois países, revelou nesta quarta-feira (15) o jornal britânico "Financial Times". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o jornal, Teerã comprou o satélite TEE-01B em um acordo secreto em 2024, e imagens capturadas pelo equipamento chinês ajudaram o país a realizar ataques contra as bases norte-americanas. O satélite foi construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co e foi adquirido pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana após ser colocado em órbita a partir da China, segundo a reportagem, que cita documentos militares iranianos vazados. O Ministério das Relações Exteriores da China negou nesta quarta-feira as informações reveladas pelo FT. A pasta disse que "não é verdade" que o Irã tenha utilizado um satélite chinês na guerra. A embaixada chinesa em Washington disse em comunicado ao jornal que o país “se opõe firmemente a que partes relevantes difundam desinformação especulativa e insinuante contra a China”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio foram alvo de ataques retaliatórios iranianos em meio à guerra que os dois países travam desde 28 de fevereiro. Centenas de mísseis e drones foram disparados contra as instalações, que foram em grande parte evacuadas antes do conflito para minimizar as baixas de soldados norte-americanos. Comandantes militares iranianos teriam direcionado o satélite para monitorar as instalações militares dos EUA, de acordo com o jornal, que menciona listas de coordenadas com marcação de tempo, imagens de satélite e análises orbitais. As imagens teriam sido capturadas em março, antes e depois de ataques com drones e mísseis contra esses locais, segundo o FT. O satélite capturou imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, nos dias 13, 14 e 15 de março, segundo o FT. Em 14 de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que aeronaves dos EUA na base haviam sido atingidas. Como parte do acordo com a China, a Guarda Revolucionária iraniana recebeu acesso a estações terrestres comerciais operadas pela Emposat, uma provedora de controle e dados de satélite sediada em Pequim, com uma rede que se estende pela Ásia, América Latina e outras regiões, ainda de acordo com a reportagem. Assim como a Rússia, a China é um dos maiores aliados do regime iraniano. O governo Trump não se manifestou de forma oficial sobre a revelação do FT até a última atualização desta reportagem. No entanto, Trump disse no fim de semana que a China enfrentaria “grandes problemas” e até tarifas adicionais se fornecesse ajuda militar e sistemas de defesa aérea ao Irã. Pequim prometeu responder com medidas próprias caso isso acontecesse.

abril 15, 2026 - 09:00
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Irã usou satélite espião chinês para atacar bases dos EUA no Oriente Médio, diz jornal; China nega

Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã AFP O Irã utilizou de um satélite espião chinês para atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio durante a guerra travada entre os dois países, revelou nesta quarta-feira (15) o jornal britânico "Financial Times". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o jornal, Teerã comprou o satélite TEE-01B em um acordo secreto em 2024, e imagens capturadas pelo equipamento chinês ajudaram o país a realizar ataques contra as bases norte-americanas. O satélite foi construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co e foi adquirido pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana após ser colocado em órbita a partir da China, segundo a reportagem, que cita documentos militares iranianos vazados. O Ministério das Relações Exteriores da China negou nesta quarta-feira as informações reveladas pelo FT. A pasta disse que "não é verdade" que o Irã tenha utilizado um satélite chinês na guerra. A embaixada chinesa em Washington disse em comunicado ao jornal que o país “se opõe firmemente a que partes relevantes difundam desinformação especulativa e insinuante contra a China”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio foram alvo de ataques retaliatórios iranianos em meio à guerra que os dois países travam desde 28 de fevereiro. Centenas de mísseis e drones foram disparados contra as instalações, que foram em grande parte evacuadas antes do conflito para minimizar as baixas de soldados norte-americanos. Comandantes militares iranianos teriam direcionado o satélite para monitorar as instalações militares dos EUA, de acordo com o jornal, que menciona listas de coordenadas com marcação de tempo, imagens de satélite e análises orbitais. As imagens teriam sido capturadas em março, antes e depois de ataques com drones e mísseis contra esses locais, segundo o FT. O satélite capturou imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, nos dias 13, 14 e 15 de março, segundo o FT. Em 14 de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que aeronaves dos EUA na base haviam sido atingidas. Como parte do acordo com a China, a Guarda Revolucionária iraniana recebeu acesso a estações terrestres comerciais operadas pela Emposat, uma provedora de controle e dados de satélite sediada em Pequim, com uma rede que se estende pela Ásia, América Latina e outras regiões, ainda de acordo com a reportagem. Assim como a Rússia, a China é um dos maiores aliados do regime iraniano. O governo Trump não se manifestou de forma oficial sobre a revelação do FT até a última atualização desta reportagem. No entanto, Trump disse no fim de semana que a China enfrentaria “grandes problemas” e até tarifas adicionais se fornecesse ajuda militar e sistemas de defesa aérea ao Irã. Pequim prometeu responder com medidas próprias caso isso acontecesse.

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