Israel diz que atacou instalações do governo da Síria após acusar ataques contra população drusa
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém, na quinta-feira, 19 de março de 2026. Ronen Zvulun, Pool Photo via AP O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira (20) que bombardeou, durante a noite, instalações do governo sírio em resposta a ataques contra civis drusos no sul da Síria. Esta foi a primeira vez que Israel atacou a Síria desde o início da guerra no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Exército israelense, um centro de comando e complexos militares no sul da Síria foram alvejados pelo ataque aéreo. O ataque seria uma retaliação a supostos ataques do governo de Ahmed Al-Shaara a população drusa. "As FDI não tolerarão danos à população drusa na Síria e continuarão a atuar para defendê-la", afirmou o Exército israelense em comunicado. Esta é a primeira vez que Israel bombardeia a Síria desde o início da guerra no Oriente Médio, conflito que vem se expandindo para além do eixo inicial EUA-Israel-Irã. Outro eixo em evidência nos últimos dias, por exemplo, é Israel contra o Hezbollah no Líbano. Irã contra-ataca e intensifica ataques a instalações de energia no Golfo Pérsico Os ataques israelenses à Síria, no entanto, já ocorreram outras vezes ao longo dos últimos meses, também utilizando como pretexto os drusos, que são uma minoria étnica protegida por Israel. A agência estatal síria Sana não havia reconhecido o ataque israelense até a última atualização desta reportagem. Israel tem uma população drusa significativa e já interveio anteriormente em defesa desse grupo na Síria, realizando dezenas de ataques aéreos contra comboios de forças do governo e até atingindo o Ministério da Defesa sírio em Damasco. Os drusos são um grupo religioso árabe que pertence à fé drusa, uma religião abraâmica, monoteísta e sincrética. Vivem principalmente no Líbano, em Israel, na Síria, na Turquia e na Jordânia. Atualização geral do conflito Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em Kuwait, uma refinaria de petróleo foi atacada por drones iranianos na madrugada de sexta-feira, provocando um incêndio. A instalação de Mina Al-Ahmadi, capaz de processar cerca de 730 mil barris por dia, já havia sido atingida no dia anterior. O Irã intensificou ataques contra instalações energéticas no Golfo após Israel bombardear o campo de gás South Pars — o maior do mundo — no Golfo Pérsico. Explosões também foram registradas em Dubai, enquanto defesas aéreas interceptavam projéteis. No Bahrein, estilhaços provocaram incêndio em um armazém, e a Arábia Saudita afirmou ter derrubado vários drones. Risco de crise energética global O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — aumentou o temor de uma crise global de energia. O petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 119 por barril e seguia em alta, refletindo a escalada do conflito iniciado em 28 de fevereiro. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel suspenderia novos ataques ao campo de gás iraniano a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump. Ataques e vítimas Sirenes voltaram a soar em Jerusalém e no norte de Israel, enquanto explosões foram ouvidas em Teerã durante o feriado de Nowruz. Até agora: Mais de 1.300 pessoas morreram no Irã Cerca de 1 milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano 15 mortos em Israel por ataques iranianos 13 militares dos EUA mortos Ações nos Emirados Árabes Unidos Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter desmantelado uma suposta rede “terrorista” ligada ao Hezbollah e ao Irã. Cinco homens foram presos sob acusação de lavagem de dinheiro e de atuar sob cobertura comercial falsa para ameaçar a estabilidade financeira do país.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém, na quinta-feira, 19 de março de 2026. Ronen Zvulun, Pool Photo via AP O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira (20) que bombardeou, durante a noite, instalações do governo sírio em resposta a ataques contra civis drusos no sul da Síria. Esta foi a primeira vez que Israel atacou a Síria desde o início da guerra no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Exército israelense, um centro de comando e complexos militares no sul da Síria foram alvejados pelo ataque aéreo. O ataque seria uma retaliação a supostos ataques do governo de Ahmed Al-Shaara a população drusa. "As FDI não tolerarão danos à população drusa na Síria e continuarão a atuar para defendê-la", afirmou o Exército israelense em comunicado. Esta é a primeira vez que Israel bombardeia a Síria desde o início da guerra no Oriente Médio, conflito que vem se expandindo para além do eixo inicial EUA-Israel-Irã. Outro eixo em evidência nos últimos dias, por exemplo, é Israel contra o Hezbollah no Líbano. Irã contra-ataca e intensifica ataques a instalações de energia no Golfo Pérsico Os ataques israelenses à Síria, no entanto, já ocorreram outras vezes ao longo dos últimos meses, também utilizando como pretexto os drusos, que são uma minoria étnica protegida por Israel. A agência estatal síria Sana não havia reconhecido o ataque israelense até a última atualização desta reportagem. Israel tem uma população drusa significativa e já interveio anteriormente em defesa desse grupo na Síria, realizando dezenas de ataques aéreos contra comboios de forças do governo e até atingindo o Ministério da Defesa sírio em Damasco. Os drusos são um grupo religioso árabe que pertence à fé drusa, uma religião abraâmica, monoteísta e sincrética. Vivem principalmente no Líbano, em Israel, na Síria, na Turquia e na Jordânia. Atualização geral do conflito Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em Kuwait, uma refinaria de petróleo foi atacada por drones iranianos na madrugada de sexta-feira, provocando um incêndio. A instalação de Mina Al-Ahmadi, capaz de processar cerca de 730 mil barris por dia, já havia sido atingida no dia anterior. O Irã intensificou ataques contra instalações energéticas no Golfo após Israel bombardear o campo de gás South Pars — o maior do mundo — no Golfo Pérsico. Explosões também foram registradas em Dubai, enquanto defesas aéreas interceptavam projéteis. No Bahrein, estilhaços provocaram incêndio em um armazém, e a Arábia Saudita afirmou ter derrubado vários drones. Risco de crise energética global O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — aumentou o temor de uma crise global de energia. O petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 119 por barril e seguia em alta, refletindo a escalada do conflito iniciado em 28 de fevereiro. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel suspenderia novos ataques ao campo de gás iraniano a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump. Ataques e vítimas Sirenes voltaram a soar em Jerusalém e no norte de Israel, enquanto explosões foram ouvidas em Teerã durante o feriado de Nowruz. Até agora: Mais de 1.300 pessoas morreram no Irã Cerca de 1 milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano 15 mortos em Israel por ataques iranianos 13 militares dos EUA mortos Ações nos Emirados Árabes Unidos Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter desmantelado uma suposta rede “terrorista” ligada ao Hezbollah e ao Irã. Cinco homens foram presos sob acusação de lavagem de dinheiro e de atuar sob cobertura comercial falsa para ameaçar a estabilidade financeira do país.
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