Juiz rejeita ação de Trump que pedia US$ 10 bilhões por reportagem sobre ligação com Epstein
O presidente dos EUA, Donald Trump, faz um gesto ao desembarcar do Marine One na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 10 de abril de 2026 JIM WATSON / AFP Um juiz dos EUA rejeitou nesta segunda-feira (13) o processo de US$ 10 bilhões por difamação movido pelo presidente Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal e Rupert Murdoch, relacionado a uma reportagem sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. O juiz Darrin P. Gayles, na Flórida, escreveu na decisão que Trump não conseguiu demonstrar que o artigo foi publicado com intenção maliciosa, mas deu ao presidente a oportunidade de apresentar uma versão revisada da ação. Em uma publicação nas redes sociais algumas horas após a decisão, Trump afirmou que a medida “não é um encerramento”, mas sim uma “sugestão de reapresentação” de seu “caso poderoso”, o que, segundo ele, será feito “até 27 de abril”. Trump pede que Justiça americana divulgue mais informações sobre caso Epstein Trump entrou com o processo em julho, cumprindo uma promessa de processar o jornal quase imediatamente após a publicação de uma reportagem que voltou a destacar sua relação, já amplamente documentada, com Epstein. A reportagem descrevia uma carta de teor sexual sugestivo que, segundo o jornal, teria a assinatura de Trump e fazia parte de um álbum de 2003 preparado para o aniversário de 50 anos de Epstein. A carta foi posteriormente tornada pública pelo Congresso, que intimou os registros do espólio de Epstein. Trump negou ter escrito o documento, classificando a reportagem como “falsa, maliciosa e difamatória”. Advogados do jornal e de Murdoch pediram ao juíz que considerasse que as afirmações da reportagem eram verdadeiras e, portanto, não poderiam ser consideradas difamatórias. No entanto, o juiz escreveu que “se o presidente Trump foi o autor da carta ou amigo de Epstein são questões de fato que não podem ser determinadas neste estágio do processo”. A decisão representa mais um revés para os esforços do governo Trump de lidar com as repercussões da divulgação dos arquivos de Epstein e com as tentativas do presidente de usar o sistema judicial para conter reportagens que considera críticas. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Um porta-voz da Dow Jones, empresa que publica o jornal, afirmou que a organização ficou “satisfeita” com a decisão do juiz e acrescentou: “Mantemos nossa confiança na confiabilidade, no rigor e na precisão das reportagens do Wall Street Journal.”

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz um gesto ao desembarcar do Marine One na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 10 de abril de 2026 JIM WATSON / AFP Um juiz dos EUA rejeitou nesta segunda-feira (13) o processo de US$ 10 bilhões por difamação movido pelo presidente Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal e Rupert Murdoch, relacionado a uma reportagem sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. O juiz Darrin P. Gayles, na Flórida, escreveu na decisão que Trump não conseguiu demonstrar que o artigo foi publicado com intenção maliciosa, mas deu ao presidente a oportunidade de apresentar uma versão revisada da ação. Em uma publicação nas redes sociais algumas horas após a decisão, Trump afirmou que a medida “não é um encerramento”, mas sim uma “sugestão de reapresentação” de seu “caso poderoso”, o que, segundo ele, será feito “até 27 de abril”. Trump pede que Justiça americana divulgue mais informações sobre caso Epstein Trump entrou com o processo em julho, cumprindo uma promessa de processar o jornal quase imediatamente após a publicação de uma reportagem que voltou a destacar sua relação, já amplamente documentada, com Epstein. A reportagem descrevia uma carta de teor sexual sugestivo que, segundo o jornal, teria a assinatura de Trump e fazia parte de um álbum de 2003 preparado para o aniversário de 50 anos de Epstein. A carta foi posteriormente tornada pública pelo Congresso, que intimou os registros do espólio de Epstein. Trump negou ter escrito o documento, classificando a reportagem como “falsa, maliciosa e difamatória”. Advogados do jornal e de Murdoch pediram ao juíz que considerasse que as afirmações da reportagem eram verdadeiras e, portanto, não poderiam ser consideradas difamatórias. No entanto, o juiz escreveu que “se o presidente Trump foi o autor da carta ou amigo de Epstein são questões de fato que não podem ser determinadas neste estágio do processo”. A decisão representa mais um revés para os esforços do governo Trump de lidar com as repercussões da divulgação dos arquivos de Epstein e com as tentativas do presidente de usar o sistema judicial para conter reportagens que considera críticas. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Um porta-voz da Dow Jones, empresa que publica o jornal, afirmou que a organização ficou “satisfeita” com a decisão do juiz e acrescentou: “Mantemos nossa confiança na confiabilidade, no rigor e na precisão das reportagens do Wall Street Journal.”
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