Lituânia dá primeiro passo para permitir armas nucleares; Rússia fala em 'escalada' e promete retaliar
Presidente da Rússia, Vladimir Putin (à esquerda), e primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevicius. Ramil Sitdikov/Annegret Hilse/Reuters O Parlamento da Lituânia aprovou nesta terça-feira (6), em votação preliminar, suspender uma lei que proíbe armazenar armas nucleares em seu território. A Rússia considerou o movimento lituano como uma provocação e prometeu retaliar caso a medida seja aprovada em definitivo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A medida foi aprovada pelo Parlamento lituano, com 106 votos favoráveis de 141 possíveis, mas para derrubar a lei e mudar a Constituição do país será necessária uma nova aprovação em uma segunda votação, que está marcada para 12 de janeiro. A Lituânia, que integra a Otan e faz fronteira com a Rússia, está entre os países mais ameaçados por uma eventual expansão da guerra da Ucrânia. O sentimento também é compartilhado pelos outros países bálticos, que temem uma invasão russa. O presidente lituano, Gitanas Nauseda, disse em julho que os partidos políticos haviam chegado a um acordo sobre um plano para suspender a proibição, em um sinal de como a Rússia está redefinindo os cálculos de segurança na região. Agora no g1 Ainda em julho, Nauseda disse que não havia planos imediatos para armazenar armas nucleares no país, mas que a retirada da norma permitiria que o país tomasse medidas caso a situação de segurança mudasse. Ele afirmou também que a Lituânia continuará sendo signatária do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Em resposta à medida, o Kremlin afirmou nesta terça que o movimento do governo lituano poderia levar a uma nova etapa de escalada de tensões na região e indicou um eventual posicionamento de armas nucleares dos Estados Unidos no país báltico. Por conta disso, o governo Putin afirmou que se veria forçado a tomar ações para preservar sua segurança nacional. “Se a infraestrutura militar daquele que, na prática, é o principal país da Otan (os EUA) estiver se aproximando de nossas fronteiras, então, é claro, isso não pode ser visto como outra coisa senão um passo em direção à escalada das tensões”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “O mesmo se aplica à instalação de armas nucleares no território de um Estado vizinho. Nenhum desses acontecimentos contribuirá para a estabilidade e a previsibilidade no continente europeu; pelo contrário, eles, para nosso grande pesar, representarão mais uma escalada significativa das tensões”, acrescentou Peskov. Os EUA mantêm na Lituânia um batalhão blindado de quase 1.000 militares desde 2019, em rotações alternadas, o que significa que as tropas chegam e deixam o país a cada poucos meses.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin (à esquerda), e primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevicius. Ramil Sitdikov/Annegret Hilse/Reuters O Parlamento da Lituânia aprovou nesta terça-feira (6), em votação preliminar, suspender uma lei que proíbe armazenar armas nucleares em seu território. A Rússia considerou o movimento lituano como uma provocação e prometeu retaliar caso a medida seja aprovada em definitivo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A medida foi aprovada pelo Parlamento lituano, com 106 votos favoráveis de 141 possíveis, mas para derrubar a lei e mudar a Constituição do país será necessária uma nova aprovação em uma segunda votação, que está marcada para 12 de janeiro. A Lituânia, que integra a Otan e faz fronteira com a Rússia, está entre os países mais ameaçados por uma eventual expansão da guerra da Ucrânia. O sentimento também é compartilhado pelos outros países bálticos, que temem uma invasão russa. O presidente lituano, Gitanas Nauseda, disse em julho que os partidos políticos haviam chegado a um acordo sobre um plano para suspender a proibição, em um sinal de como a Rússia está redefinindo os cálculos de segurança na região. Agora no g1 Ainda em julho, Nauseda disse que não havia planos imediatos para armazenar armas nucleares no país, mas que a retirada da norma permitiria que o país tomasse medidas caso a situação de segurança mudasse. Ele afirmou também que a Lituânia continuará sendo signatária do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Em resposta à medida, o Kremlin afirmou nesta terça que o movimento do governo lituano poderia levar a uma nova etapa de escalada de tensões na região e indicou um eventual posicionamento de armas nucleares dos Estados Unidos no país báltico. Por conta disso, o governo Putin afirmou que se veria forçado a tomar ações para preservar sua segurança nacional. “Se a infraestrutura militar daquele que, na prática, é o principal país da Otan (os EUA) estiver se aproximando de nossas fronteiras, então, é claro, isso não pode ser visto como outra coisa senão um passo em direção à escalada das tensões”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “O mesmo se aplica à instalação de armas nucleares no território de um Estado vizinho. Nenhum desses acontecimentos contribuirá para a estabilidade e a previsibilidade no continente europeu; pelo contrário, eles, para nosso grande pesar, representarão mais uma escalada significativa das tensões”, acrescentou Peskov. Os EUA mantêm na Lituânia um batalhão blindado de quase 1.000 militares desde 2019, em rotações alternadas, o que significa que as tropas chegam e deixam o país a cada poucos meses.
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