Morte nas Maldivas: missão de resgate contou com especialistas em cavernas e equipamento que 'recicla' oxigênio

Operação para recuperar mergulhadores mortos em caverna submarina ganha reforço O mergulho durou três horas e foi uma etapa importante para uma operação de resgate "tecnicamente exigente, emocionalmente desafiadora e operacionalmente complexa". Esse foi um dos detalhes divulgados nesta segunda-feira (18) pelo grupo europeu de mergulhadores de emergência Divers Alert Network (DAN), do qual fazem parte os três finlandeses que localizaram quatro corpos nas Maldivas. A equipe formada pelos mergulhadores Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist se juntou nesta segunda-feira (18) às Forças de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF), responsáveis pelas buscas no atol de Vaavu. Túneis e cavernas profundas: como é o local de 'alto risco' onde cinco italianos morreram durante mergulho ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, o atol de Vaavu fica no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros da capital Malé. A operação de busca pelos corpos foi classificada como de alto risco pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar. Uma das seis vítimas, inclusive, foi um mergulhador que participava das buscas: o sargento-major Mohamed Mahudhee, que morreu no sábado (16) após sofrer um problema de descompressão. Mergulho de alta complexidade e equipamento que ‘recicla’ oxigênio Atol onde os Italianos mergulharam. Reprodução/Google Maps O mergulho de resgate desta segunda-feira (18) começou cerca de 4h30 (no horário de Brasília) e durou cerca de três horas na caverna de Dhekunu Kandu, no atol de Vaavu, nas Maldivas. Segundo o DAN, além de localizar os corpos, os mergulhadores mapearam as condições do local para planejar uma futura operação de retirada. Segundo eles, será uma missão extremamente delicada. ➡️ Segundo o governo italiano, os turistas morreram enquanto exploravam cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade. Na região, a profundidade recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros. Para concluir a missão, a equipe usou equipamentos avançados de mergulho técnico, incluindo os chamados rebreathers de circuito fechado, um equipamento de mergulho que recicla o gás respiratório exalado pelo mergulhador. "O sistema remove o dióxido de carbono por meio de um filtro químico e repõe automaticamente o oxigênio metabolizado. Isso permite mergulhos significativamente mais longos, produção mínima de bolhas, consumo reduzido de gás e controle preciso da composição do gás respiratório.", de acordo com a DAN. Segundo o grupo, essas tecnologias permitiram que os mergulhadores realizassem um mergulho prolongado em uma caverna profunda com maior margem de segurança. Mergulhadores da equipe de resgate já participaram de missão que virou documentário Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist Reprodução/Instagram Segundo a organização europeia de mergulhadores de emergência Divers Alert Network (DAN), os três especialistas têm ampla experiência em mergulho técnico, exploração de cavernas e operações de busca e resgate em ambientes de alto risco. A equipe enviada às Maldivas inclui Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist, que participaram de uma complexa operação de recuperação de corpos em cavernas submersas na Noruega, em 2014. Na época, dois mergulhadores finlandeses morreram durante uma expedição no vale de Plura, uma das cavernas submersas mais profundas do mundo, a mais de 100 metros de profundidade. As autoridades norueguesas consideraram a recuperação arriscada demais, mas amigos das vítimas organizaram uma missão própria para retirar os corpos. A história inspirou o documentário “Diving into the Unknown” (“Mergulho no desconhecido”), lançado na Finlândia. Já Jenni Westerlund, a terceira mergulhadora finlandesa da equipe de resgate nas Maldivas é especializada em operações em cavernas e ambientes profundos. Integra equipes internacionais de exploração e resgate e participou de missões consideradas de alta complexidade.

May 18, 2026 - 13:00
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Morte nas Maldivas: missão de resgate contou com especialistas em cavernas e equipamento que 'recicla' oxigênio

Operação para recuperar mergulhadores mortos em caverna submarina ganha reforço O mergulho durou três horas e foi uma etapa importante para uma operação de resgate "tecnicamente exigente, emocionalmente desafiadora e operacionalmente complexa". Esse foi um dos detalhes divulgados nesta segunda-feira (18) pelo grupo europeu de mergulhadores de emergência Divers Alert Network (DAN), do qual fazem parte os três finlandeses que localizaram quatro corpos nas Maldivas. A equipe formada pelos mergulhadores Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist se juntou nesta segunda-feira (18) às Forças de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF), responsáveis pelas buscas no atol de Vaavu. Túneis e cavernas profundas: como é o local de 'alto risco' onde cinco italianos morreram durante mergulho ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, o atol de Vaavu fica no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros da capital Malé. A operação de busca pelos corpos foi classificada como de alto risco pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar. Uma das seis vítimas, inclusive, foi um mergulhador que participava das buscas: o sargento-major Mohamed Mahudhee, que morreu no sábado (16) após sofrer um problema de descompressão. Mergulho de alta complexidade e equipamento que ‘recicla’ oxigênio Atol onde os Italianos mergulharam. Reprodução/Google Maps O mergulho de resgate desta segunda-feira (18) começou cerca de 4h30 (no horário de Brasília) e durou cerca de três horas na caverna de Dhekunu Kandu, no atol de Vaavu, nas Maldivas. Segundo o DAN, além de localizar os corpos, os mergulhadores mapearam as condições do local para planejar uma futura operação de retirada. Segundo eles, será uma missão extremamente delicada. ➡️ Segundo o governo italiano, os turistas morreram enquanto exploravam cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade. Na região, a profundidade recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros. Para concluir a missão, a equipe usou equipamentos avançados de mergulho técnico, incluindo os chamados rebreathers de circuito fechado, um equipamento de mergulho que recicla o gás respiratório exalado pelo mergulhador. "O sistema remove o dióxido de carbono por meio de um filtro químico e repõe automaticamente o oxigênio metabolizado. Isso permite mergulhos significativamente mais longos, produção mínima de bolhas, consumo reduzido de gás e controle preciso da composição do gás respiratório.", de acordo com a DAN. Segundo o grupo, essas tecnologias permitiram que os mergulhadores realizassem um mergulho prolongado em uma caverna profunda com maior margem de segurança. Mergulhadores da equipe de resgate já participaram de missão que virou documentário Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist Reprodução/Instagram Segundo a organização europeia de mergulhadores de emergência Divers Alert Network (DAN), os três especialistas têm ampla experiência em mergulho técnico, exploração de cavernas e operações de busca e resgate em ambientes de alto risco. A equipe enviada às Maldivas inclui Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist, que participaram de uma complexa operação de recuperação de corpos em cavernas submersas na Noruega, em 2014. Na época, dois mergulhadores finlandeses morreram durante uma expedição no vale de Plura, uma das cavernas submersas mais profundas do mundo, a mais de 100 metros de profundidade. As autoridades norueguesas consideraram a recuperação arriscada demais, mas amigos das vítimas organizaram uma missão própria para retirar os corpos. A história inspirou o documentário “Diving into the Unknown” (“Mergulho no desconhecido”), lançado na Finlândia. Já Jenni Westerlund, a terceira mergulhadora finlandesa da equipe de resgate nas Maldivas é especializada em operações em cavernas e ambientes profundos. Integra equipes internacionais de exploração e resgate e participou de missões consideradas de alta complexidade.

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