Museus de Paris fecham em meio à promessa de novos protestos
Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher Os principais museus de Paris fecharam neste sábado (24) devido às novas manifestações previstas para este sábado (24) em várias cidades do país. O Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais — onde está em cartaz uma importante exposição de Cézanne —, entre outros, decidiram fechar aos turistas. A Art Basel, uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do mundo, cancelou parte de sua programação e abriu ao público apenas nesta sexta-feira (23). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Após mais de um mês de protestos na França, o governo anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações. Os atos ocorrem uma semana após manifestações contra o alto custo de vida reunirem mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Os protestos foram acompanhados por repressão policial e danos a estabelecimentos comerciais. Cerca de 1.800 pessoas foram presas no sábado passado (17). Na última quinta-feira (22), o presidente Emmanuel Macron recomendou que a população não participasse de manifestações nos próximos dias. Ele afirmou, após uma reunião do Conselho de Segurança francês, que apenas atos organizados por sindicatos seriam autorizados neste sábado. A decisão provocou reação de partidos de esquerda. Sete legendas recorreram ao Conselho de Estado, a mais alta instância da Justiça administrativa francesa, para contestar as declarações do presidente. Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris. Abdul Saboor/Reuters Governo mobiliza 70 mil policiais O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na última sexta-feira (23) que 70 mil policiais e agentes especiais estarão mobilizados em todo o país. O efetivo é cerca de 15% maior do que o empregado na semana anterior, quando 60 mil integrantes das forças de segurança foram destacados. LEIA TAMBÉM Como protesto estudantil evoluiu na França, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos Macron repudia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre protestos na França Protestos na França: premiê culpa extrema-esquerda por 'plano de insurreição' e diz que toque de recolher funcionou Segundo Nuñez, as autoridades identificaram nas redes sociais convocações para atos violentos e saques. O esquema de segurança contará com unidades especializadas, veículos blindados e equipamentos para dispersão de multidões. O governo também pediu às plataformas digitais, como Meta, Snap e TikTok, que mantenham vigilância reforçada durante o fim de semana. França vai mobilizar polícia antiterrorismo para conter novos protestos Jornal Nacional/ Reprodução Manifestações têm restrições em grandes cidades As autoridades autorizaram atos em pelo menos oito grandes cidades, segundo um levantamento da AFP. As regras, porém, variam de município para município . Em Paris, a polícia havia aprovado um percurso entre as praças da Bastilha e da Nação, organizado por sindicatos. A manifestação de coletivos estudantis e de integrantes dos coletes amarelos, entre a Bastilha e a Ópera de Paris, foi proibida. Na sexta, uma coalizão sindical afirmou que a polícia determinou uma mudança no trajeto, que passaria a ligar a Porte de Vincennes à Porte d'Italie. Karl Ghazi, um dos dirigentes da agremiação, criticou a alteração e afirmou que o novo percurso dificulta o controle. Em Marselha, a segunda maior do país, um protesto sindical foi autorizado excepcionalmente, depois que as autoridades locais haviam proibido manifestações na cidade. Em Lyon, a prefeitura proibiu atos em áreas centrais entre as 10h e as 23h, incluindo regiões comerciais e locais onde ficam prédios públicos importantes. ⛓️

Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher Os principais museus de Paris fecharam neste sábado (24) devido às novas manifestações previstas para este sábado (24) em várias cidades do país. O Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais — onde está em cartaz uma importante exposição de Cézanne —, entre outros, decidiram fechar aos turistas. A Art Basel, uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do mundo, cancelou parte de sua programação e abriu ao público apenas nesta sexta-feira (23). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Após mais de um mês de protestos na França, o governo anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações. Os atos ocorrem uma semana após manifestações contra o alto custo de vida reunirem mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Os protestos foram acompanhados por repressão policial e danos a estabelecimentos comerciais. Cerca de 1.800 pessoas foram presas no sábado passado (17). Na última quinta-feira (22), o presidente Emmanuel Macron recomendou que a população não participasse de manifestações nos próximos dias. Ele afirmou, após uma reunião do Conselho de Segurança francês, que apenas atos organizados por sindicatos seriam autorizados neste sábado. A decisão provocou reação de partidos de esquerda. Sete legendas recorreram ao Conselho de Estado, a mais alta instância da Justiça administrativa francesa, para contestar as declarações do presidente. Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris. Abdul Saboor/Reuters Governo mobiliza 70 mil policiais O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na última sexta-feira (23) que 70 mil policiais e agentes especiais estarão mobilizados em todo o país. O efetivo é cerca de 15% maior do que o empregado na semana anterior, quando 60 mil integrantes das forças de segurança foram destacados. LEIA TAMBÉM Como protesto estudantil evoluiu na França, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos Macron repudia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre protestos na França Protestos na França: premiê culpa extrema-esquerda por 'plano de insurreição' e diz que toque de recolher funcionou Segundo Nuñez, as autoridades identificaram nas redes sociais convocações para atos violentos e saques. O esquema de segurança contará com unidades especializadas, veículos blindados e equipamentos para dispersão de multidões. O governo também pediu às plataformas digitais, como Meta, Snap e TikTok, que mantenham vigilância reforçada durante o fim de semana. França vai mobilizar polícia antiterrorismo para conter novos protestos Jornal Nacional/ Reprodução Manifestações têm restrições em grandes cidades As autoridades autorizaram atos em pelo menos oito grandes cidades, segundo um levantamento da AFP. As regras, porém, variam de município para município . Em Paris, a polícia havia aprovado um percurso entre as praças da Bastilha e da Nação, organizado por sindicatos. A manifestação de coletivos estudantis e de integrantes dos coletes amarelos, entre a Bastilha e a Ópera de Paris, foi proibida. Na sexta, uma coalizão sindical afirmou que a polícia determinou uma mudança no trajeto, que passaria a ligar a Porte de Vincennes à Porte d'Italie. Karl Ghazi, um dos dirigentes da agremiação, criticou a alteração e afirmou que o novo percurso dificulta o controle. Em Marselha, a segunda maior do país, um protesto sindical foi autorizado excepcionalmente, depois que as autoridades locais haviam proibido manifestações na cidade. Em Lyon, a prefeitura proibiu atos em áreas centrais entre as 10h e as 23h, incluindo regiões comerciais e locais onde ficam prédios públicos importantes. ⛓️
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