Netanyahu: Israel quer iniciar negociações de paz com o Líbano 'o mais rápido possível'
Míssil de Israel atinge área movimentada de Beirute, no Líbano O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (9) que deu instruções para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam o desarmamento do Hezbollah. A informação foi divulgada pela agência Reuters. "Tendo em vista os repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, instruí ontem o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível", disse Netanyahu em comunicado. "As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano." ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém, na quinta-feira, 19 de março de 2026. Ronen Zvulun, Pool Photo via AP As declarações acontecem após Israel realizar a "maior onda de bombardeios" contra o Líbano durante a guerra contra o Hezbollah nesta quarta-feira (8). Foram 160 mísseis disparados contra o território libanês em um intervalo de 10 minutos. O governo libanês afirmou que os bombardeios israelenses deixaram ao menos 254 mortos e 890 feridos. O Exército israelense admitiu que atingiu áreas densamente povoadas no Líbano com seus mísseis, porém, alegou ser necessário porque membros do Hezbollah se esconderam entre os civis. A pasta disse também que emitiu ordens de evacuação para as regiões que seriam alvejadas. ➡️ Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária. Líbano defende cessar-fogo temporário O Líbano passou as últimas 24 horas defendendo um cessar-fogo temporário para permitir negociações mais amplas com Israel, disse à Reuters um alto funcionário libanês. Ele também acrescentou que seria uma "via separada, mas com o mesmo modelo" da frágil trégua intermediada pelo Paquistão entre os EUA e o Irã. O funcionário afirmou que ainda não havia data nem local definidos, mas que o Líbano precisava dos EUA como mediador e garantidor de qualquer acordo. Apesar disso, um repórter da Axiosi publicou no X que o primeiro encontro entre Israel e Líbano deve acontecer na próxima semana no Departamento de Estado dos EUA, em Washington. Inclusão do Líbano é o maior impasse do cessar-fogo Homem observa prédio alvo de ataque israelense em Tallet El Khayat, em Beirute, no Líbano, no dia 9 de abril de 2026 Raghed Waked/Reuters O ataque, que Israel disse ser "a maior onda de bombardeios" da guerra contra o Hezbollah, ocorreu horas após o início de um cessar-fogo ser anunciado pelos EUA, aliado de Israel, e pelo Irã na terça-feira (7). Paquistão e Irã acusam Israel de ter violado o acordo com os ataques no Líbano. Segundo os países, o Líbano estava incluso no cessar-fogo. Na contramão, Israel e os EUA defendem que o Líbano não fazia parte do acordo. Em entrevista à PBS, a rede de TV pública dos EUA, nesta quarta, Trump disse que "eles (Líbano) não estão incluídos no acordo" de cessar-fogo. "Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo também", disse. Já a CNN Internacional afirmou ter ouvido da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, em uma conversa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump não se opôs a que Israel seguisse atacando o Líbano.

Míssil de Israel atinge área movimentada de Beirute, no Líbano O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (9) que deu instruções para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam o desarmamento do Hezbollah. A informação foi divulgada pela agência Reuters. "Tendo em vista os repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, instruí ontem o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível", disse Netanyahu em comunicado. "As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano." ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém, na quinta-feira, 19 de março de 2026. Ronen Zvulun, Pool Photo via AP As declarações acontecem após Israel realizar a "maior onda de bombardeios" contra o Líbano durante a guerra contra o Hezbollah nesta quarta-feira (8). Foram 160 mísseis disparados contra o território libanês em um intervalo de 10 minutos. O governo libanês afirmou que os bombardeios israelenses deixaram ao menos 254 mortos e 890 feridos. O Exército israelense admitiu que atingiu áreas densamente povoadas no Líbano com seus mísseis, porém, alegou ser necessário porque membros do Hezbollah se esconderam entre os civis. A pasta disse também que emitiu ordens de evacuação para as regiões que seriam alvejadas. ➡️ Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária. Líbano defende cessar-fogo temporário O Líbano passou as últimas 24 horas defendendo um cessar-fogo temporário para permitir negociações mais amplas com Israel, disse à Reuters um alto funcionário libanês. Ele também acrescentou que seria uma "via separada, mas com o mesmo modelo" da frágil trégua intermediada pelo Paquistão entre os EUA e o Irã. O funcionário afirmou que ainda não havia data nem local definidos, mas que o Líbano precisava dos EUA como mediador e garantidor de qualquer acordo. Apesar disso, um repórter da Axiosi publicou no X que o primeiro encontro entre Israel e Líbano deve acontecer na próxima semana no Departamento de Estado dos EUA, em Washington. Inclusão do Líbano é o maior impasse do cessar-fogo Homem observa prédio alvo de ataque israelense em Tallet El Khayat, em Beirute, no Líbano, no dia 9 de abril de 2026 Raghed Waked/Reuters O ataque, que Israel disse ser "a maior onda de bombardeios" da guerra contra o Hezbollah, ocorreu horas após o início de um cessar-fogo ser anunciado pelos EUA, aliado de Israel, e pelo Irã na terça-feira (7). Paquistão e Irã acusam Israel de ter violado o acordo com os ataques no Líbano. Segundo os países, o Líbano estava incluso no cessar-fogo. Na contramão, Israel e os EUA defendem que o Líbano não fazia parte do acordo. Em entrevista à PBS, a rede de TV pública dos EUA, nesta quarta, Trump disse que "eles (Líbano) não estão incluídos no acordo" de cessar-fogo. "Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo também", disse. Já a CNN Internacional afirmou ter ouvido da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, em uma conversa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump não se opôs a que Israel seguisse atacando o Líbano.
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