ONU adia votação sobre uso de força no Estreito de Ormuz para tentar driblar veto de China e Rússia
Impasse global no Estreito de Ormuz O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas adiou para semana que vem a votação da resolução que libera o uso da força dentro e ao redor do Estreito de Ormuz para proteger a navegação comercial no canal, segundo disseram diplomatas da ONU neste sábado (4). A resolução estipula que países podem usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no estreito, um dos grandes pontos de tensão da guerra no Oriente Médio (leia mais abaixo). Caso aprovada, a medida será o primeiro aval da ONU ao uso da força no conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra ➡️ A China, que tem poder de veto, já disse ser contra qualquer autorização do uso da força — embora tenha adotado uma postura neutra na guerra, Pequim costuma mostra alinhamento pragmático com Irã, de quem é o principal comprador de petróleo. França e Rússia, que também podem barrar votações por serem membros permanentes do conselho, já indicaram oposição à medida. Na tentativa de um acordo, diplomatas adiaram para a semana que vem a votação, inicialmente marcada para esta sexta-feira e depois remarcada para este sábado (4). Em uma das manobras para tentar o apoio de China e Rússia, o Bahrein, país que propôs a resolução, já retirou do texto uma referência à aplicação obrigatória da medida. O esboço final autoriza o uso da força "por um período de pelo menos seis meses (...) e até que o Conselho decida de outra forma". O Estreito de Ormuz, visto em imagem aérea. Jornal Nacional/ Reprodução Atual presidente do Conselho de Segurança, o Bahrein é também um dos países do Golfo Pérsico que têm sido alvos diários dos ataques retaliatórios do Irã. O chanceler do país, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, pediu aos membros uma "posição unificada deste estimado conselho". Os Estados Unidos — que também têm poder de veto — e os outros países do Golfo já disseram que votarão a favor. Antes mesmo da votação, no entanto, o Irã já criticou a medida. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que uma aprovação do uso da força por parte da ONU será considerada "uma ação provocativa". “Qualquer ação provocativa por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, em relação à situação no Estreito de Ormuz, só irá complicar ainda mais a situação”, declarou Araghchi.

Impasse global no Estreito de Ormuz O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas adiou para semana que vem a votação da resolução que libera o uso da força dentro e ao redor do Estreito de Ormuz para proteger a navegação comercial no canal, segundo disseram diplomatas da ONU neste sábado (4). A resolução estipula que países podem usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no estreito, um dos grandes pontos de tensão da guerra no Oriente Médio (leia mais abaixo). Caso aprovada, a medida será o primeiro aval da ONU ao uso da força no conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra ➡️ A China, que tem poder de veto, já disse ser contra qualquer autorização do uso da força — embora tenha adotado uma postura neutra na guerra, Pequim costuma mostra alinhamento pragmático com Irã, de quem é o principal comprador de petróleo. França e Rússia, que também podem barrar votações por serem membros permanentes do conselho, já indicaram oposição à medida. Na tentativa de um acordo, diplomatas adiaram para a semana que vem a votação, inicialmente marcada para esta sexta-feira e depois remarcada para este sábado (4). Em uma das manobras para tentar o apoio de China e Rússia, o Bahrein, país que propôs a resolução, já retirou do texto uma referência à aplicação obrigatória da medida. O esboço final autoriza o uso da força "por um período de pelo menos seis meses (...) e até que o Conselho decida de outra forma". O Estreito de Ormuz, visto em imagem aérea. Jornal Nacional/ Reprodução Atual presidente do Conselho de Segurança, o Bahrein é também um dos países do Golfo Pérsico que têm sido alvos diários dos ataques retaliatórios do Irã. O chanceler do país, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, pediu aos membros uma "posição unificada deste estimado conselho". Os Estados Unidos — que também têm poder de veto — e os outros países do Golfo já disseram que votarão a favor. Antes mesmo da votação, no entanto, o Irã já criticou a medida. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que uma aprovação do uso da força por parte da ONU será considerada "uma ação provocativa". “Qualquer ação provocativa por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, em relação à situação no Estreito de Ormuz, só irá complicar ainda mais a situação”, declarou Araghchi.
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