Operação Mederi: Propina da Saúde financiaria campanha de Allyson, aponta investigação
A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (27), investiga um esquema de desvio de recursos públicos na saúde de Mossoró. Segundo a decisão do desembargador Rogério Fialho Moreira (TRF-5), o grupo criminoso planejava utilizar o dinheiro de propinas para financiar as futuras campanhas eleitorais do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e do […] O post Operação Mederi: Propina da Saúde financiaria campanha de Allyson, aponta investigação apareceu primeiro em Jornal O Mossoroense.
A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (27), investiga um esquema de desvio de recursos públicos na saúde de Mossoró. Segundo a decisão do desembargador Rogério Fialho Moreira (TRF-5), o grupo criminoso planejava utilizar o dinheiro de propinas para financiar as futuras campanhas eleitorais do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e do vice-prefeito Marcos Bezerra (PSD).
Estratégia de “Reserva” para Campanhas
Diálogos interceptados pela PF revelam que os sócios da empresa DisMed, Moabe Soares e Oseas Monthalggan, discutiam uma estratégia de retenção de valores. Em vez de pagamentos imediatos, a tática era reter valores de forma gradual para compor o fundo de campanha e acumular o montante para:
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Financiar a candidatura de Allyson ao Governo do Estado em outubro deste ano.
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Apoiar a sucessão municipal em 2028, que deve ter Marcos Bezerra como protagonista após a renúncia de Allyson em abril.
Em uma das conversas, um dos empresários sugere reservar R$ 100 mil de uma propina de R$ 200 mil para a campanha, visando “criar moral com o homem” (referência atribuída ao prefeito). O magistrado destacou que as falas não deixam margem para outras interpretações sobre a finalidade ilícita dos recursos.
Envolvimento da Secretária de Saúde
A secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, também é alvo da operação. Embora não apareça diretamente nos diálogos, sua função como ordenadora de despesas é considerada peça-chave na engrenagem criminosa:
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Aumento de repasses: Sob sua gestão (2021-2024), a DisMed teve um salto nos recebimentos, atingindo o pico de R$ 5,8 milhões em 2024.
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Licitações suspeitas: Morgana homologou certames que beneficiaram a DisMed e a Drogaria Mais Saúde em valores que, somados, ultrapassam R$ 6 milhões.
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Modus Operandi: A investigação aponta que o esquema funcionava através de superfaturamento e entrega apenas parcial de medicamentos.
Próximos Passos
Para a Justiça, o plano demonstra que os envolvidos agiam com total consciência do cenário político-eleitoral, usando a saúde pública para tentar garantir a continuidade do grupo no poder.
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