Os 'chefes do poder': após Venezuela, temos uma nova ordem mundial?
Miriam Leitão: Ameaças de Trump colocam Otan em risco. O ataque dos Estados Unidos à Venezuela não mexeu apenas com o tabuleiro regional. Também chacoalhou a ordem que rege o xadrez geopolítico no mundo inteiro desde o fim da Guerra Fria. Com a ofensiva, o planeta entra agora em uma nova ordem mundial, na opinião de especialistas ouvidos pelo g1. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Nós acordamos em 3 de janeiro, e o mundo já tinha mudado”, afirmou ao g1 o professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan, em referência ao dia em que tropas norte-americanas bombardearam Caracas e capturaram Nicolás Maduro. ➡️ A ofensiva de Trump, segundo analistas, deixou evidente que Estados Unidos, China e, em menor medida, a Rússia, são os grandes polos de poder no mundo e disputam forças desrespeitando fronteiras, instituições e acordos que regiam a geopolítica mundial até agora. As análises se baseiam nas seguintes evidências: EUA e China, as duas grandes potências econômicas, além da Rússia, têm demonstrado a intenção de expandir seus territórios com ações concretas; A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022; o governo Trump entrou no espaço aéreo e terrestre da Venezuela e ameaça tomar a Groenlândia da Dinamarca; já a China tem sido acusada de invadir águas de países vizinhos para construir ilhas artificiais com fins militares (leia mais abaixo); As ações militares ocorrem em países próximos com o pretexto de "proteger" as áreas de influência das 3 grandes potências; Os "chefões" da geopolítica atual têm agido à revelia dos principais acordos feitos após a Segunda Guerra Mundial, como a Carta da ONU e os princípios do direito internacional.

Miriam Leitão: Ameaças de Trump colocam Otan em risco. O ataque dos Estados Unidos à Venezuela não mexeu apenas com o tabuleiro regional. Também chacoalhou a ordem que rege o xadrez geopolítico no mundo inteiro desde o fim da Guerra Fria. Com a ofensiva, o planeta entra agora em uma nova ordem mundial, na opinião de especialistas ouvidos pelo g1. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Nós acordamos em 3 de janeiro, e o mundo já tinha mudado”, afirmou ao g1 o professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan, em referência ao dia em que tropas norte-americanas bombardearam Caracas e capturaram Nicolás Maduro. ➡️ A ofensiva de Trump, segundo analistas, deixou evidente que Estados Unidos, China e, em menor medida, a Rússia, são os grandes polos de poder no mundo e disputam forças desrespeitando fronteiras, instituições e acordos que regiam a geopolítica mundial até agora. As análises se baseiam nas seguintes evidências: EUA e China, as duas grandes potências econômicas, além da Rússia, têm demonstrado a intenção de expandir seus territórios com ações concretas; A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022; o governo Trump entrou no espaço aéreo e terrestre da Venezuela e ameaça tomar a Groenlândia da Dinamarca; já a China tem sido acusada de invadir águas de países vizinhos para construir ilhas artificiais com fins militares (leia mais abaixo); As ações militares ocorrem em países próximos com o pretexto de "proteger" as áreas de influência das 3 grandes potências; Os "chefões" da geopolítica atual têm agido à revelia dos principais acordos feitos após a Segunda Guerra Mundial, como a Carta da ONU e os princípios do direito internacional.
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