Países do Golfo têm incentivado Trump a continuar guerra até Irã ser definitivamente derrotado, diz agência

Donald Trump recebe o príncipe herdeiro e primeiro-ministro saudita, Mohammed bin Salman, na Casa Branca REUTERS/Kevin Lamarque Países do Golfo Pérsico têm incentivado, em privado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a continuar a guerra contra o Irã até que o regime iraniano esteja definitivamente derrotado, revelou a agência de notícias Associated Press (AP) nesta terça-feira (31). Segundo a AP, a investida é liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, e o grupo de países do Golfo argumenta que o regime iraniano ainda não foi enfraquecido o suficiente pela guerra que EUA e Israel realizam contra Teerã há mais de um mês. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein disseram aos EUA, em conversas privadas, que não querem que o conflito termine até que haja mudanças significativas na liderança iraniana ou uma transformação drástica no comportamento do país, segundo fontes de países do Golfo, dos EUA e de Israel ouvidas sob anonimato pela AP. Esse pedido feito a Trump consolidou uma mudança de postura desse grupo de países ao longo da guerra, segundo a AP. Se no início do conflito eles criticaram Washington por não ter avisado com antecedência dos ataques ao Irã, agora eles estão defendendo que este momento representa uma oportunidade histórica de enfraquecer de vez o regime iraniano dos aiatolás. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, os países do Golfo estão considerando entrar no conflito contra o Irã, segundo a agência de notícias "Bloomberg". Diversos deles poderiam de fato declarar guerra caso Teerã ataque sua infraestrutura vital, como instalações energéticas e usinas de dessalinização de água. Enquanto os países árabes fazem essa avaliação, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na segunda-feira que Trump quer que essas nações ajudem os EUA a pagar pelos custos da guerra contra o Irã. A pressão dos países do Golfo para que os EUA mantenham a guerra contra o Irã também ocorre enquanto o presidente dos EUA oscila entre afirmar que a liderança iraniana, já enfraquecida, está pronta para encerrar o conflito, e ameaçar uma nova escalada caso um acordo não seja alcançado em breve. O jornal norte-americano "The Wall Street Journal" revelou que Trump está avaliando terminar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz ainda fechado. Por outro lado, nos últimos dias, Trump disse que "obliterará" infraestrutura vital do Irã e a ilha de Kharg caso não haja acordo e vem acumulando tropas no Oriente Médio para uma eventual invasão terrestre. Apoio varia entre os países do Golfo Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Embora haja apoio geral às ações dos EUA contra o Irã, um diplomata do Golfo afirmou à AP que há divisões internas nesse grupo de países: Arábia Saudita e Emirados Árabes lideram os pedidos por maior pressão militar sobre Teerã. O príncipe saudita, Mohammed bin Salman, falou em destruir regime do Irã, segundo o jornal "The New York Times"; Enquanto Omã e Catar, tradicionalmente mediadores entre o Irã e o Ocidente, defendem uma solução diplomática para o conflito. Os Emirados Árabes Unidos têm adotado a postura mais dura e pressionam por uma invasão terrestre, disse um diplomata à agência. Kuwait e Bahrein também apoiam essa opção. Os Emirados Árabes, que já sofreram mais de 2.300 ataques com mísseis e drones iranianos, demonstram crescente irritação com a continuidade da guerra e com o impacto em sua imagem de centro seguro e próspero para comércio e turismo. A Arábia Saudita argumenta que encerrar a guerra agora não resultaria em um “bom acordo” que garanta segurança aos vizinhos árabes do Irã. Segundo os sauditas, um acordo final deve neutralizar o programa nuclear iraniano, destruir sua capacidade de mísseis balísticos, encerrar o apoio a grupos aliados e garantir que o Estreito de Ormuz não possa mais ser fechado como ocorreu durante o conflito. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava por essa via. Para atingir esses objetivos, seria necessária uma mudança profunda no regime iraniano ou sua remoção. Países do Golfo consideram entrar na guerra Donald Trump eleva ameaças ao Irã enquanto fala em progresso nas negociações Trump ainda não pediu participação direta dos países do Golfo nas operações ofensivas, segundo a AP, e um dos motivos para isso pode ser evitar complicações militares adicionais no espaço aéreo da região. Nos primeiros dias do conflito, três caças americanos foram derrubados por engano por fogo aliado do Kuwait. Todos os tripulantes sobreviveram. Além disso, seis militares dos EUA morreram em 12 de março na queda de um avião-tanque no Iraque. Outro fator é que apenas Emirados Árabes Unidos e Bahrein mantêm relações diplomáticas formais com Israel, o que complica decisões. O Irã advertiu que poderá atacar infraestrutura crítica dos países viz

Mar 31, 2026 - 10:30
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Países do Golfo têm incentivado Trump a continuar guerra até Irã ser definitivamente derrotado, diz agência

Donald Trump recebe o príncipe herdeiro e primeiro-ministro saudita, Mohammed bin Salman, na Casa Branca REUTERS/Kevin Lamarque Países do Golfo Pérsico têm incentivado, em privado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a continuar a guerra contra o Irã até que o regime iraniano esteja definitivamente derrotado, revelou a agência de notícias Associated Press (AP) nesta terça-feira (31). Segundo a AP, a investida é liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, e o grupo de países do Golfo argumenta que o regime iraniano ainda não foi enfraquecido o suficiente pela guerra que EUA e Israel realizam contra Teerã há mais de um mês. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein disseram aos EUA, em conversas privadas, que não querem que o conflito termine até que haja mudanças significativas na liderança iraniana ou uma transformação drástica no comportamento do país, segundo fontes de países do Golfo, dos EUA e de Israel ouvidas sob anonimato pela AP. Esse pedido feito a Trump consolidou uma mudança de postura desse grupo de países ao longo da guerra, segundo a AP. Se no início do conflito eles criticaram Washington por não ter avisado com antecedência dos ataques ao Irã, agora eles estão defendendo que este momento representa uma oportunidade histórica de enfraquecer de vez o regime iraniano dos aiatolás. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, os países do Golfo estão considerando entrar no conflito contra o Irã, segundo a agência de notícias "Bloomberg". Diversos deles poderiam de fato declarar guerra caso Teerã ataque sua infraestrutura vital, como instalações energéticas e usinas de dessalinização de água. Enquanto os países árabes fazem essa avaliação, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na segunda-feira que Trump quer que essas nações ajudem os EUA a pagar pelos custos da guerra contra o Irã. A pressão dos países do Golfo para que os EUA mantenham a guerra contra o Irã também ocorre enquanto o presidente dos EUA oscila entre afirmar que a liderança iraniana, já enfraquecida, está pronta para encerrar o conflito, e ameaçar uma nova escalada caso um acordo não seja alcançado em breve. O jornal norte-americano "The Wall Street Journal" revelou que Trump está avaliando terminar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz ainda fechado. Por outro lado, nos últimos dias, Trump disse que "obliterará" infraestrutura vital do Irã e a ilha de Kharg caso não haja acordo e vem acumulando tropas no Oriente Médio para uma eventual invasão terrestre. Apoio varia entre os países do Golfo Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Embora haja apoio geral às ações dos EUA contra o Irã, um diplomata do Golfo afirmou à AP que há divisões internas nesse grupo de países: Arábia Saudita e Emirados Árabes lideram os pedidos por maior pressão militar sobre Teerã. O príncipe saudita, Mohammed bin Salman, falou em destruir regime do Irã, segundo o jornal "The New York Times"; Enquanto Omã e Catar, tradicionalmente mediadores entre o Irã e o Ocidente, defendem uma solução diplomática para o conflito. Os Emirados Árabes Unidos têm adotado a postura mais dura e pressionam por uma invasão terrestre, disse um diplomata à agência. Kuwait e Bahrein também apoiam essa opção. Os Emirados Árabes, que já sofreram mais de 2.300 ataques com mísseis e drones iranianos, demonstram crescente irritação com a continuidade da guerra e com o impacto em sua imagem de centro seguro e próspero para comércio e turismo. A Arábia Saudita argumenta que encerrar a guerra agora não resultaria em um “bom acordo” que garanta segurança aos vizinhos árabes do Irã. Segundo os sauditas, um acordo final deve neutralizar o programa nuclear iraniano, destruir sua capacidade de mísseis balísticos, encerrar o apoio a grupos aliados e garantir que o Estreito de Ormuz não possa mais ser fechado como ocorreu durante o conflito. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava por essa via. Para atingir esses objetivos, seria necessária uma mudança profunda no regime iraniano ou sua remoção. Países do Golfo consideram entrar na guerra Donald Trump eleva ameaças ao Irã enquanto fala em progresso nas negociações Trump ainda não pediu participação direta dos países do Golfo nas operações ofensivas, segundo a AP, e um dos motivos para isso pode ser evitar complicações militares adicionais no espaço aéreo da região. Nos primeiros dias do conflito, três caças americanos foram derrubados por engano por fogo aliado do Kuwait. Todos os tripulantes sobreviveram. Além disso, seis militares dos EUA morreram em 12 de março na queda de um avião-tanque no Iraque. Outro fator é que apenas Emirados Árabes Unidos e Bahrein mantêm relações diplomáticas formais com Israel, o que complica decisões. O Irã advertiu que poderá atacar infraestrutura crítica dos países vizinhos —incluindo usinas de dessalinização— caso os EUA intensifiquem os ataques. “A ausência de um objetivo claro e de confiança de que os EUA levarão a guerra até o fim torna alguns países relutantes”, afirmou uma analista. “Mas um grande ataque com muitas vítimas poderia levá-los a entrar diretamente no conflito.”

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