Países do Oriente Médio relatam nova onda de ataques do Irã

Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' Países do Oriente Médio relatam nesta terça uma série de ataques provenientes do Irã nesta terça-feira (7). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos disseram ter sido alvos de mísseis e drones de Teerã poucas horas antes do fim do prazo dado por Trump para Teerã fechar um acordo favorável a Washington. Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas próximas ao aeroporto também foram alvejadas. Chamas foram vistas no local. Segundo a agência Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, a capital do Catar. O país disse que interceptou um ataque de mísseis com sucesso. Ao mesmo tempo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes foram acionadas em todo o país. "Os cidadãos e residentes são aconselhados a manter a calma e dirigir-se ao local seguro mais próximo", disse o ministério, em uma publicação na internet. Os Emirados Árabes Unidos também acionaram sirenes de alerta e disseram estar "atuando contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones". Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 Amir Cohen/Reuters Mais cedo, a mídia iraniana publicou um alerta a moradores e cidadãos que cruzam diversas pontes e estradas na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. Segundo o comunicado, essas áreas serão declaradas zonas militares a partir das 23h, no horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait ordenou um toque de recolher em todo o país, alertantdo os moradores para que só saiam de casa em caso de absoluta necessidade. Assim como nos últimos dias, o Irã também tem realizado lançamentos de mísseis contra o território israelense. Teerã foi alvo de um ataque de Israel que matou o chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária. 'Potencial genocídio' O enviado iraniano na ONU afirmou nesta terça-feira (7) que Teerã não ficará de braços cruzados se Trump cumprir as ameaças de "crimes de guerra". Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, afirmou que as ameaças de Trump, feitas na terça-feira, de que "toda uma civilização morrerá" se o Irã não fechar um acordo, "constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio". Durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, Iravani instou a comunidade internacional a denunciar a retórica de Trump antes que seja tarde demais. "O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais", disse ele. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "uma civilização inteira morrerá nesta noite" ao fazer um post na rede Truth Social nesta terça, horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Após várias declarações dadas por autoridades iranianas mostrando que Teerã não deve ceder (veja abaixo), Trump disse que não quer "que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.

abril 7, 2026 - 18:00
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Países do Oriente Médio relatam nova onda de ataques do Irã

Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' Países do Oriente Médio relatam nesta terça uma série de ataques provenientes do Irã nesta terça-feira (7). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos disseram ter sido alvos de mísseis e drones de Teerã poucas horas antes do fim do prazo dado por Trump para Teerã fechar um acordo favorável a Washington. Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas próximas ao aeroporto também foram alvejadas. Chamas foram vistas no local. Segundo a agência Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, a capital do Catar. O país disse que interceptou um ataque de mísseis com sucesso. Ao mesmo tempo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes foram acionadas em todo o país. "Os cidadãos e residentes são aconselhados a manter a calma e dirigir-se ao local seguro mais próximo", disse o ministério, em uma publicação na internet. Os Emirados Árabes Unidos também acionaram sirenes de alerta e disseram estar "atuando contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones". Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 Amir Cohen/Reuters Mais cedo, a mídia iraniana publicou um alerta a moradores e cidadãos que cruzam diversas pontes e estradas na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. Segundo o comunicado, essas áreas serão declaradas zonas militares a partir das 23h, no horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait ordenou um toque de recolher em todo o país, alertantdo os moradores para que só saiam de casa em caso de absoluta necessidade. Assim como nos últimos dias, o Irã também tem realizado lançamentos de mísseis contra o território israelense. Teerã foi alvo de um ataque de Israel que matou o chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária. 'Potencial genocídio' O enviado iraniano na ONU afirmou nesta terça-feira (7) que Teerã não ficará de braços cruzados se Trump cumprir as ameaças de "crimes de guerra". Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, afirmou que as ameaças de Trump, feitas na terça-feira, de que "toda uma civilização morrerá" se o Irã não fechar um acordo, "constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio". Durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, Iravani instou a comunidade internacional a denunciar a retórica de Trump antes que seja tarde demais. "O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais", disse ele. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "uma civilização inteira morrerá nesta noite" ao fazer um post na rede Truth Social nesta terça, horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Após várias declarações dadas por autoridades iranianas mostrando que Teerã não deve ceder (veja abaixo), Trump disse que não quer "que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.

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