PCC e CV: EUA fizeram ações no México e na Venezuela após classificar grupos locais como terroristas; relembre

Do lado esquerdo, a a operação militar americana em Caracas, ocorrida em 3 de janeiro de 2026. Do lado direito, a operação em Chihuahua, no México, que acontece desde 2025. Reuters O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) serão designadas como "terroristas globais especialmente designados" e como "organizações terroristas estrangeiras". A decisão confere às organizações criminosas do Brasil o mesmo status jurídico de grupos que foram alvo de duras intervenções de Washington na América Latina, como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração (CJNG), no México, e a gangue Tren de Aragua na Venezuela. O histórico recente mostra que a rotulação de terrorismo por parte da Casa Branca pode anteceder o uso de força militar ou de inteligência na região. Em solo venezuelano, a estratégia culminou em uma invasão armada com a captura do então presidente, Nicolás Maduro; no México, o enquadramento abriu caminho para uma guerra secreta conduzida pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA). Relembre os casos abaixo: O precedente venezuelano Entenda como tropa de elite dos EUA capturou Nicolás Maduro dentro de fortaleza militar Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, agentes da chamada Força Delta dos Estados Unidos entraram em Caracas, na Venezuela,e capturaram o então presidente do país, Nicolás Maduro. Caças norte-americanos também bombardearam bases na capital venezuelana para desetabilizar a defesa. A justificativa jurídica e política dos EUA para a operação militar em Caracas foi construída a partir justamente do enquadramento do regime bolivariano como uma ameaça terrorista transnacional. Antes da invasão à capital venezuelana, o Departamento de Justiça dos EUA já havia indiciado Nicolás Maduro por "narcoterrorismo", sob a acusação de que o governo venezuelano operava em consonância com cartéis de drogas e grupos armados. Maduro nega. A escalada atingiu o ápice quando Washington converteu as sanções econômicas em um bloqueio naval focado no combate ao tráfico internacional.

May 29, 2026 - 10:00
 0  0
PCC e CV: EUA fizeram ações no México e na Venezuela após classificar grupos locais como terroristas; relembre

Do lado esquerdo, a a operação militar americana em Caracas, ocorrida em 3 de janeiro de 2026. Do lado direito, a operação em Chihuahua, no México, que acontece desde 2025. Reuters O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) serão designadas como "terroristas globais especialmente designados" e como "organizações terroristas estrangeiras". A decisão confere às organizações criminosas do Brasil o mesmo status jurídico de grupos que foram alvo de duras intervenções de Washington na América Latina, como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração (CJNG), no México, e a gangue Tren de Aragua na Venezuela. O histórico recente mostra que a rotulação de terrorismo por parte da Casa Branca pode anteceder o uso de força militar ou de inteligência na região. Em solo venezuelano, a estratégia culminou em uma invasão armada com a captura do então presidente, Nicolás Maduro; no México, o enquadramento abriu caminho para uma guerra secreta conduzida pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA). Relembre os casos abaixo: O precedente venezuelano Entenda como tropa de elite dos EUA capturou Nicolás Maduro dentro de fortaleza militar Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, agentes da chamada Força Delta dos Estados Unidos entraram em Caracas, na Venezuela,e capturaram o então presidente do país, Nicolás Maduro. Caças norte-americanos também bombardearam bases na capital venezuelana para desetabilizar a defesa. A justificativa jurídica e política dos EUA para a operação militar em Caracas foi construída a partir justamente do enquadramento do regime bolivariano como uma ameaça terrorista transnacional. Antes da invasão à capital venezuelana, o Departamento de Justiça dos EUA já havia indiciado Nicolás Maduro por "narcoterrorismo", sob a acusação de que o governo venezuelano operava em consonância com cartéis de drogas e grupos armados. Maduro nega. A escalada atingiu o ápice quando Washington converteu as sanções econômicas em um bloqueio naval focado no combate ao tráfico internacional.

What's Your Reaction?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow

tibauemacao. Eu sou a senhora Rosa Alves este e o nosso Web Portal Noticias Atualizadas Diariamente