Polícia britânica prende 4º suspeito por ataque a ambulâncias judaicas em Londres
Ambulâncias de organização que atende a comunidade judaica de Londres após terem sido incendiadas, em 23 de março de 2026. Hannah McKay/ Reuters A polícia do Reino Unido prendeu neste sábado (4) mais um suspeito de envolvimento no ataque incendiário contra ambulâncias da comunidade judaica em Londres, ocorrido no mês passado. A informação foi apresentada por um promotor durante audiência em um tribunal da capital. Com a nova detenção, sobe para quatro o número de pessoas presas no caso. O suspeito não teve a identidade divulgada até o momento. Ataque ocorreu em março O episódio aconteceu em 23 de março, quando quatro ambulâncias foram incendiadas nas proximidades de uma sinagoga no bairro de Golders Green, no norte de Londres —região com forte presença da comunidade judaica. Segundo as autoridades, o incêndio provocou explosões de cilindros dentro dos veículos e danos a imóveis próximos. Não houve registro de feridos, mas moradores chegaram a ser evacuados por precaução. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Três já haviam sido denunciados Na sexta-feira (3), o Ministério Público britânico informou que três suspeitos foram formalmente acusados de envolvimento no ataque. São eles Hamza Iqbal, de 20 anos, e Rehan Khan, de 19 —ambos cidadãos britânicos—, além de um adolescente de 17 anos, com dupla nacionalidade britânica e paquistanesa. Segundo a promotoria, eles respondem por incêndio criminoso e por agir de forma imprudente quanto ao risco à vida. Os três compareceram neste sábado ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Caso é tratado como ataque direcionado De acordo com promotores, o incêndio foi um ataque direcionado e premeditado contra a comunidade judaica. A investigação é conduzida por agentes de contraterrorismo, embora o caso ainda não tenha sido oficialmente classificado como terrorismo. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou o episódio como um “ataque antissemita profundamente chocante” e afirmou que o antissemitismo “não tem lugar na sociedade”. Policial isola área em Londres após possível ataque incendiário contra ambulâncias judaicas. Isabel Infantes/Reuters Contexto de aumento de incidentes O caso ocorre em meio a um aumento de registros de antissemitismo no Reino Unido desde o início da guerra entre Israel e Hamas, no fim de 2023. Segundo o Community Security Trust, organização que monitora crimes contra judeus no país, houve cerca de 3.700 ocorrências em 2025 —mais que o dobro em relação a 2022.

Ambulâncias de organização que atende a comunidade judaica de Londres após terem sido incendiadas, em 23 de março de 2026. Hannah McKay/ Reuters A polícia do Reino Unido prendeu neste sábado (4) mais um suspeito de envolvimento no ataque incendiário contra ambulâncias da comunidade judaica em Londres, ocorrido no mês passado. A informação foi apresentada por um promotor durante audiência em um tribunal da capital. Com a nova detenção, sobe para quatro o número de pessoas presas no caso. O suspeito não teve a identidade divulgada até o momento. Ataque ocorreu em março O episódio aconteceu em 23 de março, quando quatro ambulâncias foram incendiadas nas proximidades de uma sinagoga no bairro de Golders Green, no norte de Londres —região com forte presença da comunidade judaica. Segundo as autoridades, o incêndio provocou explosões de cilindros dentro dos veículos e danos a imóveis próximos. Não houve registro de feridos, mas moradores chegaram a ser evacuados por precaução. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Três já haviam sido denunciados Na sexta-feira (3), o Ministério Público britânico informou que três suspeitos foram formalmente acusados de envolvimento no ataque. São eles Hamza Iqbal, de 20 anos, e Rehan Khan, de 19 —ambos cidadãos britânicos—, além de um adolescente de 17 anos, com dupla nacionalidade britânica e paquistanesa. Segundo a promotoria, eles respondem por incêndio criminoso e por agir de forma imprudente quanto ao risco à vida. Os três compareceram neste sábado ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Caso é tratado como ataque direcionado De acordo com promotores, o incêndio foi um ataque direcionado e premeditado contra a comunidade judaica. A investigação é conduzida por agentes de contraterrorismo, embora o caso ainda não tenha sido oficialmente classificado como terrorismo. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou o episódio como um “ataque antissemita profundamente chocante” e afirmou que o antissemitismo “não tem lugar na sociedade”. Policial isola área em Londres após possível ataque incendiário contra ambulâncias judaicas. Isabel Infantes/Reuters Contexto de aumento de incidentes O caso ocorre em meio a um aumento de registros de antissemitismo no Reino Unido desde o início da guerra entre Israel e Hamas, no fim de 2023. Segundo o Community Security Trust, organização que monitora crimes contra judeus no país, houve cerca de 3.700 ocorrências em 2025 —mais que o dobro em relação a 2022.
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