Presidente da Bolívia reduz seu salário em 50% em meio a protestos no país
Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Claudia Moralez/Reuters O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (25) que reduzirá seu salário em 50%. Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Paz anunciou que seus ministros também terão os salários cortados pela metade para demonstrar “compromisso com o país”. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os protestos têm agravado os problemas de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, onde a falta de alimentos, combustíveis e medicamentos já afeta mercados, hospitais e postos de gasolina. Manifestantes enfrentam polícia na Bolívia Paz, que está no poder há seis meses, enfrenta a pior crise econômica do país em quarenta anos, decorrente da escassez de dólares. Nas últimas três semanas, dezenas de rodovias que levam a La Paz, a sede do governo, foram bloqueadas por manifestantes, o que gerou escassez de alimentos, medicamentos e combustível na cidade e agravou os efeitos da inflação, que atingiu 14% em abril, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Manifestantes resistem às reformas propostas pelo governo e o acusam de ignorar suas reivindicações. Paz, por sua vez, afirma que o ex-presidente boliviano Evo Morales está por trás dos protestos. No domingo (24), Morales pediu, inclusive, que o governo convoque novas eleições dentro de 90 dias. "Para evitar mortes e feridos, a pacificação depende" de sua renúncia e de um "presidente de transição" que convoque eleições dentro desse prazo, afirmou. O governo boliviano denunciou essas manifestações perante a OEA, alegando que elas visam "desestabilizar a ordem democrática", e acusou Morales, um foragido procurado por suposto tráfico de uma menor, de instigá-las. Presidente entre 2006 e 2019, Morales foi impedido de participar das eleições presidenciais do ano passado após uma decisão constitucional que limitou as reeleições.

Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Claudia Moralez/Reuters O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (25) que reduzirá seu salário em 50%. Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Paz anunciou que seus ministros também terão os salários cortados pela metade para demonstrar “compromisso com o país”. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os protestos têm agravado os problemas de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, onde a falta de alimentos, combustíveis e medicamentos já afeta mercados, hospitais e postos de gasolina. Manifestantes enfrentam polícia na Bolívia Paz, que está no poder há seis meses, enfrenta a pior crise econômica do país em quarenta anos, decorrente da escassez de dólares. Nas últimas três semanas, dezenas de rodovias que levam a La Paz, a sede do governo, foram bloqueadas por manifestantes, o que gerou escassez de alimentos, medicamentos e combustível na cidade e agravou os efeitos da inflação, que atingiu 14% em abril, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Manifestantes resistem às reformas propostas pelo governo e o acusam de ignorar suas reivindicações. Paz, por sua vez, afirma que o ex-presidente boliviano Evo Morales está por trás dos protestos. No domingo (24), Morales pediu, inclusive, que o governo convoque novas eleições dentro de 90 dias. "Para evitar mortes e feridos, a pacificação depende" de sua renúncia e de um "presidente de transição" que convoque eleições dentro desse prazo, afirmou. O governo boliviano denunciou essas manifestações perante a OEA, alegando que elas visam "desestabilizar a ordem democrática", e acusou Morales, um foragido procurado por suposto tráfico de uma menor, de instigá-las. Presidente entre 2006 e 2019, Morales foi impedido de participar das eleições presidenciais do ano passado após uma decisão constitucional que limitou as reeleições.
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