Presidente de Cuba diz que não renunciará por pressão do governo Trump

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Norlys Perez O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rejeitou renunciar por pressão do governo Trump e pediu um diálogo entre iguais, em sua primeira entrevista nesta quinta-feira (9) a uma rede de televisão dos EUA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A ilha comunista está submetida a uma enorme pressão econômica e diplomática dos Estados Unidos, que mal permite o fornecimento de petróleo e exige uma transição política. "Se o povo cubano entende que não estou capacitado para o cargo, que não estou à altura das circunstâncias, então eu não deveria ocupar a posição de presidente. Prestarei contas a eles. Mas não são os Estados Unidos que podem nos impor qualquer coisa. O governo dos Estados Unidos, que tem seguido esta política hostil contra Cuba, carece da autoridade moral para exigir qualquer coisa de Cuba", afirmou Díaz-Canel na entrevista com a "NBC". O presidente Donald Trump manifesta abertamente a ideia de "tomar" a ilha, e seu governo classifica o regime cubano como uma "ameaça" para a sua segurança nacional. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O secretário de Estado Marco Rubio, que tem origem cubana, assumiu pessoalmente as rédeas de uma negociação com a ilha e pediu mudanças políticas profundas daqueles que classifica como "dirigentes incompetentes". "Não têm autoridade moral nem sequer para dizer que estão preocupados com a situação do povo cubano e que o governo cubano levou Cuba a esta situação, quando toda a responsabilidade recai sobre seus ombros", explicou Díaz-Canel. As autoridades da ilha atribuem a crise aos efeitos combinados do endurecimento do embargo americano imposto em 1962, da baixa produtividade de sua economia e do colapso do turismo. Contudo, Rubio negou recentemente que tivesse pedido a renúncia de Díaz-Canel. "Pedimos [...] para realizar um diálogo e debater sobre qualquer tema sem nenhuma condição, sem exigir mudanças em nosso sistema político, assim como nós não exigimos mudanças no sistema norte-americano", explicou o líder cubano. Esse diálogo, iniciado após o anúncio do bloqueio petrolífero dos Estados Unidos, é "muito preliminar", indicou esta semana à agência de notícias AFP a vice-chanceler cubana Josefina Vidal. Apesar da tensão bilateral, os Estados Unidos permitiram o desembarque de petróleo de um navio-tanque russo há dez dias. LEIA TAMBÉM: Trump quer tomar Cuba: entenda a pressão americana, os apagões e os sinais de que o regime pode ceder 'O que tem não mata minha fome': as grávidas cubanas que sofrem com país à beira do colapso A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha

abril 10, 2026 - 07:30
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Presidente de Cuba diz que não renunciará por pressão do governo Trump

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Norlys Perez O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rejeitou renunciar por pressão do governo Trump e pediu um diálogo entre iguais, em sua primeira entrevista nesta quinta-feira (9) a uma rede de televisão dos EUA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A ilha comunista está submetida a uma enorme pressão econômica e diplomática dos Estados Unidos, que mal permite o fornecimento de petróleo e exige uma transição política. "Se o povo cubano entende que não estou capacitado para o cargo, que não estou à altura das circunstâncias, então eu não deveria ocupar a posição de presidente. Prestarei contas a eles. Mas não são os Estados Unidos que podem nos impor qualquer coisa. O governo dos Estados Unidos, que tem seguido esta política hostil contra Cuba, carece da autoridade moral para exigir qualquer coisa de Cuba", afirmou Díaz-Canel na entrevista com a "NBC". O presidente Donald Trump manifesta abertamente a ideia de "tomar" a ilha, e seu governo classifica o regime cubano como uma "ameaça" para a sua segurança nacional. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O secretário de Estado Marco Rubio, que tem origem cubana, assumiu pessoalmente as rédeas de uma negociação com a ilha e pediu mudanças políticas profundas daqueles que classifica como "dirigentes incompetentes". "Não têm autoridade moral nem sequer para dizer que estão preocupados com a situação do povo cubano e que o governo cubano levou Cuba a esta situação, quando toda a responsabilidade recai sobre seus ombros", explicou Díaz-Canel. As autoridades da ilha atribuem a crise aos efeitos combinados do endurecimento do embargo americano imposto em 1962, da baixa produtividade de sua economia e do colapso do turismo. Contudo, Rubio negou recentemente que tivesse pedido a renúncia de Díaz-Canel. "Pedimos [...] para realizar um diálogo e debater sobre qualquer tema sem nenhuma condição, sem exigir mudanças em nosso sistema político, assim como nós não exigimos mudanças no sistema norte-americano", explicou o líder cubano. Esse diálogo, iniciado após o anúncio do bloqueio petrolífero dos Estados Unidos, é "muito preliminar", indicou esta semana à agência de notícias AFP a vice-chanceler cubana Josefina Vidal. Apesar da tensão bilateral, os Estados Unidos permitiram o desembarque de petróleo de um navio-tanque russo há dez dias. LEIA TAMBÉM: Trump quer tomar Cuba: entenda a pressão americana, os apagões e os sinais de que o regime pode ceder 'O que tem não mata minha fome': as grávidas cubanas que sofrem com país à beira do colapso A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha

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