Primeiro-ministro da França diz que 'não pode haver tolerância à violência' em protestos estudantis
Protestos de estudantes na França pressionam governo O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou nesta terça-feira (6) que "não pode haver espaço para tolerância à violência" ao falar sobre os protestos estudantis que vem reunindo milhares de estudantes pelas ruas em todo o país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em discurso no Parlamento, o premiê francês condenou atos de vandalismo que vêm sendo praticados e disse que eles pioram ainda mais a situação das escolas - os manifestantes apontam a precariedade da infraestrutura de várias delas como motivação. "Incendiar uma escola secundária não melhora o estado dos edifícios escolares. Linchar um professor não ajuda a substituir professores", disse ele ao parlamento, acrescentando que era uma "mentira" sugerir que o governo havia ordenado "repressão policial" contra os manifestantes. Um dia antes, nesta segunda-feira (5), um estudante de 15 anos teve a mão arrancada em Lens, no norte da França,. O incidente ocorreu após ele pegar uma granada de efeito moral da polícia, que explodiu quando ele tentava arremessá-la de volta na direção dos agentes, afirmou uma fonte ligada ao sindicato dos policiais à agência de notícias AFP. "Lamento que tivemos um estudante do Ensino Médio que ficou gravemente ferido durante uma manifestação. O estudante, de 15 anos, teve a mão arrancada. Felizmente, a vida desse estudante não está em risco. Nós o transferimos muito rapidamente para Lille, para um hospital que tinha condições de recebê-lo. Mas, enfim, é um fato muito grave", afirmou à imprensa o governador do estado de Pas-de-Calais, François-Xavier Lauch. Crise na França Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris. Abdul Saboor/Reuters Os protestos estudantis começaram em setembro na região de Paris e rapidamente se espalharam por todo o país entre os alunos. Os manifestantes reclamam de jornadas excessivamente longas, de condições inadequadas nas salas de aula (quentes demais no verão, por exemplo) e de ausências excessivas de professores. Entenda a comparação com a situação do Brasil. Os protestos se tornaram violentas e diversos confrontos entre manifestantes e policiais foram registrados. Milhares de estudantes foram detidos pela polícia e centenas de escolas estão fechadas desde o início do movimento. Durante os protestos, os estudantes bloquearam os acessos às escolas e protagonizaram, em algumas ocasiões, confrontos com a polícia que resultaram em imagens de barricadas em chamas e veículos incendiados. O chefe da polícia de Paris afirmou durante o fim de semana que os protestos estudantis na capital francesa estavam "fora de controle". Os amplos protestos causaram uma crise política para o governo de Emmanuel Macron. A mídia francesa afirmou que o presidente estaria "apavorado" com a crise. Oficialmente, Macron reconhece que as reivindicações do movimento são legítimas, mas a violência, não.

Protestos de estudantes na França pressionam governo O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou nesta terça-feira (6) que "não pode haver espaço para tolerância à violência" ao falar sobre os protestos estudantis que vem reunindo milhares de estudantes pelas ruas em todo o país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em discurso no Parlamento, o premiê francês condenou atos de vandalismo que vêm sendo praticados e disse que eles pioram ainda mais a situação das escolas - os manifestantes apontam a precariedade da infraestrutura de várias delas como motivação. "Incendiar uma escola secundária não melhora o estado dos edifícios escolares. Linchar um professor não ajuda a substituir professores", disse ele ao parlamento, acrescentando que era uma "mentira" sugerir que o governo havia ordenado "repressão policial" contra os manifestantes. Um dia antes, nesta segunda-feira (5), um estudante de 15 anos teve a mão arrancada em Lens, no norte da França,. O incidente ocorreu após ele pegar uma granada de efeito moral da polícia, que explodiu quando ele tentava arremessá-la de volta na direção dos agentes, afirmou uma fonte ligada ao sindicato dos policiais à agência de notícias AFP. "Lamento que tivemos um estudante do Ensino Médio que ficou gravemente ferido durante uma manifestação. O estudante, de 15 anos, teve a mão arrancada. Felizmente, a vida desse estudante não está em risco. Nós o transferimos muito rapidamente para Lille, para um hospital que tinha condições de recebê-lo. Mas, enfim, é um fato muito grave", afirmou à imprensa o governador do estado de Pas-de-Calais, François-Xavier Lauch. Crise na França Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris. Abdul Saboor/Reuters Os protestos estudantis começaram em setembro na região de Paris e rapidamente se espalharam por todo o país entre os alunos. Os manifestantes reclamam de jornadas excessivamente longas, de condições inadequadas nas salas de aula (quentes demais no verão, por exemplo) e de ausências excessivas de professores. Entenda a comparação com a situação do Brasil. Os protestos se tornaram violentas e diversos confrontos entre manifestantes e policiais foram registrados. Milhares de estudantes foram detidos pela polícia e centenas de escolas estão fechadas desde o início do movimento. Durante os protestos, os estudantes bloquearam os acessos às escolas e protagonizaram, em algumas ocasiões, confrontos com a polícia que resultaram em imagens de barricadas em chamas e veículos incendiados. O chefe da polícia de Paris afirmou durante o fim de semana que os protestos estudantis na capital francesa estavam "fora de controle". Os amplos protestos causaram uma crise política para o governo de Emmanuel Macron. A mídia francesa afirmou que o presidente estaria "apavorado" com a crise. Oficialmente, Macron reconhece que as reivindicações do movimento são legítimas, mas a violência, não.
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