Primeiro-ministro da Groenlândia reage após Trump chamar a ilha de 'pedaço de gelo mal-administrado'
Primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, durante coletiva nesta terça-feira (20) Evgeniy Maloletka/AP O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta quinta-feira (9) que representa uma nação orgulhosa que busca manter a ordem global. Os comentários são uma reação às declarações mais recentes sobre a ilha ártica feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quarta (8), ao criticar a Otan, o republicano voltou a citar a ilha. "A Otan não estava lá quando precisamos deles — e não estará se precisarmos novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal-administrado!!!", postou Trump na sua rede social Truth Social. Trump quer comprar a ilha No início do ano, o presidente voltou a defender a ideia de comprar a Groenlândia. Os planos de Trump incluíam a construção de um Domo de Ouro. Em uma publicação pressionando a Otan para apoiá-lo em seus planos de anexação, o republicano disse que Groenlândia é "vital" para construção do escudo. "Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!", escreveu. A vontade de anexar o território gerou até uma montagem feita com inteligência artificial. Diante das ameaças de Trump, a Dinamarca e outros membros da Otan reforçaram a presença militar na ilha. "Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum", disse o comunicado. No final de janeiro, Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte se reuniram. Após o encontro, o presidente dos EUA disse que o governo norte-americano e a Otan estabeleceram a estrutura de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia. Já o primeiro-ministro da ilha, Jens-Frederik Nielsen disse que o território está disposto a negociar uma parceria com os EUA, mas afirmou descartar ceder qualquer tipo de soberania a Trump. Situação com a Otan Trump ameaça retirar EUA da OTAN O comenário foi feito após um encontro a portas fechadas na Casa Branca com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte. Mais cedo, Rutte disse que teve uma conversa "franca e aberta" com Trump, na qual o presidente dos EUA expressou decepção com os aliados europeus. “Pude destacar que a grande maioria dos países europeus têm colaborado com bases, logística, sobrevoos”, disse Rutte à CNN Internacional durante uma entrevista após a reunião.

Primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, durante coletiva nesta terça-feira (20) Evgeniy Maloletka/AP O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta quinta-feira (9) que representa uma nação orgulhosa que busca manter a ordem global. Os comentários são uma reação às declarações mais recentes sobre a ilha ártica feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quarta (8), ao criticar a Otan, o republicano voltou a citar a ilha. "A Otan não estava lá quando precisamos deles — e não estará se precisarmos novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal-administrado!!!", postou Trump na sua rede social Truth Social. Trump quer comprar a ilha No início do ano, o presidente voltou a defender a ideia de comprar a Groenlândia. Os planos de Trump incluíam a construção de um Domo de Ouro. Em uma publicação pressionando a Otan para apoiá-lo em seus planos de anexação, o republicano disse que Groenlândia é "vital" para construção do escudo. "Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!", escreveu. A vontade de anexar o território gerou até uma montagem feita com inteligência artificial. Diante das ameaças de Trump, a Dinamarca e outros membros da Otan reforçaram a presença militar na ilha. "Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum", disse o comunicado. No final de janeiro, Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte se reuniram. Após o encontro, o presidente dos EUA disse que o governo norte-americano e a Otan estabeleceram a estrutura de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia. Já o primeiro-ministro da ilha, Jens-Frederik Nielsen disse que o território está disposto a negociar uma parceria com os EUA, mas afirmou descartar ceder qualquer tipo de soberania a Trump. Situação com a Otan Trump ameaça retirar EUA da OTAN O comenário foi feito após um encontro a portas fechadas na Casa Branca com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte. Mais cedo, Rutte disse que teve uma conversa "franca e aberta" com Trump, na qual o presidente dos EUA expressou decepção com os aliados europeus. “Pude destacar que a grande maioria dos países europeus têm colaborado com bases, logística, sobrevoos”, disse Rutte à CNN Internacional durante uma entrevista após a reunião.
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