Primeiro-ministro francês culpa grupos de extrema-esquerda por 'plano insurrecional' nos distúrbios do fim de semana
Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher Cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas da França durante protestos que chacoalharam o país ao longo do fim de semana. Os atos ganharam força após o início de um simples protesto estudantil, que evoluiu para reivindicações sociais mais amplas e desencadeou uma onda de manifestações pela Europa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: O movimento começou em setembro, quando estudantes bloquearam o acesso a uma escola na região de Paris para exigir mais recursos para a instituição. Logo, alunos de outras escolas aderiram aos protestos, e as manifestações se espalharam pelo país. Os estudantes passaram a reivindicar melhores condições nas salas de aula, mais professores e mais recursos financeiros. Alunos afirmam que estudam em salas superlotadas e reclamam da falta de estrutura básica nos prédios. Além disso, algumas escolas sofrem com a falta de professores. Os atos ocorreram em meio à alta rejeição ao governo do presidente Emmanuel Macron e à proposta de Orçamento para 2027, que prevê o congelamento do salário-base dos funcionários públicos. Nas semanas seguintes, dezenas de escolas foram afetadas pelas manifestações. Professores e outros funcionários públicos também aderiram ao movimento. Entre o fim de setembro e o início de outubro, a França começou a registrar protestos mais violentos. Duas escolas foram incendiadas, e carros e veículos públicos também foram destruídos. Em algumas cidades, houve confrontos com a polícia, e manifestantes foram presos. Com o passar dos dias, os protestos ganharam força e incorporaram novas reivindicações. O que começou como uma mobilização estudantil se transformou em uma manifestação de insatisfação generalizada com o alto custo de vida, a queda na qualidade dos serviços públicos e o governo. O cientista político Thomás Zicman de Barros, professor e pesquisador do Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po Paris, vê os protestos atuais como uma retomada das mobilizações dos Coletes Amarelos, que tomaram as ruas da França a partir de 2018. Segundo ele, no início de setembro, antes do início dos protestos estudantis, grupos ligados aos Coletes Amarelos já organizavam atos contra o aumento do custo de vida para o dia 17 de outubro. “Há uma sensação de perda de poder de compra e esse pessoal falou: 'A gente precisa ir para a rua contra a vida cara'”, afirma.

Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher Cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas da França durante protestos que chacoalharam o país ao longo do fim de semana. Os atos ganharam força após o início de um simples protesto estudantil, que evoluiu para reivindicações sociais mais amplas e desencadeou uma onda de manifestações pela Europa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: O movimento começou em setembro, quando estudantes bloquearam o acesso a uma escola na região de Paris para exigir mais recursos para a instituição. Logo, alunos de outras escolas aderiram aos protestos, e as manifestações se espalharam pelo país. Os estudantes passaram a reivindicar melhores condições nas salas de aula, mais professores e mais recursos financeiros. Alunos afirmam que estudam em salas superlotadas e reclamam da falta de estrutura básica nos prédios. Além disso, algumas escolas sofrem com a falta de professores. Os atos ocorreram em meio à alta rejeição ao governo do presidente Emmanuel Macron e à proposta de Orçamento para 2027, que prevê o congelamento do salário-base dos funcionários públicos. Nas semanas seguintes, dezenas de escolas foram afetadas pelas manifestações. Professores e outros funcionários públicos também aderiram ao movimento. Entre o fim de setembro e o início de outubro, a França começou a registrar protestos mais violentos. Duas escolas foram incendiadas, e carros e veículos públicos também foram destruídos. Em algumas cidades, houve confrontos com a polícia, e manifestantes foram presos. Com o passar dos dias, os protestos ganharam força e incorporaram novas reivindicações. O que começou como uma mobilização estudantil se transformou em uma manifestação de insatisfação generalizada com o alto custo de vida, a queda na qualidade dos serviços públicos e o governo. O cientista político Thomás Zicman de Barros, professor e pesquisador do Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po Paris, vê os protestos atuais como uma retomada das mobilizações dos Coletes Amarelos, que tomaram as ruas da França a partir de 2018. Segundo ele, no início de setembro, antes do início dos protestos estudantis, grupos ligados aos Coletes Amarelos já organizavam atos contra o aumento do custo de vida para o dia 17 de outubro. “Há uma sensação de perda de poder de compra e esse pessoal falou: 'A gente precisa ir para a rua contra a vida cara'”, afirma.
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