Protestos na Bélgica e na Albânia têm confronto entre manifestantes e policiais
Manifestantes e policiais entraram em confronto durante protestos estudantis na Bélgica e na Albânia, neste sábado (24). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em Bruxelas, a capital belga, centenas de pessoas se reuniram por volta das 13h, no horário local, na estação central para iniciar uma marcha em direção à estação ferroviária Gare du Midi, mas um tumulto começou quando algumas delas tentaram bloquear a via. Policial joga jato de gás lacrimogêneo contra manifestantes, que tentam se afastar, em Bruxelas REUTERS/Nicolas Economou Imagens feitas pela agência de notícias Reuters mostram manifestantes correndo e caindo enquanto eram cercados pela polícia, e policiais agredindo um manifestante com socos, chutes e golpes de cassetete. Em Tirana, a capital albanesa, manifestantes atiraram pedras contra os policiais, que usaram canhões e água para contê-los. Pedras foram lançadas por manifestantes contra os policiais em Tirana, na Albânia REUTERS/Valdrin Xhemaj França registra atos em várias cidades do país A polícia usou gás lacrimogêneo para conter o início de tumultos durante protestos nas cidades de Lyon e Pau, no sul da França, neste sábado (24). Em Lyon, a terceira maior cidade da França, os agentes dispararam as bombas de efeito moral depois que os manifestantes, que protestavam perto de uma faculdade universitária e da delegacia de polícia da cidade, tentaram bloquear uma rua. Houve um pequeno confronto com alguns deles. Em Pau, uma testemunha registrou em vídeo o momento em que uma correria começou depois que o gás foi lançado. Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar protestos na França De acordo com a agência de notícias AFP, os policiais também usaram granadas de gás lacrimogêneo em Lille, Toulouse e Nantes. Apesar dos incidentes, até o começo da tarde deste sábado, não haviam sido registrados grandes incidentes nos atos autorizados pelo governo para ocorrerem. Em Paris, a manifestação começou de forma pacífica, com centenas de pessoas reunidas nas ruas da capital francesa. Centenas de pessoas reunidas em manifestação em Paris neste sábado (24) REUTERS/Abdul Saboor Prisões preventivas e armas apreendidas Segundo o ministro do Interior, Laurent Nunez, 135 pessoas fora presas em todo o país, mas muitas das prisões ocorreram após buscas preventivas que também resultaram na apreensão de itens que poderiam ser usados como armas. Entre eles, bolas de metal, chumbinhos, fogos de artifício, estilingues, balas de aço, armas improvisadas, uma katana e armas de airsoft. Um dia antes, em uma coletiva de imprensa, ele anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações como os que ocorreram há uma semana. "Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo", afirmou ele a repórteres. Museus fechados e lojas com barricadas Os principais museus de Paris fecharam neste sábado (24) devido à previsão de novas manifestações. O Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais — onde está em cartaz uma importante exposição de Cézanne —, entre outros, decidiram fechar aos turistas. A Art Basel, uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do mundo, cancelou parte de sua programação e abriu ao público apenas nesta sexta-feira (23). Aviso de fechamento na porta do Louvre REUTERS/Dylan Martinez Há uma semana, cerca de 3.000 lojas em toda a França foram danificadas ou saqueadas. Nos últimos dias, com a convocação para novas manifestações neste sábado, comerciantes barricaram suas lojas. As manifestações contra o alto custo de vida já reuniram mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Elas foram acompanhadas por repressão policial e cerca de 1.800 pessoas foram presas no sábado passado (17). Barricada sendo montada na porta de loja REUTERS/Pedro Nunes LEIA TAMBÉM Como protesto estudantil evoluiu na França, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos Macron repudia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre protestos na França Protestos na França: premiê culpa extrema-esquerda por 'plano de insurreição' e diz que toque de recolher funcionou Manifestações têm restrições em grandes cidades As autoridades autorizaram atos em pelo menos oito grandes cidades neste sábado, segundo um levantamento da agência de notícias AFP. As regras, porém, variam de município para município . Em Paris, a polícia aprovou um percurso entre as praças da Bastilha e da Nação, organizado por sindicatos. No entanto, a manifestação de coletivos estudantis e de integrantes dos coletes amarelos, entre a Bastilha e a Ópera de Paris, foi proibida. Em Marselha, a segunda maior do país, um protesto sindical foi autorizado excepcionalmente, depois que as autoridades locais haviam proibido manifestações na cidade. Toques de recolher também foram anunciados e

Manifestantes e policiais entraram em confronto durante protestos estudantis na Bélgica e na Albânia, neste sábado (24). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em Bruxelas, a capital belga, centenas de pessoas se reuniram por volta das 13h, no horário local, na estação central para iniciar uma marcha em direção à estação ferroviária Gare du Midi, mas um tumulto começou quando algumas delas tentaram bloquear a via. Policial joga jato de gás lacrimogêneo contra manifestantes, que tentam se afastar, em Bruxelas REUTERS/Nicolas Economou Imagens feitas pela agência de notícias Reuters mostram manifestantes correndo e caindo enquanto eram cercados pela polícia, e policiais agredindo um manifestante com socos, chutes e golpes de cassetete. Em Tirana, a capital albanesa, manifestantes atiraram pedras contra os policiais, que usaram canhões e água para contê-los. Pedras foram lançadas por manifestantes contra os policiais em Tirana, na Albânia REUTERS/Valdrin Xhemaj França registra atos em várias cidades do país A polícia usou gás lacrimogêneo para conter o início de tumultos durante protestos nas cidades de Lyon e Pau, no sul da França, neste sábado (24). Em Lyon, a terceira maior cidade da França, os agentes dispararam as bombas de efeito moral depois que os manifestantes, que protestavam perto de uma faculdade universitária e da delegacia de polícia da cidade, tentaram bloquear uma rua. Houve um pequeno confronto com alguns deles. Em Pau, uma testemunha registrou em vídeo o momento em que uma correria começou depois que o gás foi lançado. Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar protestos na França De acordo com a agência de notícias AFP, os policiais também usaram granadas de gás lacrimogêneo em Lille, Toulouse e Nantes. Apesar dos incidentes, até o começo da tarde deste sábado, não haviam sido registrados grandes incidentes nos atos autorizados pelo governo para ocorrerem. Em Paris, a manifestação começou de forma pacífica, com centenas de pessoas reunidas nas ruas da capital francesa. Centenas de pessoas reunidas em manifestação em Paris neste sábado (24) REUTERS/Abdul Saboor Prisões preventivas e armas apreendidas Segundo o ministro do Interior, Laurent Nunez, 135 pessoas fora presas em todo o país, mas muitas das prisões ocorreram após buscas preventivas que também resultaram na apreensão de itens que poderiam ser usados como armas. Entre eles, bolas de metal, chumbinhos, fogos de artifício, estilingues, balas de aço, armas improvisadas, uma katana e armas de airsoft. Um dia antes, em uma coletiva de imprensa, ele anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações como os que ocorreram há uma semana. "Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo", afirmou ele a repórteres. Museus fechados e lojas com barricadas Os principais museus de Paris fecharam neste sábado (24) devido à previsão de novas manifestações. O Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais — onde está em cartaz uma importante exposição de Cézanne —, entre outros, decidiram fechar aos turistas. A Art Basel, uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do mundo, cancelou parte de sua programação e abriu ao público apenas nesta sexta-feira (23). Aviso de fechamento na porta do Louvre REUTERS/Dylan Martinez Há uma semana, cerca de 3.000 lojas em toda a França foram danificadas ou saqueadas. Nos últimos dias, com a convocação para novas manifestações neste sábado, comerciantes barricaram suas lojas. As manifestações contra o alto custo de vida já reuniram mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Elas foram acompanhadas por repressão policial e cerca de 1.800 pessoas foram presas no sábado passado (17). Barricada sendo montada na porta de loja REUTERS/Pedro Nunes LEIA TAMBÉM Como protesto estudantil evoluiu na França, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos Macron repudia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre protestos na França Protestos na França: premiê culpa extrema-esquerda por 'plano de insurreição' e diz que toque de recolher funcionou Manifestações têm restrições em grandes cidades As autoridades autorizaram atos em pelo menos oito grandes cidades neste sábado, segundo um levantamento da agência de notícias AFP. As regras, porém, variam de município para município . Em Paris, a polícia aprovou um percurso entre as praças da Bastilha e da Nação, organizado por sindicatos. No entanto, a manifestação de coletivos estudantis e de integrantes dos coletes amarelos, entre a Bastilha e a Ópera de Paris, foi proibida. Em Marselha, a segunda maior do país, um protesto sindical foi autorizado excepcionalmente, depois que as autoridades locais haviam proibido manifestações na cidade. Toques de recolher também foram anunciados em pelo menos dez cidades. Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher
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