Protestos na França: 135 presos e armas apreendidas, anuncia governo
Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher O governo da França anunciou que prendeu 135 pessoas em todo o país até o início da tarde deste sábado (24), em meio a uma grande operação para conter a violência nos protestos que foram convocados por todo o país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o ministro do Interior, Laurent Nunez, muitas das prisões ocorreram após buscas preventivas que também resultaram na apreensão de itens que poderiam ser usados como armas. Entre eles, bolas de metal, chumbinhos, fogos de artifício, estilingues, balas de aço, armas improvisadas, uma katana e armas de airsoft. Um dia antes, em uma coletiva de imprensa, ele anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações como os que ocorreram há uma semana. "Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo", afirmou ele a repórteres. Centenas de pessoas reunidas em manifestação em Paris neste sábado (24) REUTERS/Abdul Saboor Até o começo da tarde deste sábado, apenas um pequeno tumulto foi registrado na cidade de Lyon. A polícia disparou várias granadas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo que protestava perto de uma faculdade universitária e da delegacia de polícia da cidade quando os manifestantes tentaram bloquear a rua. Em Paris, a manifestação autorizada para acontecer começou de forma pacífica, com centenas de pessoas reunidas nas ruas da capital francesa. Protesto em Lyon, no sudoeste da França REUTERS/Lisi Niesner Museus fechados e lojas com barricadas Os principais museus de Paris fecharam neste sábado (24) devido à previsão de novas manifestações. O Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais — onde está em cartaz uma importante exposição de Cézanne —, entre outros, decidiram fechar aos turistas. A Art Basel, uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do mundo, cancelou parte de sua programação e abriu ao público apenas nesta sexta-feira (23). Aviso de fechamento na porta do Louvre REUTERS/Dylan Martinez Há uma semana, cerca de 3.000 lojas em toda a França foram danificadas ou saqueadas. Nos últimos dias, com a convocação para novas manifestações neste sábado, comerciantes barricaram suas lojas. As manifestações contra o alto custo de vida já reuniram mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Elas foram acompanhadas por repressão policial e cerca de 1.800 pessoas foram presas no sábado passado (17). Barricada sendo montada na porta de loja REUTERS/Pedro Nunes Na quinta-feira (22), o presidente Emmanuel Macron recomendou que a população não participasse de manifestações nos próximos dias. Ele afirmou, após uma reunião do Conselho de Segurança francês, que apenas atos organizados por sindicatos seriam autorizados neste sábado. A decisão provocou reação de partidos de esquerda. Sete legendas recorreram ao Conselho de Estado, a mais alta instância da Justiça administrativa francesa, para contestar as declarações do presidente. Governo mobiliza 70 mil policiais Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris. Abdul Saboor/Reuters O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na última sexta-feira (23) que 70 mil policiais e agentes especiais estarão mobilizados em todo o país. O efetivo é cerca de 15% maior do que o empregado na semana anterior, quando 60 mil integrantes das forças de segurança foram destacados. LEIA TAMBÉM Como protesto estudantil evoluiu na França, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos Macron repudia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre protestos na França Protestos na França: premiê culpa extrema-esquerda por 'plano de insurreição' e diz que toque de recolher funcionou Segundo Nuñez, as autoridades identificaram nas redes sociais convocações para atos violentos e saques. O esquema de segurança contará com unidades especializadas, veículos blindados e equipamentos para dispersão de multidões. O governo também pediu às plataformas digitais, como Meta, Snap e TikTok, que mantenham vigilância reforçada durante o fim de semana. França vai mobilizar polícia antiterrorismo para conter novos protestos Jornal Nacional/ Reprodução Manifestações têm restrições em grandes cidades As autoridades autorizaram atos em pelo menos oito grandes cidades, segundo um levantamento da AFP. As regras, porém, variam de município para município . Em Paris, a polícia havia aprovado um percurso entre as praças da Bastilha e da Nação, organizado por sindicatos. A manifestação de coletivos estudantis e de integrantes dos coletes amarelos, entre a Bastilha e a Ópera de Paris, foi proibida. Na sexta, uma coalizão sindical afirmou que a polícia determinou uma mudança no trajeto, que passaria a ligar a Porte de Vincennes à Porte d'Italie. Karl Ghazi, um

Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher O governo da França anunciou que prendeu 135 pessoas em todo o país até o início da tarde deste sábado (24), em meio a uma grande operação para conter a violência nos protestos que foram convocados por todo o país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o ministro do Interior, Laurent Nunez, muitas das prisões ocorreram após buscas preventivas que também resultaram na apreensão de itens que poderiam ser usados como armas. Entre eles, bolas de metal, chumbinhos, fogos de artifício, estilingues, balas de aço, armas improvisadas, uma katana e armas de airsoft. Um dia antes, em uma coletiva de imprensa, ele anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações como os que ocorreram há uma semana. "Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo", afirmou ele a repórteres. Centenas de pessoas reunidas em manifestação em Paris neste sábado (24) REUTERS/Abdul Saboor Até o começo da tarde deste sábado, apenas um pequeno tumulto foi registrado na cidade de Lyon. A polícia disparou várias granadas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo que protestava perto de uma faculdade universitária e da delegacia de polícia da cidade quando os manifestantes tentaram bloquear a rua. Em Paris, a manifestação autorizada para acontecer começou de forma pacífica, com centenas de pessoas reunidas nas ruas da capital francesa. Protesto em Lyon, no sudoeste da França REUTERS/Lisi Niesner Museus fechados e lojas com barricadas Os principais museus de Paris fecharam neste sábado (24) devido à previsão de novas manifestações. O Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais — onde está em cartaz uma importante exposição de Cézanne —, entre outros, decidiram fechar aos turistas. A Art Basel, uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do mundo, cancelou parte de sua programação e abriu ao público apenas nesta sexta-feira (23). Aviso de fechamento na porta do Louvre REUTERS/Dylan Martinez Há uma semana, cerca de 3.000 lojas em toda a França foram danificadas ou saqueadas. Nos últimos dias, com a convocação para novas manifestações neste sábado, comerciantes barricaram suas lojas. As manifestações contra o alto custo de vida já reuniram mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Elas foram acompanhadas por repressão policial e cerca de 1.800 pessoas foram presas no sábado passado (17). Barricada sendo montada na porta de loja REUTERS/Pedro Nunes Na quinta-feira (22), o presidente Emmanuel Macron recomendou que a população não participasse de manifestações nos próximos dias. Ele afirmou, após uma reunião do Conselho de Segurança francês, que apenas atos organizados por sindicatos seriam autorizados neste sábado. A decisão provocou reação de partidos de esquerda. Sete legendas recorreram ao Conselho de Estado, a mais alta instância da Justiça administrativa francesa, para contestar as declarações do presidente. Governo mobiliza 70 mil policiais Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris. Abdul Saboor/Reuters O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na última sexta-feira (23) que 70 mil policiais e agentes especiais estarão mobilizados em todo o país. O efetivo é cerca de 15% maior do que o empregado na semana anterior, quando 60 mil integrantes das forças de segurança foram destacados. LEIA TAMBÉM Como protesto estudantil evoluiu na França, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos Macron repudia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre protestos na França Protestos na França: premiê culpa extrema-esquerda por 'plano de insurreição' e diz que toque de recolher funcionou Segundo Nuñez, as autoridades identificaram nas redes sociais convocações para atos violentos e saques. O esquema de segurança contará com unidades especializadas, veículos blindados e equipamentos para dispersão de multidões. O governo também pediu às plataformas digitais, como Meta, Snap e TikTok, que mantenham vigilância reforçada durante o fim de semana. França vai mobilizar polícia antiterrorismo para conter novos protestos Jornal Nacional/ Reprodução Manifestações têm restrições em grandes cidades As autoridades autorizaram atos em pelo menos oito grandes cidades, segundo um levantamento da AFP. As regras, porém, variam de município para município . Em Paris, a polícia havia aprovado um percurso entre as praças da Bastilha e da Nação, organizado por sindicatos. A manifestação de coletivos estudantis e de integrantes dos coletes amarelos, entre a Bastilha e a Ópera de Paris, foi proibida. Na sexta, uma coalizão sindical afirmou que a polícia determinou uma mudança no trajeto, que passaria a ligar a Porte de Vincennes à Porte d'Italie. Karl Ghazi, um dos dirigentes da agremiação, criticou a alteração e afirmou que o novo percurso dificulta o controle. Em Marselha, a segunda maior do país, um protesto sindical foi autorizado excepcionalmente, depois que as autoridades locais haviam proibido manifestações na cidade. Em Lyon, a prefeitura proibiu atos em áreas centrais entre as 10h e as 23h, incluindo regiões comerciais e locais onde ficam prédios públicos importantes. ⛓️
What's Your Reaction?