Secretário de Trump admite atrasos na entrega de armamentos à Ucrânia, mas nega 'orientação política' para prejudicar Kiev

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dá coletiva de imprensa em Mumbai, na Índia, em 20 de outubro de 2026. REUTERS/Kylie Cooper/Pool O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, admitiu nesta terça-feira (20) que há atrasos na entrega de armamentos à Ucrânia, mas negou a existência de uma "orientação política para prejudicar" o país europeu em meio à guerra contra a Rússia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em coletiva de imprensa na Índia, Rubio reconheceu que um lote de interceptadores da defesa aérea Patriot comprado para a Ucrânia por meio de um programa de financiamento militar prioritário ao país "pode não ter sido entregue". “Acho que a conclusão importante é que não houve nenhuma orientação política deliberada para prejudicar a Ucrânia, Não há nada sendo deliberadamente negado à Ucrânia”, afirmou Rubio. Rubio acrescentou que conversou no telefone por 45 minutos com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta terça. Zelensky disse que os assuntos abordados incluíram interceptadores de mísseis balísticos, alertas antecipados de ataques russos e a situação dos serviços de satélite Starlink e Starshield, que, segundo o presidente ucraniano, precisavam ser restabelecidos. Agora no g1 As declarações foram feitas depois que a Reuters informou anteriormente que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ainda não havia autorizado a entrega do mais recente pacote de armamentos norte-americanos comprado por aliados da Otan por meio desse programa, nomeado Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL, na sigla em inglês). Zelensky também havia afirmado que o Pentágono atrasou a entrega de mísseis pelo programa, em meio à deterioração das relações entre Kiev e Washington neste mês, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, buscava uma aproximação com Moscou. A Reuters informou que os EUA haviam ameaçado suspender o mecanismo PURL para pressionar Kiev a interromper seus ataques de longo alcance contra a infraestrutura energética russa, enquanto Trump anunciava uma trégua energética entre a Ucrânia e a Rússia.

Oct 20, 2026 - 09:07
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Secretário de Trump admite atrasos na entrega de armamentos à Ucrânia, mas nega 'orientação política' para prejudicar Kiev

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dá coletiva de imprensa em Mumbai, na Índia, em 20 de outubro de 2026. REUTERS/Kylie Cooper/Pool O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, admitiu nesta terça-feira (20) que há atrasos na entrega de armamentos à Ucrânia, mas negou a existência de uma "orientação política para prejudicar" o país europeu em meio à guerra contra a Rússia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em coletiva de imprensa na Índia, Rubio reconheceu que um lote de interceptadores da defesa aérea Patriot comprado para a Ucrânia por meio de um programa de financiamento militar prioritário ao país "pode não ter sido entregue". “Acho que a conclusão importante é que não houve nenhuma orientação política deliberada para prejudicar a Ucrânia, Não há nada sendo deliberadamente negado à Ucrânia”, afirmou Rubio. Rubio acrescentou que conversou no telefone por 45 minutos com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta terça. Zelensky disse que os assuntos abordados incluíram interceptadores de mísseis balísticos, alertas antecipados de ataques russos e a situação dos serviços de satélite Starlink e Starshield, que, segundo o presidente ucraniano, precisavam ser restabelecidos. Agora no g1 As declarações foram feitas depois que a Reuters informou anteriormente que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ainda não havia autorizado a entrega do mais recente pacote de armamentos norte-americanos comprado por aliados da Otan por meio desse programa, nomeado Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL, na sigla em inglês). Zelensky também havia afirmado que o Pentágono atrasou a entrega de mísseis pelo programa, em meio à deterioração das relações entre Kiev e Washington neste mês, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, buscava uma aproximação com Moscou. A Reuters informou que os EUA haviam ameaçado suspender o mecanismo PURL para pressionar Kiev a interromper seus ataques de longo alcance contra a infraestrutura energética russa, enquanto Trump anunciava uma trégua energética entre a Ucrânia e a Rússia.

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