Secretário de Trump retira dois oficiais negros e duas mulheres de lista de promoções, diz jornal

O secretário Pete Hegseth ao lado de Donald Trump durante reunião de gabinete em 26 de março de 2026. Sipa USA via Reuters O secretário de Guerra do governo do presidente Donald Trump, Pete Hegseth, bloqueou a promoção de quatro oficiais do Exército ao posto de general de uma estrela, segundo jornal "New York Times". A reportagem afirma que a medida é incomum e levou alguns altos oficiais a questionar se o bloqueio foi motivado por questões de raça ou gênero. Segundo o jornal, Hegseth retirou dois militares negros e duas mulheres de uma lista de promoções que contém cerca de trinta nomes, a maioria de homens brancos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Hegseth estava pressionando há meses líderes seniores do Exército, incluindo o secretário do Exército, Daniel P. Driscoll, para remover os nomes dos oficiais, segundo o New York Times. A mudança aconteceu no início de março e foi uma decisão unilateral de Hegseth, apesar de não estar claro se ele tem autoridade legal para isso, de acordo com o jornal. Agora, a Casa Branca deve analisar a lista de nomes para promoção e enviar para aprovação final no Senado. Mesmo com a mudança, o texto ainda tem nomes de outros militares negros e mulheres, segundo o The New York Times. Hoje, cerca de 43% dos 1,3 milhão de militares da ativa dos EUA são pessoas não brancas, mas o alto comando segue majoritariamente branco e masculino, de acordo com o jornal. Para fazer a reportagem, o jornal ouviu 11 atuais e ex-integrantes das Forças Armadas e do governo dos EUA que pediram anonimato. Mudança faz parte de campanha do secretário de Guerra Pete Hegseth REUTERS O bloqueio das promoções de dois militares negros e de duas mulheres nas últimas semanas faz parte de uma campanha maior de Hegseth para rever políticas que, segundo ele, "prejudicam oficiais brancos", segundo informado pelo The New York Times. Hegseth já disse várias vezes que está determinado a mudar uma cultura que considera corrompida por líderes “tolos”, “imprudentes” e “woke” de administrações anteriores, de acordo com o jornal. Ele chegou ao Pentágono em 2025 com o objetivo de desfazer políticas do ex-presidente Joe Biden e de seu secretário de Guerra, Lloyd J. Austin III, que buscavam diversificar o alto comando militar, historicamente dominado por homens brancos. Após chegar ao cargo, Hegseth aprovou uma ampla reformulação no sistema de seleção de oficiais para promoção e comando. Para liderar o processo, escolheu Anthony J. Tata, general reformado que já chamou o ex-presidente Barack Obama de “líder terrorista” e cujo histórico de declarações islamofóbicas impediu sua confirmação para um cargo no Pentágono em 2020, de acordo com o jornal. Hegseth também ordenou o fim de um programa do Exército que buscava garantir igualdade de oportunidades na disputa por cargos de liderança. Críticos acusam o seu escrutínio rigoroso, especialmente sobre mulheres e minorias, de estar abalando a confiança de um sistema de promoções que deveria ser baseado em mérito. Ao The New York Times, o Pentágono não comentou a decisão de retirar os quatro oficiais da lista nem respondeu às perguntas sobre a interação entre Buria e Driscoll. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também evitou comentar o caso, mas elogiou Hegseth, dizendo que ele está “fazendo um trabalho extraordinário ao restaurar a meritocracia” no Pentágono, conforme orientado por Trump.

Mar 27, 2026 - 13:30
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Secretário de Trump retira dois oficiais negros e duas mulheres de lista de promoções, diz jornal

O secretário Pete Hegseth ao lado de Donald Trump durante reunião de gabinete em 26 de março de 2026. Sipa USA via Reuters O secretário de Guerra do governo do presidente Donald Trump, Pete Hegseth, bloqueou a promoção de quatro oficiais do Exército ao posto de general de uma estrela, segundo jornal "New York Times". A reportagem afirma que a medida é incomum e levou alguns altos oficiais a questionar se o bloqueio foi motivado por questões de raça ou gênero. Segundo o jornal, Hegseth retirou dois militares negros e duas mulheres de uma lista de promoções que contém cerca de trinta nomes, a maioria de homens brancos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Hegseth estava pressionando há meses líderes seniores do Exército, incluindo o secretário do Exército, Daniel P. Driscoll, para remover os nomes dos oficiais, segundo o New York Times. A mudança aconteceu no início de março e foi uma decisão unilateral de Hegseth, apesar de não estar claro se ele tem autoridade legal para isso, de acordo com o jornal. Agora, a Casa Branca deve analisar a lista de nomes para promoção e enviar para aprovação final no Senado. Mesmo com a mudança, o texto ainda tem nomes de outros militares negros e mulheres, segundo o The New York Times. Hoje, cerca de 43% dos 1,3 milhão de militares da ativa dos EUA são pessoas não brancas, mas o alto comando segue majoritariamente branco e masculino, de acordo com o jornal. Para fazer a reportagem, o jornal ouviu 11 atuais e ex-integrantes das Forças Armadas e do governo dos EUA que pediram anonimato. Mudança faz parte de campanha do secretário de Guerra Pete Hegseth REUTERS O bloqueio das promoções de dois militares negros e de duas mulheres nas últimas semanas faz parte de uma campanha maior de Hegseth para rever políticas que, segundo ele, "prejudicam oficiais brancos", segundo informado pelo The New York Times. Hegseth já disse várias vezes que está determinado a mudar uma cultura que considera corrompida por líderes “tolos”, “imprudentes” e “woke” de administrações anteriores, de acordo com o jornal. Ele chegou ao Pentágono em 2025 com o objetivo de desfazer políticas do ex-presidente Joe Biden e de seu secretário de Guerra, Lloyd J. Austin III, que buscavam diversificar o alto comando militar, historicamente dominado por homens brancos. Após chegar ao cargo, Hegseth aprovou uma ampla reformulação no sistema de seleção de oficiais para promoção e comando. Para liderar o processo, escolheu Anthony J. Tata, general reformado que já chamou o ex-presidente Barack Obama de “líder terrorista” e cujo histórico de declarações islamofóbicas impediu sua confirmação para um cargo no Pentágono em 2020, de acordo com o jornal. Hegseth também ordenou o fim de um programa do Exército que buscava garantir igualdade de oportunidades na disputa por cargos de liderança. Críticos acusam o seu escrutínio rigoroso, especialmente sobre mulheres e minorias, de estar abalando a confiança de um sistema de promoções que deveria ser baseado em mérito. Ao The New York Times, o Pentágono não comentou a decisão de retirar os quatro oficiais da lista nem respondeu às perguntas sobre a interação entre Buria e Driscoll. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também evitou comentar o caso, mas elogiou Hegseth, dizendo que ele está “fazendo um trabalho extraordinário ao restaurar a meritocracia” no Pentágono, conforme orientado por Trump.

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