Sobe para 648 número de mortos em protestos contra o governo Khamenei no Irã

Vídeos mostram caos nas ruas do Irã em manifestações contra o governo Khamenei O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para 648 nesta segunda-feira (12), segundo um grupo de direitos humanos que monitora a crise no país. Diferentes ONGs têm denunciado massacre realizado pelo governo contra os manifestantes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O novo balanço das mortes nos protestos, que já duram duas semanas e se expandiram em escalara e violência nos últimos dias, é da ONG norueguesa Direitos Humanos do Irã (IHR, na sigla em inglês), uma organização baseada em Oslo que faz o levantamento com base em fontes dentro do Irã. Outras ONGs também monitoram os protestos no Irã e também têm reportado aumento das vítimas. “A comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa cometidos pela República Islâmica”, disse o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam, ao comentar o novo balanço de mortes verificado pela ONG. O número real de manifestantes mortos nos protestos, no entanto, pode ser ainda maior, e o IHR estima que pode ser maior que seis mil. Enquanto essas organizações começaram a denunciar um "massacre" contra os manifestantes no final de semana, a polícia do regime Khamenei disse que "escalou" sua resposta aos protestos. (Leia mais abaixo) O Irã está isolado do resto do mundo após o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ter cortado a internet por conta da evolução dos protestos. Por conta disso, não se sabe ao certo o número total de vítimas, porém, as organizações têm recebido relatos de que as forças de segurança iranianas dispararam contra os manifestantes. ENTENDA: Pedidos para Khamenei renunciar, repressão e mortes: entenda a crise no Irã, que vive maior onda de protestos desde 2009 O governo iraniano não está divulgando regularmente números oficiais da atuação policial nos protestos e acusa os EUA e Israel de se infiltrarem nos protestos e os culpam pelas mortes ocorridas nos movimentos. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou no domingo que as forças de segurança "escalaram o nível de confronto contra os manifestantes". O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que os protestos se tornaram mais sangrentos após ameaça de intervenção feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump avalia opções militares contra o Irã, segundo a mídia dos EUA, e afirmou que "está pronto para ajudar os manifestantes". Ele disse no domingo que o governo iraniano entrou em contato para propor a negociação de um acordo para regular seu programa nuclear. O governo Trump falou com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, inimigo do Irã, estar estudando a possibilidade de intervenção em Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã, um importante ator militar no país, afirmou que proteger a segurança nacional é um ponto inegociável. LEIA TAMBÉM: Irã ameaça retaliar bases militares dos EUA e Israel em caso de ataque VÍDEOS: Carros incendiados, bandeira rasgada e multidão nas ruas: Veja o caos no Irã com protestos contra regime Khamenei Irã acusa 'mercenários dos EUA e de Israel' de participar de protestos contra o governo Khamenei Mortes e prisões Protesto no Irã MAHSA / Middle East Images / AFP via Getty Images, via BBC "Um massacre está em curso no Irã em meio a um apagão da internet", afirmou no domingo o Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI, na sigla em inglês), ONG baseada nos EUA que diz estar recebendo relatos de corpos sendo amontoados em hospitais. Já a Direitos Humanos do Irã afirmou que há relatos de "assassinatos em massa" pelos policiais. O HRANA afirmou no domingo que mais de 10.600 pessoas haviam sido presas nos protestos. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu neste domingo que a população iraniana mantenha distância do que chamou de "terroristas e badernistas" e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de "semear caos e desordem" no país. Também neste domingo, o governo iraniano ameaçou retaliar contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano. A fala ocorre após o presente dos EUA, Donald Trump, ameaçar intervir na crise se o regime matar manifestantes pacíficos. "Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos", disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a Reuters. No sábado, Trump renovou as ameaças ao dizer que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos para ajudar". Pezeshkian também afirmou neste domingo que o governo está pronto para "ouvir seu povo" e está determinado a resolver as questões econômicas. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, discutiu com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã durante u

Jan 12, 2026 - 14:30
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Sobe para 648 número de mortos em protestos contra o governo Khamenei no Irã

Vídeos mostram caos nas ruas do Irã em manifestações contra o governo Khamenei O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para 648 nesta segunda-feira (12), segundo um grupo de direitos humanos que monitora a crise no país. Diferentes ONGs têm denunciado massacre realizado pelo governo contra os manifestantes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O novo balanço das mortes nos protestos, que já duram duas semanas e se expandiram em escalara e violência nos últimos dias, é da ONG norueguesa Direitos Humanos do Irã (IHR, na sigla em inglês), uma organização baseada em Oslo que faz o levantamento com base em fontes dentro do Irã. Outras ONGs também monitoram os protestos no Irã e também têm reportado aumento das vítimas. “A comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa cometidos pela República Islâmica”, disse o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam, ao comentar o novo balanço de mortes verificado pela ONG. O número real de manifestantes mortos nos protestos, no entanto, pode ser ainda maior, e o IHR estima que pode ser maior que seis mil. Enquanto essas organizações começaram a denunciar um "massacre" contra os manifestantes no final de semana, a polícia do regime Khamenei disse que "escalou" sua resposta aos protestos. (Leia mais abaixo) O Irã está isolado do resto do mundo após o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ter cortado a internet por conta da evolução dos protestos. Por conta disso, não se sabe ao certo o número total de vítimas, porém, as organizações têm recebido relatos de que as forças de segurança iranianas dispararam contra os manifestantes. ENTENDA: Pedidos para Khamenei renunciar, repressão e mortes: entenda a crise no Irã, que vive maior onda de protestos desde 2009 O governo iraniano não está divulgando regularmente números oficiais da atuação policial nos protestos e acusa os EUA e Israel de se infiltrarem nos protestos e os culpam pelas mortes ocorridas nos movimentos. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou no domingo que as forças de segurança "escalaram o nível de confronto contra os manifestantes". O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que os protestos se tornaram mais sangrentos após ameaça de intervenção feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump avalia opções militares contra o Irã, segundo a mídia dos EUA, e afirmou que "está pronto para ajudar os manifestantes". Ele disse no domingo que o governo iraniano entrou em contato para propor a negociação de um acordo para regular seu programa nuclear. O governo Trump falou com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, inimigo do Irã, estar estudando a possibilidade de intervenção em Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã, um importante ator militar no país, afirmou que proteger a segurança nacional é um ponto inegociável. LEIA TAMBÉM: Irã ameaça retaliar bases militares dos EUA e Israel em caso de ataque VÍDEOS: Carros incendiados, bandeira rasgada e multidão nas ruas: Veja o caos no Irã com protestos contra regime Khamenei Irã acusa 'mercenários dos EUA e de Israel' de participar de protestos contra o governo Khamenei Mortes e prisões Protesto no Irã MAHSA / Middle East Images / AFP via Getty Images, via BBC "Um massacre está em curso no Irã em meio a um apagão da internet", afirmou no domingo o Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI, na sigla em inglês), ONG baseada nos EUA que diz estar recebendo relatos de corpos sendo amontoados em hospitais. Já a Direitos Humanos do Irã afirmou que há relatos de "assassinatos em massa" pelos policiais. O HRANA afirmou no domingo que mais de 10.600 pessoas haviam sido presas nos protestos. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu neste domingo que a população iraniana mantenha distância do que chamou de "terroristas e badernistas" e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de "semear caos e desordem" no país. Também neste domingo, o governo iraniano ameaçou retaliar contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano. A fala ocorre após o presente dos EUA, Donald Trump, ameaçar intervir na crise se o regime matar manifestantes pacíficos. "Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos", disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a Reuters. No sábado, Trump renovou as ameaças ao dizer que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos para ajudar". Pezeshkian também afirmou neste domingo que o governo está pronto para "ouvir seu povo" e está determinado a resolver as questões econômicas. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, discutiu com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã durante uma conversa telefônica no sábado, segundo a agência de notícias Reuters. País está em guerra, diz regime iraniano Imagem retirada de um vídeo divulgado em 9 de janeiro mostra um carro em chamas durante noite de protestos em Zanjan, no Irã TV estatal do Irã via AP Desde o início dos protestos generalizados contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, nos últimos dias de 2025, o movimento se expandiu em escala e violência. Khamenei disse na sexta-feira (9) que seu governo "não vai recuar" diante dos protestos generalizados, que escalaram em proporção e violência nos últimos dias. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o líder supremo iraniano chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”. Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, afirmou que o Irã está “em plena guerra” e que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”. O regime iraniano também acusou os Estados Unidos de incitar os protestos. Os EUA chamaram as acusações de “delirantes” e disseram que elas refletem uma tentativa de desviar a atenção dos desafios internos do regime iraniano, segundo um porta-voz do Departamento de Estado. A repressão do governo iraniano aumentou neste sábado, segundo a agência AFP. O Irã não enfrentava um movimento dessa magnitude desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. As manifestações ocorrem em um momento de fragilidade do Irã, após a guerra com Israel e os golpes sofridos por alguns de seus aliados regionais. Além disso, em setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) restabeleceu sanções ligadas ao programa nuclear do país. Manifestantes incendeiam carros e edifícios nas ruas de Teerã, no Irã, em manifestações contra o governo de Ali Khamenei em janeiro de 2026. Redes sociais via Reuters

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