Tio de menino brasileiro morto no Líbano diz que corpo de irmão e cunhada ainda não foram encontrados
Itamaraty confirma morte de brasileiros no Líbano O menino brasileiro de 11 anos, Ali Ghassan Nader, e sua mãe, também brasileira, Manal Jaafar, e o pai, libanês, Ghassan Nader, morreram após ataques israelenses no Líbano. Segundo o tio do menino, o corpo de Ghassan e Manal ainda não foram encontrados. Em entrevista à TV Globo, Bilal Nader relatou que a família não morava mais na casa bombardeada, mas foram até o local retirar alguns pertences quando um bombardeio atingiu a casa deles. "Quando pararam de atacar, eles foram na cidade onde está casa deles para dar uma olhada na casa. Olharam tudo, tomaram café da manhã, estavam preparando a mala e as coisas que eles iam levar embora da casa", disse ele. O filho mais velho do casal também estava na casa, mas ele sobreviveu ao ataque. Conforme o tio, ele se recupera bem. "Estavam meus dois sobrinhos do lado de fora, meu irmão e minha cunhada dentro e essa hora deu o bombardeio. Meu irmão e minha cunhada ainda não conseguiram achar os corpos deles de tão forte que foi a casa de três andares virou pedaços", disse o cunhado da brasileira. Ali Ghassan Nader, Ghassan Nader e Manal Jaafar, vítimas de um bombardeio no Líbano. Reprodução / Redes Sociais Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI. O Itamaraty informou ainda que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo das "reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo" anunciado em 16 de abril Isso porque, conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques. "Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah", afirmou o Itamaraty. O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano. Além disso, tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país. “A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty. Segundo o ministério, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros que morreram no ataque para prestar assistência. A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região. Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI. Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo. Prorrogação do cessar-fogo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington. A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias. Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados. Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.

Itamaraty confirma morte de brasileiros no Líbano O menino brasileiro de 11 anos, Ali Ghassan Nader, e sua mãe, também brasileira, Manal Jaafar, e o pai, libanês, Ghassan Nader, morreram após ataques israelenses no Líbano. Segundo o tio do menino, o corpo de Ghassan e Manal ainda não foram encontrados. Em entrevista à TV Globo, Bilal Nader relatou que a família não morava mais na casa bombardeada, mas foram até o local retirar alguns pertences quando um bombardeio atingiu a casa deles. "Quando pararam de atacar, eles foram na cidade onde está casa deles para dar uma olhada na casa. Olharam tudo, tomaram café da manhã, estavam preparando a mala e as coisas que eles iam levar embora da casa", disse ele. O filho mais velho do casal também estava na casa, mas ele sobreviveu ao ataque. Conforme o tio, ele se recupera bem. "Estavam meus dois sobrinhos do lado de fora, meu irmão e minha cunhada dentro e essa hora deu o bombardeio. Meu irmão e minha cunhada ainda não conseguiram achar os corpos deles de tão forte que foi a casa de três andares virou pedaços", disse o cunhado da brasileira. Ali Ghassan Nader, Ghassan Nader e Manal Jaafar, vítimas de um bombardeio no Líbano. Reprodução / Redes Sociais Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI. O Itamaraty informou ainda que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo das "reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo" anunciado em 16 de abril Isso porque, conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques. "Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah", afirmou o Itamaraty. O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano. Além disso, tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país. “A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty. Segundo o ministério, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros que morreram no ataque para prestar assistência. A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região. Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI. Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo. Prorrogação do cessar-fogo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington. A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias. Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados. Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.
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