Trump acusa Irã de não respeitar acordo ao limitar passagem de navios no Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz: imagens mostram tráfego de navios durante a guerra O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (9), em publicação na rede social Truth Social, que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito de Ormuz. Segundo os EUA, o acordo de cessar-fogo prevê a reabertura da via marítima; na prática, o Irã mantém o estreito efetivamente fechado. "O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos!", disse, implicando que Teerã não está respeitando sua pate no acordo de cessar-fogo. Nesta quinta mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz estava aberto, mas com restrições de passagem. O Irã alertou para o risco de minas navais na região, e disse que a Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local. Donald Trump Evan Vucci/Reuters Trump fez vários comentários sobre Ormuz em sua rede social ao longo desta quinta. Mais cedo, ele havia declarado que "rapidamente veremos o petróleo voltar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã". Ele também comentou a possibilidade de cobrança de pedágio, indicada pelo Irã. "Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de navios-tanque que passam pelo Estreito de Ormuz — é melhor que não esteja e, se estiver, é melhor parar agora!", disse. Ormuz e o cessar-fogo O acordo de cessar-fogo firmado na terça-feira (7) envolvia a reabertura de Ormuz para o tráfego marítimo, por parte do Irã. Ambas as partes se comprometeram a pausar os combates por duas semanas. Na quarta-feira (8), porém, Teerã voltou a fechar o estreito em resposta aos pesados bombardeios executados por Israel sobre o Líbano. Israel alegou que nem o Líbano, nem o grupo extremista Hezbollah, que atua no país, faziam parte do cessar-fogo — o que contradiz a declaração do Paquistão, que mediou a pausa nos combates. Na prática, o Estreito de Ormuz está praticamente fechado pelo Irã, que . Nesta quinta, apenas seis navios passaram pela rota, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters. ▶️ O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel. Rota de Larak A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta. As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim. "Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters. "Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou. Minas navais Minas navais, instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz, são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação. Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 David Krigbaum/US Navy

abril 9, 2026 - 21:00
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Trump acusa Irã de não respeitar acordo ao limitar passagem de navios no Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz: imagens mostram tráfego de navios durante a guerra O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (9), em publicação na rede social Truth Social, que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito de Ormuz. Segundo os EUA, o acordo de cessar-fogo prevê a reabertura da via marítima; na prática, o Irã mantém o estreito efetivamente fechado. "O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos!", disse, implicando que Teerã não está respeitando sua pate no acordo de cessar-fogo. Nesta quinta mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz estava aberto, mas com restrições de passagem. O Irã alertou para o risco de minas navais na região, e disse que a Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local. Donald Trump Evan Vucci/Reuters Trump fez vários comentários sobre Ormuz em sua rede social ao longo desta quinta. Mais cedo, ele havia declarado que "rapidamente veremos o petróleo voltar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã". Ele também comentou a possibilidade de cobrança de pedágio, indicada pelo Irã. "Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de navios-tanque que passam pelo Estreito de Ormuz — é melhor que não esteja e, se estiver, é melhor parar agora!", disse. Ormuz e o cessar-fogo O acordo de cessar-fogo firmado na terça-feira (7) envolvia a reabertura de Ormuz para o tráfego marítimo, por parte do Irã. Ambas as partes se comprometeram a pausar os combates por duas semanas. Na quarta-feira (8), porém, Teerã voltou a fechar o estreito em resposta aos pesados bombardeios executados por Israel sobre o Líbano. Israel alegou que nem o Líbano, nem o grupo extremista Hezbollah, que atua no país, faziam parte do cessar-fogo — o que contradiz a declaração do Paquistão, que mediou a pausa nos combates. Na prática, o Estreito de Ormuz está praticamente fechado pelo Irã, que . Nesta quinta, apenas seis navios passaram pela rota, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters. ▶️ O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel. Rota de Larak A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta. As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim. "Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters. "Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou. Minas navais Minas navais, instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz, são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação. Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 David Krigbaum/US Navy

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