Trump chega a Davos para discursar no Fórum Econômico Mundial em meio a reação da Europa
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega a Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, em 21 de janeiro 2026. Jonathan Ernst/ Reuters Normalmente dedicado a debater o futuro da economia, o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, se transformará nesta quarta-feira (21) em um campo de batalha diplomático entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes europeus. Após atrasar por conta de um problema elétrico no Air Force One nesta madrugada, Trump chegou nesta manhã a Davos para fazer um discurso que promete ser marcado por sua intenção de anexar a Groenlândia. Mas o norte-americano será recepcionado por líderes da Europa mais reativos e prometendo uma "resposta firme" às investidas de Trump sobre o território europeu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Depois de Trump dizer que "não há mais volta" em seu plano de tomar a Groenlândia — território da Dinamarca no Ártico —, líderes europeus dosaram o discurso que vinham adotando e também subiram o tom. O presidente francês, Emmanuel Macron, que vem reivindicado a liderança da resistência europeia às investidas de Trump, solicitou nesta quarta um exercício da Otan na Groenlândia, segundo seu gabinete. Nesta quarta, a presidente da Comissão Europeia — o braço executivo da UE —, Ursula von der Leyen, disse que o continente está "preparado para agir". "A Europa prefere o diálogo, mas estamos totalmente preparados para agir, se necessário". Nesta quarta, também em Davos, o presidente finlandês disse que a Europa não precisa dos Estados Unidos para garantir sua defesa. O mesmo discurso fez o secretário-geral da Otan, Mark Rutte; Também nesta manhã, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que a União Europeia “está pronta para se defender, defender nossos Estados-membros, nossos cidadãos e nossas empresas, contra qualquer forma de coerção; Já a Dinamarca, segundo a rede de TV local TV2, considera o envio de até 1.000 soldados para lá em 2026. Disputa pela Groenlândia: Trump renova ameaça e provoca reações na Europa Até políticos da extrema direita europeia, tradicionalmente apoiadores de Donald Trump, começaram a criticar a postura do norte-americano. O francês Jordan Bardella, líder do Reunião Nacional, herdeiro político de Marine Le Pen, pediu na terça-feira que a Europa reaja e não seja submissa aos Estados Unidos, durante discurso no Parlamento francês. "Quando um presidente dos EUA ameaça um território europeu usando pressão comercial, isso não é diálogo — é coerção. E nossa credibilidade está em jogo", discursou. "A escolha é simples: submissão ou soberania". 'BAZUCA COMERCIAL', BULLYING, GROENLÂNDIA: embate entre Trump e Macron expõe racha na aliança entre EUA e Europa Na noite de segunda, Trump ensaiou um tom conciliador. "Acho que chegaremos a um acordo que deixará a Otan muito satisfeita e que nos deixará muito satisfeitos. Mas precisamos disso para fins de segurança. Precisamos disso para a segurança nacional", disse ele. Rutte também apelou para a parceria dos aliados históricos. "Trump disse que duvidava que os europeus fossem em auxílio dos EUA o caso o Artigo 5 fosse acionado. Eu lhe disse que sim, eles viriam. Vieram após os ataques de 11 de setembro — a única vez em que o Artigo 5 foi invocado. Não tenho dúvidas de que os EUA viriam em nosso auxílio, e nós viríamos em auxílio dos EUA. Precisamos uns dos outros para nossa proteção coletiva".

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega a Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, em 21 de janeiro 2026. Jonathan Ernst/ Reuters Normalmente dedicado a debater o futuro da economia, o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, se transformará nesta quarta-feira (21) em um campo de batalha diplomático entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes europeus. Após atrasar por conta de um problema elétrico no Air Force One nesta madrugada, Trump chegou nesta manhã a Davos para fazer um discurso que promete ser marcado por sua intenção de anexar a Groenlândia. Mas o norte-americano será recepcionado por líderes da Europa mais reativos e prometendo uma "resposta firme" às investidas de Trump sobre o território europeu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Depois de Trump dizer que "não há mais volta" em seu plano de tomar a Groenlândia — território da Dinamarca no Ártico —, líderes europeus dosaram o discurso que vinham adotando e também subiram o tom. O presidente francês, Emmanuel Macron, que vem reivindicado a liderança da resistência europeia às investidas de Trump, solicitou nesta quarta um exercício da Otan na Groenlândia, segundo seu gabinete. Nesta quarta, a presidente da Comissão Europeia — o braço executivo da UE —, Ursula von der Leyen, disse que o continente está "preparado para agir". "A Europa prefere o diálogo, mas estamos totalmente preparados para agir, se necessário". Nesta quarta, também em Davos, o presidente finlandês disse que a Europa não precisa dos Estados Unidos para garantir sua defesa. O mesmo discurso fez o secretário-geral da Otan, Mark Rutte; Também nesta manhã, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que a União Europeia “está pronta para se defender, defender nossos Estados-membros, nossos cidadãos e nossas empresas, contra qualquer forma de coerção; Já a Dinamarca, segundo a rede de TV local TV2, considera o envio de até 1.000 soldados para lá em 2026. Disputa pela Groenlândia: Trump renova ameaça e provoca reações na Europa Até políticos da extrema direita europeia, tradicionalmente apoiadores de Donald Trump, começaram a criticar a postura do norte-americano. O francês Jordan Bardella, líder do Reunião Nacional, herdeiro político de Marine Le Pen, pediu na terça-feira que a Europa reaja e não seja submissa aos Estados Unidos, durante discurso no Parlamento francês. "Quando um presidente dos EUA ameaça um território europeu usando pressão comercial, isso não é diálogo — é coerção. E nossa credibilidade está em jogo", discursou. "A escolha é simples: submissão ou soberania". 'BAZUCA COMERCIAL', BULLYING, GROENLÂNDIA: embate entre Trump e Macron expõe racha na aliança entre EUA e Europa Na noite de segunda, Trump ensaiou um tom conciliador. "Acho que chegaremos a um acordo que deixará a Otan muito satisfeita e que nos deixará muito satisfeitos. Mas precisamos disso para fins de segurança. Precisamos disso para a segurança nacional", disse ele. Rutte também apelou para a parceria dos aliados históricos. "Trump disse que duvidava que os europeus fossem em auxílio dos EUA o caso o Artigo 5 fosse acionado. Eu lhe disse que sim, eles viriam. Vieram após os ataques de 11 de setembro — a única vez em que o Artigo 5 foi invocado. Não tenho dúvidas de que os EUA viriam em nosso auxílio, e nós viríamos em auxílio dos EUA. Precisamos uns dos outros para nossa proteção coletiva".
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