Trump diz não estar satisfeito com acordo de paz proposto pelo Irã para encerrar a guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com jornalistas na Casa Branca em 30 de abril de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst Durante uma breve interação com jornalistas nesta sexta-feira (1º), o presidente americano Donald Trump disse que não está satisfeito com a proposta de acordo de paz do regime iraniano. “Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, disse o presidente americano. "Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito... Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo", continuou. O presidente Donald Trump também afirmou a repórteres que não está preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos Estados Unidos, em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o conflito com o Irã. Na noite de quinta-feira (30), o Irã entregou sua proposta mais recente de negociação a mediadores no Paquistão, segundo informou a agência estatal iraniana IRNA. LEIA TAMBÉM: Irã pode usar golfinhos com minas em ataques a navios, diz jornal Vídeos em alta no g1 O frágil cessar-fogo de três semanas entre os EUA e o Irã parece ainda estar sendo mantido, embora ambos os países tenham trocado acusações de violações. Trump não detalhou o que considera falhas na proposta. “Eles estão pedindo coisas com as quais não posso concordar”, afirmou. As negociações continuaram por telefone após Trump cancelar a viagem de seus enviados ao Paquistão na semana passada, disse o presidente. Ele demonstrou frustração com a liderança iraniana, que descreveu como fragmentada. “É uma liderança muito desarticulada”, disse. “Todos querem fazer um acordo, mas estão todos confusos.” LEIA TAMBÉM: Crise no Irã e alta de preços prejudicam chegada de ajuda a refugiados, alerta ONU Embora o cessar-fogo tenha interrompido em grande parte os combates no Irã, EUA e Irã permanecem em um impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás comercializados no mundo em tempos de paz. Um bloqueio da Marinha dos EUA, que impede os petroleiros iranianos de sair para o mar, tem abalado a economia do país. A economia global também sofre pressão, enquanto o Irã mantém seu controle sobre o estreito. Trump sugeriu no início da semana um novo plano para reabrir essa rota crucial, usada por aliados dos EUA no Golfo para exportar petróleo e gás. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, realizou uma série de ligações nesta sexta-feira com colegas da região, incluindo de Turquia, Egito, Catar, Arábia Saudita, Iraque e Azerbaijão, para informá-los sobre as iniciativas mais recentes de seu país para encerrar a guerra, segundo suas redes sociais. LEIA TAMBÉM: Emirados Árabes Unidos dizem que não se pode confiar no Irã em relação a Ormuz; esforços de paz estão em impasse A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, também conversou por telefone com Araghchi nesta sexta-feira. Eles discutiram esforços diplomáticos em andamento para reabrir o Estreito de Ormuz e acordos de segurança de longo prazo, informou o gabinete de Kallas em comunicado. Ela também tem mantido contato com parceiros do Golfo. Autoridades do Paquistão disseram que os esforços para reduzir as tensões entre Irã e EUA continuam. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou em reunião de gabinete na quarta-feira que ainda aguardava uma resposta do Irã. No início da semana, Trump disse ao Axios que havia rejeitado a proposta iraniana de reabrir o estreito em troca do fim do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. A proposta iraniana previa adiar as negociações sobre o programa nuclear do país, disseram mais cedo nesta semana duas autoridades regionais, que falaram sob condição de anonimato. Uma das principais razões apontadas por Trump para entrar na guerra foi impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irã e mais de 2.600 no Líbano, onde novos confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, começaram dois dias após o início da guerra, segundo autoridades. Além disso, 24 pessoas morreram em Israel e mais de 20 em países árabes do Golfo. Dezessete soldados israelenses no Líbano e 13 militares americanos na região também foram mortos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com jornalistas na Casa Branca em 30 de abril de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst Durante uma breve interação com jornalistas nesta sexta-feira (1º), o presidente americano Donald Trump disse que não está satisfeito com a proposta de acordo de paz do regime iraniano. “Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, disse o presidente americano. "Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito... Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo", continuou. O presidente Donald Trump também afirmou a repórteres que não está preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos Estados Unidos, em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o conflito com o Irã. Na noite de quinta-feira (30), o Irã entregou sua proposta mais recente de negociação a mediadores no Paquistão, segundo informou a agência estatal iraniana IRNA. LEIA TAMBÉM: Irã pode usar golfinhos com minas em ataques a navios, diz jornal Vídeos em alta no g1 O frágil cessar-fogo de três semanas entre os EUA e o Irã parece ainda estar sendo mantido, embora ambos os países tenham trocado acusações de violações. Trump não detalhou o que considera falhas na proposta. “Eles estão pedindo coisas com as quais não posso concordar”, afirmou. As negociações continuaram por telefone após Trump cancelar a viagem de seus enviados ao Paquistão na semana passada, disse o presidente. Ele demonstrou frustração com a liderança iraniana, que descreveu como fragmentada. “É uma liderança muito desarticulada”, disse. “Todos querem fazer um acordo, mas estão todos confusos.” LEIA TAMBÉM: Crise no Irã e alta de preços prejudicam chegada de ajuda a refugiados, alerta ONU Embora o cessar-fogo tenha interrompido em grande parte os combates no Irã, EUA e Irã permanecem em um impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás comercializados no mundo em tempos de paz. Um bloqueio da Marinha dos EUA, que impede os petroleiros iranianos de sair para o mar, tem abalado a economia do país. A economia global também sofre pressão, enquanto o Irã mantém seu controle sobre o estreito. Trump sugeriu no início da semana um novo plano para reabrir essa rota crucial, usada por aliados dos EUA no Golfo para exportar petróleo e gás. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, realizou uma série de ligações nesta sexta-feira com colegas da região, incluindo de Turquia, Egito, Catar, Arábia Saudita, Iraque e Azerbaijão, para informá-los sobre as iniciativas mais recentes de seu país para encerrar a guerra, segundo suas redes sociais. LEIA TAMBÉM: Emirados Árabes Unidos dizem que não se pode confiar no Irã em relação a Ormuz; esforços de paz estão em impasse A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, também conversou por telefone com Araghchi nesta sexta-feira. Eles discutiram esforços diplomáticos em andamento para reabrir o Estreito de Ormuz e acordos de segurança de longo prazo, informou o gabinete de Kallas em comunicado. Ela também tem mantido contato com parceiros do Golfo. Autoridades do Paquistão disseram que os esforços para reduzir as tensões entre Irã e EUA continuam. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou em reunião de gabinete na quarta-feira que ainda aguardava uma resposta do Irã. No início da semana, Trump disse ao Axios que havia rejeitado a proposta iraniana de reabrir o estreito em troca do fim do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. A proposta iraniana previa adiar as negociações sobre o programa nuclear do país, disseram mais cedo nesta semana duas autoridades regionais, que falaram sob condição de anonimato. Uma das principais razões apontadas por Trump para entrar na guerra foi impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irã e mais de 2.600 no Líbano, onde novos confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, começaram dois dias após o início da guerra, segundo autoridades. Além disso, 24 pessoas morreram em Israel e mais de 20 em países árabes do Golfo. Dezessete soldados israelenses no Líbano e 13 militares americanos na região também foram mortos.
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